UFOLOGIA É APENAS FICÇÃO? Buscando respostas I

 



Nesse oceano de argumentos favoráveis e contrários, o pensamento lógico ganha  protagonismo numa discussão que poderia ser comparada ao velho ditado "Em casa que falta pão, todo mundo grita e ninguém tem razão!", bastando substituir o alimento do corpo pelo da mente: o Conhecimento! Este é que precisaria estar sendo devidamente processado e digerido para, de uma vez por todas, colocar fim numa controvérsia que pelo tempo que se mantém já deveria estar trazendo ao mundo algum consenso no que toca às respostas. 



==================================================================================================



José Israel (Não estamos sós)

Concordo em parte, Israel. A história humana está repleta de evidências fortíssimas de que o fazem, com algumas teorias inclusive defendendo que o povoamento do planeta se deu por interferência deles. A dificuldade para comprovar também é relativa. Acho que o mais difícil não é conseguir as evidências, mas sim fazer com que as pessoas acreditem nelas, pois cada um está mais preocupado em defender suas próprias crenças já consolidadas do que admitir que pode ter estado enganado antes, e não aceitar mudar nada. Houve um dia em que vi o assunto todo como um "mistério indecifrável" também. Mas minhas pesquisas me mostraram que apenas parte dele continua sendo um mistério, mas a outra metade é pura questão de análise e conclusão lógica, já que grande parte de nossos cientistas continuam usando referências humanas para avaliar coisas não humanas. Dizem, por exemplo, que é impossível que um viajante estelar chegue até nós por causa da distância, do tempo requerido para a viagem, e da tecnologia envolvida. Será mesmo? Eles baseiam esse raciocínio sobre o que conhecemos desses três elementos, tão somente. A simples idéia de um "buraco de minhoca" serviria para desmentir tudo isso, pois que se poderia cruzar esse tipo de "portal" para dobrar o espaço-tempo, saindo de lá em um instante e chegar aqui no outro. Então vemos como nossa ciência ainda raciocina de forma muito linear e primitiva usando parâmetros conhecidos por nós. A realidade desses visitantes do espaço pode ser completamente diferente da nossa, e exigiria que admitíssemos outras possibilidades que não as leis da física já dominadas por nós, para pelo menos nos aproximarmos dos recursos que podem estar utilizando para chegar até aqui. Abs.

José Israel: Luiz Roberto Bodstein Boa tarde. vc é coerente, gostei muito de sua análise sobre o assunto.




Raul Godiano (Alienígenas do Passado)

Olá, Raul. Você está certíssimo quando diz que o que está faltando é separar os temas. Mas precisamos também entender que o erro vem lá das origens da ufologia quando então se misturava crendice com crença, distinção esta que sofre a mesma confusão. Na década de 1940 - início da chamada "era da ufologia moderna" - qualquer coisa estranha avistada no céu era entendida como "invasão de marcianos". Só bem mais recentemente, a partir do desenvolvimento tecnológico, foi possível entender que muitos artefatos construídos na Terra poderiam perfeitamente ser confundidos com naves extraterrestres, já que ambos estranhos ao cidadão comum e não temos um formato padrão como parâmetro para distinguir um do outro. A lógica portanto, é entender que ambos são possibilidades reais, e a inteligência nos diz que um não impede o outro; mas distingui-los mesmo, apenas seus construtores é que o podem dizer, não nós enquanto simples observadores. Dessa forma o termo "ufologia" continua sendo usado para classificar tanto um quanto outro. Até porque precisaríamos ter acesso direto a um deles para podermos, nós mesmos, descobrir a natureza do que estamos observando. Então concordo com Arthur Clark quando diz que "qualquer tecnologia avançada é indistinguível da mágica." Enquanto não a virmos tão de perto que possamos tocá-la e saber quem está no comando, para nós não irá muito além de "mágica". Para efeito de minhas pesquisas costumo fazer uma distinção clara entre OVNI e Inteligência Extraterrestre, até porque o primeiro diz respeito apenas ao artefato, e o segundo diz respeito a quem o comanda:

(https://ufosumavisaocontemporanea.blogspot.com/2020/09/pesquisa-voce-admite-existencia-de.html).

Entre pesquisadores a distinção parece óbvia, mas para o leigo a confusão continuará acontecendo enquanto não se adotar popularmente as duas expressões para que o cidadão comum também separe as duas coisas. Abraços!

