UM CONTATO CADA VEZ MAIS PRÓXIMO
Reunindo em torno de si algumas centenas de autoridades de alta patente que trabalharam em diversos governos ao longo da história, o SETI é uma iniciativa diplomática baseada em pesquisa e especialmente criada para contatar civilizações extraterrestres. Com foco numa proposta de visão diplomática entre povos distintos, mas politicamente igualitários, os objetivos oficiais da Instituição incluem as premissas de uma nova categoria de encontros extraterrestres: a CE-5 ou "encontros imediatos de quinto nível", classificação criada por Steven Greer como o relacionamento que se estabelece a partir da iniciativa humana para a comunicação com civilizações extraterrestres que visitam a terra, em vez da que se tornou comum na ufologia, partindo deles para os contatos conosco.
Mas o que poderia ser visto apenas como um detalhe,
essa inversão nos encaixa na posição de agentes dessa
aproximação, entregando à humanidade o protagonismo das futuras relações com
essas inteligências, em lugar de meros pacientes encaixados num papel de
submissão que sempre nos foi atribuído. O SETI quer deixar claro, com tal
postura, o status de um relacionamento que se espera de duas espécies em
igualdade de condições, como o reservado a cidadãos de países livres em nosso
planeta, e não pela ótica de "conquistadores" provenientes de um
mundo civilizado tomando posse de um outro ainda selvagem para moldá-lo à sua imagem
e semelhança. Para o SETI, não cabe mais a antiga prática de civilizações
adiantadas submetendo outra menos evoluída a seus próprios padrões. Como donos
legítimos da Terra, precisaríamos ser recebidos na comunidade estelar como tal,
e não como "cidadãos do terceiro mundo" (literalmente, neste caso,
pela posição em nosso sistema solar) às quais deveríamos prestar reverência
como se impôs à tribos das américas e da África diante dos colonizadores
europeus.
Desde sua fundação, com a ajuda dos muitos interessados e colaboradores, o SETI já investiu milhares de dólares com vistas a cumprir seus objetivos de divulgação ampla e irrestrita de contatos com inteligências extraterrestres, O C.E.O. da organização, Dr. Steven Greer, trocou o padrão convencional das denúncias vazias através da imprensa pela identificação e parceria com autoridades mundiais de grande notoriedade e atuação política, via de regra ex-signatários das mais elevadas posições de seus governos, de modo a criar uma voz com força política que não poderia ser ignorada, daí porque tem avançado a passos largos no processo de desacobertamento do fenômeno UFO. A estratégia de Greer tem obtido sucesso em situações antes impensáveis notadamente em governos de controle rígido no que toca a assuntos tidos como de segurança nacional, como os EUA, já que o status de seus colaboradores não se pode desprezar, pois que vem reunindo pilotos das Forças Armadas e astronautas das agências espaciais, ex-presidentes, secretários de governo, ministros de estado, etc., para citar apenas os mais importantes.
O SETI, ou CSETI – como também é conhecido, defende que a Terra tem que ocupar seu espaço
no processo assumindo, antes de tudo, a realidade que vem insistindo em jogar
para debaixo do tapete, como um avestruz que enterra a cabeça no buraco em
lugar de enfrentá-la; e em segundo lugar considerando ingressar nas
relações com outras raças do universo pela porta da frente, como integrante do
cosmos que olha de igual para igual o seu vizinho, e não como uma tribo de selvagens
sendo colonizada por outra mais evoluída.
Outra característica importante da exopolítica
defendida pelo SETI é a afirmação que essas raças que nos visitam não possuem
intenções hostis em relação ao nosso planeta, pois se quisessem nos conquistar já
o teriam feito há muito tempo, e nisso muitos estudiosos do assunto concordam
plenamente com ele, com base nos seguintes argumentos:
- Seria
muito mais fácil que o fizessem quando ainda não havia tecnologia alguma para
lhes oferecermos resistência;
- A
tendência de uma civilização evoluída costuma ser a de trocar experiências e
aprender com outras que contatam, o que se mostra mais proveitoso para ambas, e
não a de dominação;
- A
relação entre uma massa de conquistadores e outra de dominados produz um
permanente estado de conflito, pois que cobra vigilância contínua por parte de
uma e sucessivas tentativas de rebelião pela outra, o que dificulta as coisas
para que ambas possam atingir seus objetivos;
- Não há histórico de relacionamentos longos e estáveis que não tenham substituído o estado de enfrentamento pelo de cooperação espontânea, e isso não exclui sequer espécies menos inteligentes, já que instintivamente percebem mais vantagem no suprimento de necessidades entre o mais forte e o mais fraco para um convívio pacífico;
- Em qualquer processo "ganha-ganha" pode-se usufruir por muito tempo dos recursos sob domínio das partes, enquanto que no processo de subtração predatória eles se esgotam rapidamente, com prejuízo para ambos os lados.
E esta
lista de vantagens poderia ser ampliada indefinidamente se o desejássemos, o
que oferece ainda maior sustentação para a tese de que essas raças que nos
visitam não o fazem com motivações hostis. O SETI não descarta a probabilidade
de que nesse universo tão vasto existam algumas raças com objetivos não tão
amigáveis. Mas mesmo assim argumenta que nossa simples permanência no planeta
nesses milhões de anos já demonstra que forças mais poderosas do que elas ainda
são maioria, pois que continuamos senhores de nosso planeta e não há
divergência de que nos acompanham desde os primórdios da nossa civilização
humana.
