O Paradoxo - Apresentação pelos Editores

 







Dedicando-se ao estudo do assunto por, pelo menos, 30 anos,  em fins de 2018 Luiz Roberto Bodstein deu início ao seu livro mais completo sobre o tema dos UAP’s (Unidentified Aerial Phenomena, do inglês, ou Fenômenos Aéreos não Identificados), onde procurou reunir o resultado de suas pesquisas ao longo desse tempo.  Escrevi-o num gênero conhecido como ‘Realismo Fantástico’, que mistura ficção com fatos reais” – afirmou ele na “live” de um site sobre ufologia. “Na verdade – esclareceu – o roteiro vai muito além dos relatos ufológicos convencionais, pois contempla fatos históricos e personagens reais envolvidos em eventos inexplicáveis durante o período transcorrido desde o episódio de Roswell, tido como início da era moderna da ufologia mundial”. 

O escritor explicou a escolha do gênero na experiência obtida ao longo dessas três décadas, quando acabou convencido de que tantas ocorrências anômalas nos últimos anos mereceriam uma atenção maior de autoridades e da população em geral sobre o que se esconde por trás delas, já que fica claro não se tratarem de meros fenômenos naturais, e menos ainda de paranóia coletiva. Ele diz reconhecer que a popularização do assunto nas redes – com incremento de sites populares e grupos de discussão sobre ufologia – em lugar de abrir espaço para aprofundar a investigação acabou contribuindo para desacreditá-lo ainda mais, pois que retirou o tema das mãos de pessoas habilitadas a conduzir o estudo de forma séria, para as de milhões de curiosos despreparados que apenas aprofundam o descrédito no assunto pela abordagem nada racional que lhe fazem. “Evoluímos daquele momento de ‘descrédito natural’ de antes para o do ‘descrédito fabricado’ de hoje, pela profusão de baboseiras disseminadas a título de ‘informação’ por gente sem um mínimo de preparo para uma abordagem menos superficial ou fantasiosa do fenômeno”, disse ele, referindo-se à transição do tempo em que a ufologia era tratada como galhofa para outra em que a transformaram em “assunto de botequim” por conta da popularização entre curiosos que lhe emprestam status de “hobby”, no mesmo nível do usado em vídeos para o TikTok ou quando se divertem com um videogame. 

Diz o escritor que fica perceptível uma clara mudança do comportamento das pessoas nessas três décadas em que aprofundou seus estudos sobre o tema. O problema disso é que a mudança não representou nenhum avanço significativo para que a ufologia saisse do campo da pseudociência para o de objeto de estudo pelas camadas pensantes do planeta. Inserindo, portanto, os personagens ficcionais de seu romance em fatos reais de amplo conhecimento público, seu objetivo é o de envolver seu leitor numa trama que lhe revele muitos desses fatos, despertando tanto os que busquem apenas por uma boa leitura quanto aqueles que pretendam mergulhar nos enigmas com que se deparam na trama para refletir sobre eles. Segundo o autor, mais do que um simples romance de ficção, foi uma forma de chamar a atenção para um assunto que ainda não recebeu o destaque a que faz jus, não pelo menos da forma como já precisaria ser tratado. A obra, assim, busca corrigir essa falha, dando a devida relevância a um fenômeno ainda tido como produto de fantasia. 

                                     Os editores de “O Paradoxo”, de Luiz Roberto Bodstein


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