 


Israel Gonzalez (Alienígenas do Passado)

Entiendo y respeto tu opinión, Israel. Sin embargo, le sugiero que razone en el sentido de que, cuando se trata de creencias, cada persona ha desarrollado su propia verdad, ya sea porque ha incorporado lo que otras personas les han enseñado, o porque se sintieron guiados a ello por sus percepciones personales de cualquier naturaleza, como su lógica o sus sentimientos. Lo que no debemos olvidar es que la Biblia no es la única escritura sagrada. Cada religión tiene la suya propia, y todas afirman que el libro que usan es el que dice la verdad, incluso si son muy diferentes entre sí. La Biblia, por ejemplo, no se ocupa de los extraterrestres en ninguno de sus libros, por lo que se entiende que atribuirlos a la mera creación por la mente humana se originó en los líderes de las iglesias, no en las Escrituras. Estoy de acuerdo contigo cuando dices que las promesas que contiene fueron hechas a la gente de la Tierra, pero eso no significa que estos seres de otros planetas no puedan tener sus propios libros sagrados, si adoran alguna religión... quién podría negarlo? Todo esto solamente para recordar que nuestras verdades no son necesariamente la verdad de todos, y mucho menos la única posible, ya que nada en lo que creemos cambiará la verdad, donde sea que esté. Un gran abrazo.


                                                              


Alexandre Gonzalez (Alienígenas do Passado)

Quando falamos sobre o universo, Alexandre, não se pode falar em possibilidade, mas em probabilidade, pois que as possibilidades são infinitas. A diferença é que possibilidade vem associada a lógica, e probabilidade nos remete à estatística. No exemplo de que você fez uso a possibilidade de só haver vida na Terra é zero. Daí deduzir que você tenha se referido a vida inteligente. Como se sabe, nossa ciência estatisticamente acha bem pouco provável, praticamente impossível mesmo, que não haja vida em outros sistemas. Já se questiona inclusive se alguns dos planetas de nosso sistema solar teriam vida, ou seus satélites, pela presença dos mesmos elementos comuns na Terra, e há pesquisas sobre algum tipo de vida que poderia ter sido desenvolvida neles em algum momento. Mas mesmo em se tratando de vida inteligente, a probabilidade de que sejamos o único planeta de todo o universo de seres inteligentes é muito baixa. Até porque a lógica contraria tal entendimento, daí porque os cientistas não o negam. A questão não é essa, mas de como chegariam até aqui, em se pensando que não se viu evidência sequer de vida em nosso sistema, e portanto teriam que vir de muito longe. Mas ninguém discute a possibilidade da vida inteligente nem mesmo em outras regiões de nossa galáxia, porque a probabilidade de sermos únicos no universo é tão infinitesimal que duvidar disso seria como duvidar da existência do ar apenas porque não podemos vê-lo, ou achar que Andrômeda é uma criação de nossa mente apenas porque não podemos chegar até ela. Mas pense que qualquer planeta tem seu ciclo. Dessa forma, os que hoje possuem qualquer vestígio de vida, mesmo microbiana, poderão evoluir para formas mais evoluídas no futuro, assim como os que já tiveram vida até mais inteligente que a nossa, podem ter cumprido seu ciclo útil antes de se tornarem desérticos. Marte mesmo é um desses que dão indícios de já ter tido vida um dia, talvez bilhões de anos antes da Terra revelar sua primeira bactéria. Um abraço.





Everaldo Cunha (Aliens entre nós)

Concordo em gênero, número e grau, Everaldo. Até porque se pensa pouco no ciclo de vida dos planetas. Os que são desérticos hoje podem já ter tido vida bem mais evoluída que a nossa, e os que revelam sinais de vida bacteriana, no futuro poderão evoluir para a que temos aqui hoje. Portanto, nada impede que já existiu, existe hoje, ou existirá vida inteligente em algum momento na maioria dos planetas. A questão é saber onde estão os que a possuem no mesmo momento em que acontece a nossa.







Selma Molinaro (Pleiadianos) - Enquanto pesquisador meu trabalho é tentar entender o nexo de causa e efeito nas evidências que consigo reunir. E essas evidências podem chegar como informação, e não apenas por observação direta. Primeiro é preciso entender que existem dois métodos de pesquisa: a de campo e a teórica. 

Na primeira é preciso sair atrás das evidências no local em que tudo aconteceu: analisar os vestígios deixados e sua natureza, realizar testes diversos, entrevistar as testemunhas ou eventuais vítimas diretas, ouvir o mesmo fato contado por terceiros, compará-los entre si, etc. Já a pesquisa teórica- que é a que faço atualmente em função do meu momento - acontece pela investigação e aprofundamento de todas as informações a que conseguimos ter acesso por qualquer meio, seja por buscas próprias ou por informações de terceiros obtidas através de qualquer canal de comunicação. 

De posse da primeira informação, começo pesquisando a fonte para saber se ela é fidedigna, se traz um histórico de credibilidade ou não, se ela está emitindo uma opinião meramente pessoal ou se vivenciou alguma experiência concreta. Em se tratando de opinião pessoal, ela servirá apenas como ponto de partida para buscar outras fontes fornecidas por ela, como também encontrar quantas possam reforçar sua narrativa ou, na falta disso, descartar seu relato como algo que se preste a produzir compreensão do fato. 

