PESQUISA UFOLÓGICA – Um trabalho árduo reservado a poucos e incompreendido por muitos.



            Após mais de três décadas pesquisando ufologia, meu tempo como “caçador de UFOs” foi deixado na primeira delas, lá atrás, ainda quando vídeos como os encontrados no YouTube conseguiam me produzir algum tipo de impacto. Atualmente me vejo preocupado com aqueles 5% de fatos tratados como “inexplicáveis”, já que o ceticismo construído ao longo desse tempo pelo viés da ufologia científica acabou me desenvolvendo filtros que não dispenso para análise de qualquer filme ou relato.  Só não se pense que isso me chega como algum tipo de vantagem, pois na maior parte do tempo não é o que ocorre. 

        Quem se envolve com o tema além de toma-lo como simples “hobby”, ou curiosidade em momentos de lazer, vai entender do que estou falando. Como ele ainda é tratado como “segredo de estado” pelos governos, bem como “viagem na maionese” por quem se acha inteligente demais para tais “delírios”, não é nada fácil deparar-se com elementos confiáveis o bastante que nos inspirem a debruçar sobre eles com propósitos investigativos. Isso porque a separação entre joio e trigo é uma árdua tarefa que nos impõe – sem direito a escolha – mergulhar naqueles 95% de quimeras na expectativa de chegar aos 5% que nos permitam esbarrar com uma pepita no meio de tanto cascalho. 

            Ao afirmar que, na maioria das vezes, isso não traz muita vantagem se apoia no fato de não raramente sofrermos ataques ou até nos virmos banidos de alguns espaços ditos de “discussão”, mas onde o objetivo claramente é o de apenas produzir lazer e reunir o maior público possível em torno desse atrativo, já que conquistar 95% da humanidade atrás de distração é muito mais interessante pelo ponto de vista do “ibope” do que atender apenas os 5% restantes que optaram por conhecimento. O dito banimento, via de regra, gira em torno destes três fatores: 

1 - questionamentos sobre postagens alheias,

2 - falta de interação com o grupo, e

3 - abordagens impeditivas pelas regras.  

            Entre os últimos, não raro a simples referência à palavra “religião”, por exemplo, é encarada como agressão, mesmo que a menção buscara apenas embasar o assunto discorrido que não se conduzia por qualquer viés religioso, além de formulada de modo a não ferir qualquer crença. Isso não se difere muito de quando uma simples pergunta sobre a fonte de determinada postagem é confundida com chacota ou sarcasmo incrédulo, em lugar do interesse de se aprofundar o estudo. A tão reclamada “falta de interação” igualmente, é traduzida por interesse de “autopromoção” usando as próprias publicações. Poucos são os que o encaram pela ótica de alguém que já tenha queimado a etapa da discussão a respeito do óbvio, resumindo-a a conteúdos que efetivamente dependam de diferentes ideias para se chegar a um entendimento. Longe de se colocar superior aos demais membros do grupo ou de ser avesso à interação social, o pesquisador não perde de vista o propósito de suas pesquisas, daí não se deter em bate-papos cuja função se resuma a torna-lo mais popular. 

            E é quando se nota que os “tabus” ainda possuem muita força, mesmo em espaços onde o esperado seria ter pessoas levantando questões que conduzissem a respostas efetivamente contributivas a todo o conjunto da sociedade. Isso não exclui, evidentemente, os moderadores dos grupos que se dispõem – pelo menos em tese – a disseminar a ufologia como um tema que, mais ora ou menos ora, todos teremos que levar a sério. E não há como culpa-los por isso, já que não existe nenhum curso de treinamento para moderador de grupo de discussão e são instruídos – como qualquer inscrito – a seguir as regras estabelecidas pelo criador do espaço, que por seu turno também carrega seus próprios tabus transmitidos de geração em geração. 

            Em resumo, qualquer pesquisador que encare com seriedade os estudos que faz não pode se dar ao luxo de descartar fontes, por mais questionáveis que elas se mostrem, posto que todo o resultado que consegue depende desse “garimpo”. O pesquisador que se mostrar seletivo demais vai passar ao largo de descobertas de extrema relevância para serem levadas ao mundo. As poucas pepitas que encontra o obrigam a mergulhar as mãos sem receio em meio ao cascalho e retirá-las depois com o ônus que a tarefa lhe impõe: com muitas feridas e algumas raras pedras preciosas que consegue descobrir ao fim de um número grande de persistentes tentativas. Mas algo dentro dele, bem maior do que todas as dificuldades, lhe diz que descobertas grandes – com potencial para mudar completamente a realidade planetária – só acontecem por meio de uma persistência tão grande quanto. E tal tenacidade inabalável é o que o imuniza do efeito limitante das crenças e paradigmas humanos, e o projeta para além dos conceitos criados pelo homem a título de fronteira de até onde pode ir, sempre que se confunde o intangível como limite para o atingível!

7.7 T


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