UFO - Perguntas e respostas - Parte VIII

 




74. Uma das questões mais intrigantes, e que se mostra presente em qualquer canal que trate de ufologia atualmente é esta: esses seres que nos visitam são, na verdade, mocinhos ou bandidos? Apesar de já termos falado disto aqui, não são poucos os que acham que são mal intencionados, e daí o medo de encarar o assunto de frente.
Resp – Já falamos sim, mas cabe uma outra abordagem que ainda não fizemos para essa questão, além da já exaustivamente debatida de que ninguém espera tanto para cumprir uma agenda de dominação, pois que nos visitam há milênios, com todo esse poder que possuem. Como já dito, se a intenção fosse essa já o teriam feito há muito tempo e sem nenhum esforço, face à tecnologia e as leis da física que dominam. Então não vamos ficar chovendo no molhado nessas razões, até porque essa questão de ser mocinho ou vilão é muito relativa. Depende muito mais da forma como enxergamos as coisas do que da agenda deles. Pense se o pavor de um abduzido pode ser visto como "ação mal intencionada" ao se descobrir que buscam, com tais experiências, formas de trazer solução para todas as nossas doenças.

75. É isso que é que você chama de “relativo” nessa questão?
Resp. – Sim. Refiro-me à idéia de “bem” ou de “mal” como resultado de sua presença entre nós, pois depende da forma como vemos o que é “ruim” e o que “bom”. A coisa não é assim tão simples de definir. Para aqueles que olham apenas para o próprio umbigo a tendência é que fiquem apavorados com a simples idéia de terem sua rotina alterada pela presença desses seres, ou por uma abdução, por exemplo. Mas para quem enxerga o fenômeno de forma sistêmica, em vez da individualizada, tudo o que está acontecendo pode ser considerado como a melhor coisa que já aconteceu desde que o homem habita o planeta. Vamos começar pelo mais simples, sobre o que queremos com estes questionamentos aqui. Você já deve ter deduzido que apresentar apenas mais uma teoria sobre a questão dos avistamentos é que não é...

76. Nem empurrar o fenômeno pela goela abaixo dos céticos, pelo que entendi.
Resp. – Exatamente. Acho que não estamos tratando aqui de nenhuma teoria da “Terra plana”, e sobre quem acredita ou não acredita nisso, ou em outras civilizações espalhadas pelo universo. Vejo esse aspecto absolutamente superado. A fase em que nos encontramos no momento está muito mais focada nos planos deles para nós do que na simples questão de saber se todos os fatos documentados nesses últimos anos seriam reais ou não. Pois os eventos acontecem aos milhares todos os dias, e só não vê quem não quer. Então não há porque ficar falando em pégaso pra quem está firme na idéia de acreditar apenas em  gericos!

77. Com certeza!
Resp. – A questão não depende sequer de uma mudança radical do foco que se tinha até aqui, mas tão somente de sua ampliação. Tudo o que vejo necessário agora é se dar um “zoom” na lente que a humanidade vem utilizando, pura e simplesmente.

78. Zoom!? O que você quer dizer?
Resp. – Falo de ampliar o foco, em vez de mudá-lo. Até aqui estivemos apequenados no nosso mundinho que cada vez se mostra mais insignificante, pretensioso e ridículo diante de tudo o que há lá fora para descobrirmos sobre nossa própria existência. É como se tivéssemos um telescópio atômico em casa e insistíssemos em olhar as coisas com uma dessas lupas usadas por colecionadores de selos. As pessoas escolhem negar o que está pousado no quintal de casa do que admitir que seus pastores possam estar equivocados, por exemplo. E por que o negam? As “verdades” que defendem não admitem contestação em nenhuma hipótese e devem permanecer da forma que sempre se mostraram, Acredita-se que uma mudança em qualquer detalhe representa descrer do que se tinha como verdadeiro, e que isso exporia a inexistência da fé, o que não é real. Poucos são os que raciocinam de forma científica. A ciência jamais é estática, e evolui com as descobertas que vão se sucedendo. Já para as questões de fé isso não acontece assim. A maioria acha que ela precisa se manter inalterável, exatamente quando foi estabelecida, para se mostrar verdadeira, pois caso contrário não refletiria a vontade de Deus. Ninguém pensa que os homens que escreveram seus livros sagrados antigamente não sabiam nada do que sabemos hoje, e por essa razão não poderiam tê-los escrito de outra forma. E suas crenças seguem em frente como um livro terminado, e nunca como uma novela que vai sendo construída a cada capítulo, como acontece na ciência. Esta jamais se mostra completa, pois que cada nova descoberta pode tanto corrigir quanto complementar a anterior. As pessoas não param para pensar que acreditar em inteligência em outros mundos não invalida Deus, mas tão somente ampliaria seus domínios para além do que conhecíamos, ou que a descoberta da antimatéria não invalida a matéria nem desmente o intangível, apenas amplia seu entendimento para uma dimensão desconhecida até aquele estágio. Simples assim! Daí porque fiz referência ao hermetismo que cerca a prática desses “pastores de ovelhas” para as “verdades” que precisam ser sustentadas pelos que os seguem.