Como carro chefe da organização o SETI desenvolveu um projeto de divulgação em massa da presença extraterrestre em nosso planeta a que chamou de "Disclosure Project" - um programa de pesquisa e divulgação ao público do conhecimento pelos governos sobre OVNIs, inteligência extraterrestre e sistemas avançados de energia e propulsão, até agora não assumido pela maioria deles. Outra pauta da organização é a pressão junto aos governos para conceder anistia a autoridades e antigos colaboradores dispostos a violar seus juramentos de segurança, pois que esse ponto atualmente é um dos fatores mais críticos para que elas se recusem a dizer o que sabem.
O SETI não subestima as dificuldades e implicações
políticas oriundas das relações internacionais para que tal medida possa ser implementada,
mas acredita num trabalho sério de conscientização sobre os prejuízos decorrentes
do acobertamento para mudar tal realidade a partir de um assunto igualmente sensível
a todos, que é a economia. O que todos os países poderiam ganhar, caso
tivéssemos acesso às tecnologias que esses visitantes dominam para chegar até
nós, com certeza é um forte argumento para que, em vez de se tratarem uns aos
outros como inimigos em potencial, decidissem juntar forças para que os
benefícios se estendessem a todos, e avançássemos mais rapidamente para um
patamar que nos integrasse definitivamente à comunidade galáctica claramente em
estágio bem mais avançado que o nosso. Caso consigam seu intento apenas junto
ao governo dos EUA, é evidente que a postura será imitada por muitos outros,
já que possuem o mais poderoso sistema de defesa de todo o planeta.
Uma das ações significativas foi o "briefing"
de toda documentação que reuniram sobre os UFOs ao diretor da CIA, James
Woolsey, durante um jantar acertado entre eles, embora Woolsey tenha declarado
que "ouviu educadamente" as ponderações do especialista, o que é
compreensível pelo menos enquanto não houver um amplo e irrestrito entendimento
a respeito do acobertamento mantido desde 1947 pelos EUA.
Não são
poucos, no entanto, os eventos em que o CEO da SETI apresenta publicamente a farta
documentação que afirma possuir e tem exibido por todos os meios disponíveis,
como no especial de TV de Larry King (The UFO Coverup, 1994), e mais
recentemente em plataformas como a Netflix e o You Tube. No próprio Congresso
Americano fizeram uma grande apresentação em 1997, juntamente com várias outras
autoridades favoráveis à abertura das informações secretas como o astronauta
Edgar Mitchell, da missão Apollo, que apresentou o "briefing" para
todos os congressistas presentes à sessão daquele dia.
As atividades crescentes no SETI, desde então, devido
ao volume de atividades que passou a desenvolver a partir do Disclosure Project, vêm conseguindo um
número cada vez maior de adesões por altas autoridades e antigos integrantes de
projetos secretos ligados ao governo. Em maio de 2001 Steven Greer
deu uma entrevista coletiva ao National Press Club em Washington, D.C. que
contou com 20 ex-oficiais da Força Aérea, Administração Federal de Aeronáutica
e oficiais de inteligência, o que resultou no seu livro "Não
Reconhecido: Uma Exposição do Maior Segredo do Mundo” que em 2017 acabou
transformado em tema de documentário ainda disponível na plataforma da Netflix,
dirigido por Michael Mazzola. Pela sua relevância, e por não ser possível
baixar o filme da plataforma, ele permanece acessível apenas a assinantes da
Netflix, que detém os direitos de exclusividade sobre sua divulgação. Mas seu
segundo filme, "Sirius", até a redação desta matéria permanecia na plataforma do
You Tube.
O foco do
SETI atualmente é o de vencer a resistência dos governos de todo o mundo, que
ainda não estão convencidos de que não poderão esconder o que sabem por muito
mais tempo, independente dos fatos já começarem a fugir ao seu controle após
sete décadas de contínuo - e inútil - acobertamento oficial. Mas já é um enorme
passo a constatação de que, pelo menos no que toca ao SETI, existe um respeito
da comunidade científica pelo seu árduo trabalho de quebra de paradigmas e
também uma visível trégua pelo governo americano das tentativas de desacreditar
suas ações, uma vez que fazê-lo implica em clara agressão à reputação de
autoridades de elevado índice de credibilidade nos Estados Unidos, com o risco
ainda do descrédito acabar no colo do Serviço Secreto. E não é difícil
entender os motivos, que vai muito além do tão propagado receio de pânico coletivo.
A revelação irá exigir uma transformação profunda de todos os conceitos humanos em sua perspectiva histórica, religiosa, científica, econômica, tecnológica, social, e tudo o mais, não deixando nada na forma como as construímos, e boa parte dos governos não têm a mais vaga ideia de como gerenciar uma mudança de tais proporções. Como exemplo bastaria usar o nosso sistema de crenças para se entender a revolução que isso irá causar no planeta como um todo. As crenças humanas, como se sabe, ainda são elementares demais, simplórias e primitivas demais para encarar uma realidade de tal envergadura! Há portanto que se ter paciência para não colocar o carro na frente dos bois até que o processo de transição amadureça o suficiente para arrumar todas as coisas em seus devidos lugares, em vez de transformá-lo num caos de proporções estratosféricas que não permita nenhum controle.
1-T10 T




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