Luis Elizondo, ex-Diretor de Projetos do Pentágono, conta tudo o que sabe
O ex-diretor do Departamento de Defesa dos EUA, Luis Elizondo, deu seguidas entrevistas a importantes órgãos da mídia como CNN, The New York Times, O Clarin , The Telegraph, etc. confirmando que "não há dúvida da existência de objetos voadores não identificados (OVNI)”. Ele não é nenhuma pessoa que não saiba do que está falando, já que dirigiu pessoalmente um programa secreto que o governo norte-americano anteriormente havia declarado não existir. Dois meses depois de se demitir do cargo confessou acreditar que não estamos sozinhos. O departamento que Luis Elizondo dirigiu durante vários anos é chamado Programa de Identificação de Ameaças Aeroespaciais, funcionando no quinto andar do Pentágono, e tem como objetivo o estudo dos OVNIs.
Em declarações ao jornal britânico The Telegraph, Elizondo falou sobre o seu trabalho como agente secreto e as conclusões a que o seu departamento chegou. "Na minha opinião, em linguagem forense poderíamos afirmar que não há qualquer motivo razoável para duvidar dos UFOS. Detesto usar o termo UFO, mas é isso que se discute, pois me parece óbvio que aquelas aeronaves não são nossas e e de nenhum outro país, daí que precisamos nos questionar de onde vêm”, disse ele. O especialista revelou que o programa que dirigia concluiu existirem "locais específicos" onde os objetos anômalos costumam ser avistados. Centrais nucleares são um desses locais. "Começamos a ver padrões e semelhanças nos avistamentos como imensa capacidade de manobra, velocidades supersónicas sem explosão sônica, velocidades de 11 mil a 12 mil kms/h, e formatos que dispensam componentes de controle de voo como asas, leme, flaps, etc., e até de propulsão, como hélices ou turbinas. E muito disso está registrado através de sinais de radar, filmagens aéreas e muitas testemunhas. A minha convicção pessoal é que há provas contundentes de que podemos não estar sozinhos", afirmou Elizondo recentemente em entrevista à CNN.
Entrevista completa de Luis Elizondo
A existência do Programa de Identificação de Ameaças Aeroespaciais foi noticiada em 2017 pela edição britânica do The New York Times e acabou sendo confirmada pelo governo norte-americano que, inicialmente, a tinha negado. Elizondo diz que o programa continua a existir até hoje, mas o governo dos EUA garante que o projeto funcionou apenas entre 2007 a 2012, o que não muda muita coisa pois que, se o Pentágono criou um programa especialmente para cuidar do assunto, logicamente teve motivos suficientes para fazê-lo, e esses motivos não deixariam de existir apenas por que o órgão tomou a decisão de não lhe dar continuidade.
O graduado ex-militar da Inteligência revelou detalhes do Programa
Avançado de Identificação de Ameaças Aeroespaciais (AATIP), lançado pelo
Departamento de Defesa dos Estados Unidos de maneira secreta. Segundo ele,
desde 2007 a iniciativa analisou em sigilo uma série de encontros com objetos
voadores não identificados (OVNIs), e ninguém melhor que ele para falar sobre o
tema, já que dirigiu o programa ele próprio, deixando o Pentágono em 2017 por
divergências com o órgão sobre a condução do projeto.
Em outra entrevista ao jornal argentino Clarín, Elizondo falou a respeito dos avistamentos de óvnis registrados pelo programa. "Descobrimos objetos com aceleração instantânea nunca vista antes, sem sinais de propulsão. Os objetos que detectamos se moviam a uma velocidade de 4.800 ou 6.400 quilômetros por hora. Não temos nada ainda que possa atingir essa velocidade", afirmou. Além disso, ele disse que foram observados objetos que podem voar na nossa atmosfera, mergulhar na água e viajar pelo espaço sem ter que alterar seu padrão de voo ou formato. Segundo ele, o Departamento nunca admitiu a existência do AATIP, mas ele acredita se tratar apenas de uma tentativa de acabar com as especulações, e que o programa ainda esteja em funcionamento. O ressurgimento dessa dúvida voltou a ocupar a mídia depois que o Pentágono confirmou recentemente a veracidade de três vídeos que mostravam objetos voadores filmados por pilotos da Força Aérea. Os avistamentos foram originalmente divulgados pela To The Stars Academy of Arts & Sciences, organização fundada por Tom Delonge, ex-membro da banda Blink-182, instituição que atualmente Elizondo integra desde que deixou o Pentágono, cujo objetivo é investigar fenômenos aéreos anômalos.
Elizondo também falou sobre o sigilo do programa. “Acredito que essa negação se deva basicamente a um estigma. Falar sobre óvnis é algo incômodo porque, de alguma forma, estamos falando do sistema de segurança dos Estados Unidos que deve lidar com fatos concretos, e nesse assunto não há informações concretas e nem respostas consistentes que possam ser passados, mas tão somente perguntas”, disse. “O Pentágono afirma ao mundo que gasta bilhões de dólares ao ano, mas não é dito com quê. O que se sabe é que os UFOs voam de uma maneira que ainda é um mistério para nós”. E completou: “Há uma possibilidade que nesse universo haja outros tipos de vida tão ou mais inteligentes que a nossa”.

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