Num segundo momento, quando já se confirmou a fidedignidade da fonte original, é preciso então efetuar um trabalho de "garimpo" cuidadoso para separar joio do trigo, ou seja, verificar o que há de real naquelas informações, se mostram lógica para avançar com os estudos a partir delas, ou se carecem de mais dados para se formar juízo. Por princípio, qualquer informação é útil, verdadeira ou não, mas se precisa estudá-las cuidadosamente e compara-las entre si para concluir o que tem de razoável e o que não tem. Assim, basicamente é um longo processo de busca, análise, descarte e depuração de informações de modo a se chegar àqueles 5% de "pepitas" em meio aos 95% de "cascalho" que se precisou peneirar para dar o trabalho como suficiente e se ter um conteúdo confiável para efeito de evidência conclusiva. 

Como pode perceber, trata-se de um trabalho complexo de exaustiva investigação que não nos permite aceitar qualquer coisa como verdadeira quando se leva o assunto a sério. Espero ter atendido suas expectativas. Abraços.

 



Leandro Oliveira (UFO Brasil, Ufologia e Ciências) 

Tem toda razão, Leandro. Gosto de uma frase do Carl Sagan onde diz que "É muito melhor compreender o universo como ele realmente é do que persistir no engano, por mais satisfatório e tranquilizador que isso possa parecer." E essa verdade não diz respeito somente ao nosso assunto: será sempre melhor conhecer a verdade, por mais que nos assuste, do que fingir que ela não existe, pois nossa resistência a aceitá-la não vai mudar coisa alguma. Assim, no momento em que ela chegar não irá nos perguntar se concordamos ou não. Simplesmente irá se impor, e é claro que quem se apegou às crenças equivocadas que retinha como forma de resistência não estará preparado para essa nova realidade, e portanto sofrerá um impacto infinitamente maior do que aqueles que mantiveram a mente aberta e receptiva a todas as possibilidades.

 


Zandres Arcanjo Guerreiro (Ovni em 2021)

Desculpe, Zandres, mas você está generalizando. Eu, por exemplo, acredito em Deus e sou um ferrenho defensor da vida inteligente extraterrestre. Uma coisa não exclui a outra. Sou uma pessoa comum, mas saiba que atualmente diversos papas e muitos cardeais do sacro conselho do Vaticano também não só acreditaram como passaram a defender inequivocamente a ideia sem fazer uso de meias palavras, como você poderá constatar pelo link abaixo. Abs.

https://ufosumavisaocontemporanea.blogspot.com/.../o-vati...

Zandres Arcanjo Guerreiro - Mas vc não está no grupo de fanáticos religiosos, são esses que eu me referi, desculpa por não ter sido claro. 

Luiz Roberto Bodstein - Nesse ponto concordamos, Zandres. E não há necessidade sequer de ser fanático religioso para ter essa visão distorcida. Qualquer fanatismo – seja religioso, político ou até esportivo – cria esse tipo de desvio mental nas pessoas, impossibilitando-as de desenvolver um raciocínio lógico. Abs.



Thello Araujo (Alienígenas do Passado) 

Coincidentemente o Senado americano está desclassificando seus arquivos secretos neste exato 01 de junho de 2021, Thello, já que encerrou o prazo para a liberação assinado por Donald Trump pouco antes de deixar a presidência. Significa que a partir desta data qualquer cidadão do mundo inteiro poderá acessá-los pela internet exatamente como fez a CIA com seus mais de 5.000 registros sobre OVNIs que mantinha em segredo até há pouco tempo atrás. Aqui estão os links para você ter acesso às informações que poderão esclarecer muitas de suas dúvidas. Um abraço. 




Marlleen DiVicenza (Estudos Avançados UFO) 

Tem coisas que apenas com um pouquinho de bom-senso se consegue fazer a separação, Marlleen. Algumas supostas evidências de ação por decorrência de UFOs nos batem tão absurdas que de cara se percebe que não podem ser reais apenas por se mostrarem simplórias demais, deixando claro que a pessoa não necessariamente tenha forjado a situação, mas no mínimo aceitou a versão que lhe passaram sem pensar um minuto sequer em outras possibilidades, ou se o fato revela alguma lógica, por mínima que seja. Vou lhe dar como exemplo uma experiência recente que eu mesmo vivenciei, e que me deixou abismado com o “non-sense” que algumas pessoas revelam em relação ao que defendem de forma fanática. Por sorte salvei os vídeos que deram origem ao fato do qual participei, e vai ajuda-la a entender com bastante clareza. 

