John Podesta, uma "pedra no sapato" dos que apostam no acobertamento
Quando da campanha presidencial americana que elegeu Donald Trump, a então candidata Hillary Clinton disse ter tido acesso a um arquivo ultrassecreto do governo referente a um misterioso acidente de UFO, mais uma vez contradizendo as autoridades americanas que alegam não investigar esses fenômenos. Segundo noticiado na ocasião pelo periódico britânico Express, o gerente da campanha de Hillary, John Podesta – e vice-presidente no governo Obama - movimentou-se no sentido de descobrir a verdade sobre o caso, sem contudo obter sucesso. Em contato com autoridades na tentativa de obter esclarecimentos sobre o documento supostamente descoberto pela presidenciável, Podesta declarou que lhe informaram não terem tido mais acesso ao arquivo por conta de seu “desaparecimento”.
O que não ficou claro foi como que um documento classificado como “top secret” pelo seu grau de sigilo e restrito até mesmo a altos signatários da Casa Branca – como o próprio vice-presidente – pode "desaparecer" dessa forma sem nenhuma explicação, mas a falta de razões compreensíveis contribuiu para que Podesta se declarasse frustrado diante do clima de mistério que se criou em torno do assunto. Não é segredo para ninguém as motivações do Serviço Secreto para agir dessa forma, até mesmo quando se depara com um pedido do próprio Presidente da República: os ocupantes da Casa Branca são temporários, mas a segurança do país precisa ser mantida independente de quem esteja no comando do Executivo.
Esse posicionamento, inclusive, deu motivo a centenas de teorias conspiratórias como, por exemplo, a do assassinato do presidente John Kennedy, de cuja autoria muitos acusaram a própria CIA . Existem documentos – e isso é fato, não ficção – comprovando que apenas uma semana antes de sua morte Kennedy teria cobrado do Serviço Secreto acesso irrestrito aos arquivos secretos mantidos pela agência a respeito dos UFOs. As conspirações relativas ao risco corrido pela família Kennedy tiveram início um ano antes do assassinato do presidente em Dallas, a partir da morte de Marilyn Monroe, que mantivera um “affair” com John e também com seu irmão Bob Kennedy.
A morte da atriz por suposto suicídio levantou suspeitas de assassinato devido ao envolvimento com o presidente e seu irmão, suspeita agravada pelo fato da necropsia ter constatado que seu estômago estava completamente vazio, sem qualquer sinal da grande quantidade de barbitúricos alegada como causa de sua morte. O homem que supostamente assassinara John Kennedy, apenas dois dias depois também acabou morto por Jack Ruby, e até o último momento de vida negou ter disparado contra o presidente. Segundo a CIA ele seria um “lobo solitário”, pois que nunca se descobriu outro envolvido no crime, concluindo-se que teria agido sozinho. O assassinato de Bob Kennedy apenas quatro anos após o do irmão presidente novamente levantou teorias conspiratórias sobre “queima de arquivo” e, a bem da verdade, o que não faltou foi motivo para teorias da conspiração sobre toda essa trama em sequência e muito mal explicada, criando uma teia em torno de segredos sobre OVNIs sob controle da CIA.
John Podesta conta que colocou todo seu empenho para apoiar
Hillary, cobrando mais transparência para os documentos envolvendo objetos voadores
não identificados, com base na lei de Liberdade de Informação. Mas é fato
notório que entre o que a lei afirma ser direito do cidadão e a concordância de
quem tem o controle dos arquivos há um abismo impossível de ser transposto,
pois que existem muitas formas das quais se lançar mão para “driblar” o que a legislação determina. No fim
das contas o assunto se deparou com tantas controvérsias que o próprio John
Podesta, responsável pela campanha de Hillary, não o levou pra frente,
declarando que o mais provável é que tivesse relação com algum tipo de aeronave
russa, e não com UFOs. Já por parte de alguns especialistas de ufologia ao
redor do mundo levantou-se teorias de que Hillary tenha tido acesso a
informações sobre o incidente de Roswell, mas ela própria não deu detalhes
sobre o conteúdo que, conforme afirmado, conseguira obter. Outras hipóteses então
se somaram às anteriores para explicar seu silêncio, quando alguns desses
ufólogos chegaram a questionar o que aconteceria caso Hillary não conseguisse
se eleger, e dessa forma acabasse na mira de agentes do Serviço Secreto. Desta
feita muitos concordaram que a então candidata poderia se meter em sérios
apuros, já que não estaria protegida pelas prerrogativas do cargo, o que
efetivamente se concretizou com a vitória de Trump ao governo dos EUA. Também
não ficou claro que tipo de documento estaria sob a posse de Hillary, e se com
sua derrota na campanha teria sido aconselhada a não levar o caso adiante,
incorrendo no risco inclusive de ser acusada de traição por tornar público um
assunto de segurança nacional dos Estados Unidos.







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