O Vaticano e os UFOs - Estaria a igreja começando a preparar seus fiéis?

 

 






Há algumas décadas que muitos cientistas e ufólogos já afirmavam que os potentes telescópios do Observatório de Astronomia do Vaticano, conhecido como Aspecola Vaticana, permitiram que seus astrônomos acumulassem muito conhecimento sobre fenômenos de origem não explicável pela nossa ciência, isso sem falar de um contato de terceiro grau alegadamente protagonizado pelo papa João XXIII, ou justamente por conta dos registros mantidos nos arquivos da Biblioteca do Vaticano sobre o incidente.  No episódio João XXIII e seu secretário Loris Capovilla teriam sido testemunhas oculares do pouso de uma nave alienígena nos jardins de Castel Gandolfo, o palácio de verão que todos os papas (exceto Francisco) utilizaram.  O episódio – amplamente divulgado na mídia após a morte do Pontífice – foi descrito em detalhes por Loris Francesco Capovilla, seu secretário particular, às pessoas de seu convívio e confirmado por ele alguns anos depois da morte do papa, fato esse jamais negado pela Santa Sé mesmo depois de seu falecimento em 2016 e que, pelo que se sabe, ainda o mantém nos registros oficiais do Arquivo do Vaticano: 




Passando por cima de mais de dois mil anos de sua história, tempo em que defendeu ser o homem a suprema criação de Deus, o Vaticano vem anunciando pública e oficialmente a possibilidade de vida inteligente em outros planetas. Além do impacto que essa mudança de pensar provocou na ala mais conservadora do próprio Estado do Vaticano, as sucessivas notícias envolvendo declarações do alto clero repercutiram por toda a Itália e tomaram as manchetes de primeira página em diversos jornais da Europa e de vários outros países ao redor do mundo. Não é novidade atualmente que, devido à visão vanguardista que desafia toda a tradição milenar da igreja, o papa Francisco vem sendo sistematicamente criticado – para não dizer combatido – pela ala mais conservadora do Vaticano que costuma se referir a ele como “o Papa do Fim do Mundo” por suas declarações no mínimo controversas e pouco usuais para os padrões conservacionistas da Igreja de Roma. 

O hoje papa emérito Bento XVI, um dos pontífices progressistas que assumiram o Trono de Pedro a partir do episódio ufológico que teria sido vivenciado por João XXIII, realizou em 2005 um evento público com altas autoridades eclesiásticas e civis na qual anunciou a nova posição da Igreja Católica, ocasião em que pediu perdão a Galileu Galilei por ter sido forçado, durante a idade média, a se retratar por ter afirmado não ser a Terra o centro do universo. Mas Galileu não foi o único, e este detalhe talvez tenha escapado a Bento XVI, pois que ele escapou da fogueira ao descobrir ser mais inteligente voltar atrás do que morrer queimado. O mesmo porém não aconteceu com Giordano Bruno, que se recusou a desmenti-lo e morreu em 1600 na fogueira do Santo Ofício, fazendo-se mais merecedor, portanto, do pedido de perdão de Bento XVI do que Galileu. 

Mas o evento foi apenas o primeiro passo da mudança de posição da Igreja de Roma, pois que o tema de vida inteligente em outros planetas foi rapidamente deixando de ser tabu entre o clero do Vaticano, notadamente entre seus astrônomos mais celebrados – como o Padre José Funes – já que a Santa Sé mantém os observatórios mais potentes do mundo voltados para o estudo do espaço sideral.  Visitantes desses observatórios, inclusive, já se declararam admirados diante da naturalidade com que seus astrônomos comentam o assunto, como se fosse algo integrante de sua rotina de trabalho constatar pelos imensos telescópios as visitas desses ETs. Entre esses altos signatários do clero romano que sempre se pronunciaram abertamente sobre o assunto figuram pessoas como Monsenhor Corrado Balducci e o astrônomo José Gabriel Funes que, inclusive, não se recusa a realizar conferências na própria agência espacial americana, a NASA, sendo impensável admitir que estivesse contrariando orientações do Sumo Pontífice. 