Eu entrei num dos grupos de ufologia que uso para dar início a algumas de minhas pesquisas, quando me deparei com um vídeo que mostrava um jumento pequeno, talvez um filhote, preso às vigas de  madeira que sustentavam o telhado de uma casa. O bicho parecia ter despencado sobre o teto, e acabou pendurado nele, com duas pernas pendendo pra dentro e as outras duas presas entre as telhas. As pessoas postavam muitos comentários sobre o que poderia ter acontecido para o jumento ter quebrado as telhas ao cair sobre o telhado e ficar preso; como ele chegara ali? Dentre os tantos comentários engraçados, me chamou a atenção o de uma moça que afirmava veementemente que o burrico teria sido abduzido por um OVNI que o teria examinado, e acabou “devolvendo o jumento no lugar errado”, soltando-o sobre o teto da casa. (Veja aqui o vídeo que descrevia o caso em sua íntegra, conforme mostrado no YouTube:  https://www.youtube.com/watch?v=KrtyjETzlxU).   Achando a interpretação um tanto esdrúxula, postei meu entendimento de que era muito provável que a casa estivesse no pé de alguma encosta, e o jumento seguramente caira lá de cima sobre o teto da casa abaixo de onde se encontrava. Acrescentei que isso era até bem comum em terrenos com esse tipo de topografia em vários níveis. 

De repente uma moça respondeu ao meu “post” visivelmente contrariada com minha explicação, e começou a dizer uma série de impropérios sem nenhum sentido. Ele escreveu que eu devia ser um ET disfarçado, colocado entre os humanos para espionar o que fazemos. Perguntou meu tipo de sangue, se era RH negativo, como supostamente seria, segundo ela, de ETs infiltrados entre nós. Então postei um link de um texto meu sobre metodologia de investigação para avistamentos, mas não ajudou em nada, porque a tal moça continuou a me inquirir de uma forma que me fez duvidar de sua sanidade mental, e não parava de postar dezenas de comentários - contei mais de vinte - sem esperar por resposta,  apenas me acusando de ser o tal do ET infiltrado. Disse que muitos deles se disfarçam de ufólogos para entender nossos métodos para descobri-los, e insistia que eu devia ser um desses, pois que meu conteúdo “parecia coisa de ufólogo” mas era só um disfarce para que não me descobrissem, etc. etc. 

Eu fiquei tão desconcertado com aquilo que minha única reação foi um desses “imojis” com cara de espanto, pois ela me pareceu não ter controle algum sobre o que dizia, como se estivesse alucinada e querendo me “desmascarar” para ter a prova de que os aliens estão entre nós! Rsrs!!! Teria sido cômico se ela não deixava bem visível o desequilíbrio emocional dela, que me pareceu bastante exagerado e desproporcional à minha simples tentativa de buscar uma explicação para o caso do jumento.  Mas ela não desistia de me atacar, uma reação um tanto anormal para a situação, até que os demais inscritos no grupo intervieram e começaram a dizer coisas duras à moça, a chama-la de louca e desequilibrada inclusive, e só então ela interrompeu sua sequência de postagens sem interrupção. A mim me parecia que ela estava com o emocional totalmente fora de controle, por incrível que pareça. Naquele momento não postei nada em resposta devido ao desequilíbrio da moça, mas no dia seguinte entrei lá de novo e postei o vídeo que por acaso encontrei no Google, com um repórter explicando o caso do burro no telhado, e foi muito engraçado ver a dona da casa dando exatamente a mesma explicação que eu tinha dado às pessoas do grupo no dia anterior (veja o vídeo aqui:   https://www.youtube.com/watch?v=q6zV2yC2-Nk&t=114s). 

Pra concluir, eu não costumo dar respostas tão longas assim a uma pergunta, Marlleen, mas como este caso recente ilustrava tão bem a sua dúvida, eu achei que valia a pena contar o caso para que tanto você quanto outros que nos lerem aqui possam entender como o radicalismo emprestado a qualquer assunto consegue cegar as pessoas para as coisas mais óbvias, fazendo com que elas busquem a resposta mais bizarra e menos provável apenas porque servem de respaldo às suas teses fantasiosas e quase sempre insensatas, pois que o fanatismo delas as impede de usar seu raciocínio, de buscar alternativas que não sejam aquelas nas quais elas querem acreditar. Fica aí então a minha experiência com esse modelo de pensamento “non-sense” para mostrar a diferença entre fixação fanática num tema de interesse e a sensatez que deve nortear e conduzir qualquer análise pelo viés científico.  Grande abraço.





3.10


Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Taxonomia das hipóteses sobre a origem dos UAPs

Ufologia e Religião – Essas duas coisas se misturam?

A existência de Inteligência Extraterrestre poderá vir a público?