"Na casa de meu pai há muitas moradas"

Membro da Cúria do Vaticano, Monsenhor Corrado Balducci esteve à frente da análise dos casos ufológicos que considerou relevantes para o entendimento teológico da Igreja Católica. E não lhe faltou ousadia para declarar na Televisão Nacional da Itália que o contato com extraterrestres é um fenômeno real. Balducci, uma pessoa muito próxima do Papa, enfatizou que encontros com extraterrestres não deveriam ser atribuídos a “atos do demônio”, como algumas correntes religiosas insistem alegar, nem causam mais prejuízo psicológico aos fiéis do que o medo que instalam neles com suas leituras equivocadas do evangelho, como também não integram o rol das entidades demoníacas, merecendo ser estudados cuidadosamente. Como exorcista e consultor do Vaticano ele contrariou até premissas católicas históricas que tratavam como “coisas do diabo” fenômenos que não conseguia compreender, declarando que sua posição é de que a igreja não crie mais tal tipo de teoria em torno dos contatos. Balducci também revelou a uma autoridade americana que o Vaticano vem discretamente acompanhando de perto o fenômeno dos UFOs e, por tal razão, recebe muitas informações sobre extraterrestres e seus contatos com seres humanos através de seus missionários espalhados por vários países. 

Esse claro posicionamento favorável à existência de inteligência extraterrestre pelo Vaticano em algum momento deverá forçar a releitura dos ensinamentos bíblicos trazidos até nossos dias, pelo menos como um primeiro passo da transformação da Igreja de Roma. Acredita-se, inclusive, que o Vaticano reúna provas tão contundentes e incontestáveis da presença de extraterrestres entre nós que o revolucionário posicionamento do clero não faz mais do que tentar preparar seu bilhão e 800 milhões de fiéis em todo o mundo para uma realidade que eles acreditam próxima de ser conhecida por todos, de modo a que o Santo Padre não se veja envolvido na rede de mentiras a que a maioria dos países dá sustentação, numa vã tentativa de manter o que sabem fora do alcance do grande público. A diferença é que a população mundial já se acostumou a esperar essa postura dos governos dos países, mas ficaria bastante decepcionada se também a constatasse como prática da Igreja, o que sem dúvida comprometeria a credibilidade do Catolicismo em todo o mundo. Bento XVI então estaria cumprindo o que sua aguçada inteligência lhe ditava após perceber que o estrago pela retratação seria bem menor do que projetar a igreja na vala comum dos mistificadores, frontalmente contrária a seu papel evangelizador de difundir a crença, em lugar da descrença, em seu rebanho.  O bom-senso, pelo que se pode apreender da atitude, predominou na decisão, deixando claro que, aos olhos do papa, passar ao mundo a imagem de uma igreja mentirosa e de viés conspiratório se mostraria muito mais desastroso do que rever algumas de suas posições dogmáticas.

 

Segundo uma entrevista do jesuíta José Gabriel Funes, diretor do “Aspecola Vaticana” (o observatório de astronomia) publicada no jornal L'Osservatore Romano e reproduzida pela Agência Estado em 2008, crer em extraterrestres não fere a fé. Acreditar na existência de vida fora da Terra não contradiz a fé em Deus”, disse ele. “A vastidão do universo - com centenas de bilhões de galáxias e trilhões de estrelas - indica que pode haver formas de vida extraterrestre, até mesmo vida inteligente.  Na entrevista intitulada "O extraterrestre é meu irmão" o astrônomo diz que não podemos afirmar que a vida não tenha se desenvolvido em outros lugares: "Assim como há uma multiplicidade de criaturas na Terra, pode haver, lá fora, outros seres criados por Deus". A entrevista de página inteira aborda um tema recorrente no pontificado de Bento XVI, que tem dado ênfase em explorar a relação entre a fé e a razão. A Bíblia não é um livro de ciência", disse Funes, e a busca de fatos científicos sobre o universo e sua origem não lança dúvidas sobre o papel de Deus e sua criação".


O Observatório do Vaticano, presente em dois continentes, tem sua sede na residência de verão dos papas, o bucólico Castel Gandolfo localizado a 30 quilômetros de Roma, e o centro de pesquisas mundial no interior do Estado do Arizona, nos Estados Unidos. Nos trabalhos científicos do observatório o Vaticano não exerce nenhum tipo de interferência. A escolha de seus diretores, na prática, não depende do aval do papa, o que pressupõe sua autonomia por prévia orientação pontifícia, fato esse que revela o avançado pensamento da moderna igreja católica ao se insurgir contra o obscurantismo religioso impregnado de radicalismo que marca a tradição ortodoxa de muitas matrizes religiosas, notadamente a cristã. Por esse motivo a instituição é respeitada internacionalmente como entidade de característica essencialmente científica, e não regida pela linha doutrinária da fé católica, como se poderia esperar.


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