79. Pastores, padres e outros dirigentes dessas religiões todas, acredito.
Resp. – Deixei os padres de fora por razões específicas: a formação deles exige muito estudo, enquanto que a do pastor basta ele querer fundar ou ingressar numa igreja, mesmo que não entenda nada de teologia. Na verdade suas igrejas não são instituições, no sentido que as entendemos, mas o reflexo do que pensam. E a segunda razão é que, se há uma instituição que vem provando estar muito bem informada sobre inteligência extraterrestre, é o Vaticano. Até mais do que os governos, pelo que se sabe, e não duvido de que isso ocorre desde os primórdios do catolicismo. O processo é facilitado também pela centralização da Santa Sé católica, o que não ocorre no caso das evangélicas. Outra razão também é simples: a igreja de Roma existe há mais de 2 milênios, enquanto que os seguidores de Lutero – hoje conhecidos por “evangélicos” – romperam com o catolicismo há cerca de 500 anos apenas. Sabe-se que a biblioteca do Vaticano reúne registros da inteligência extraterrestre desde os primeiros anos de sua existência, o que é claramente observado em seus próprios documentos canônicos e também na sua arte sacra. Mas não fica por aí: desde Clemente III que o Vaticano vem sinalizando tendência para revelar o que sabe ao público, e mais recentemente – de João XXIII até Francisco – a idéia vem se fortalecendo cada vez mais, como já tratamos aqui. Por que falei que sabem mais do que os governos? Porque até nas aldeias mais remotas, onde o poder político não passa nem perto, sempre houve um pároco ouvindo as angústias de seus fiéis. É para eles que estes corriam sempre que se deparavam com algo que os assustava ou que não podiam explicar. Até hoje, nesses lugares minúsculos do mapa mundi, é para eles que sempre correu a população quando se viu aterrorizada diante do desconhecido. Imagine então a quantidade de informações que os padres dessas igrejinhas do interior reuniram nesses séculos todos. E todas acabam sempre sendo direcionadas para o Vaticano. Os governos, ao contrário, precisam arrancar das pessoas a verdade por efeito de pressão, para depois trancafiá-las a sete chaves. Fica clara então a vantagem alcançada pelo Vaticano nessa comparação?

80. Claríssima! Mas por que as crenças humanas precisam ficar "congeladas" e não passar por mudanças? Não seria mais fácil atualizá-las do que vê-las transformadas em absurdos maiores do que a realidade que recusam?
Resp. – Essa é a questão mais difícil de entender. As pessoas acreditam ser possível que um único casal tenha dado origem aos quase 8 bilhões de pessoas que habitam o planeta hoje, mas acham difícil aceitar a ideia de que Adão e Eva foi a alegoria utilizada por nossos antepassados para explicar algo muito além de seu entendimento. E vão continuar pensando dessa forma, por mais que isso se mostre inverossímel. Mas voltando ao nosso ponto, a “ampliação” de que falo, quanto ao foco do entendimento, é o que está faltando na realidade para as pessoas, e não só no que toca à questão dogmática das igrejas. Mesmo o cidadão comum – tenha ou não uma religião – procede da mesma forma quando a questão gira em torno da visão sistêmica. O crente traz como principal obstáculo os preceitos dogmáticos da doutrina que professa, e o ateu não faz nada diferente quando restringe as possibilidades todas ao que consegue ver e tocar, e assim fecha-se para tudo o que contrarie seu esquema dogmático pessoal. A única vantagem deste último é que, pelo menos, ele mergulha no hermetismo a partir da própria cabeça, enquanto que o crente imerge nele influenciado por outras pessoas. Tendo a lamentar este último mais do que o primeiro, pois que pelo menos o cético de hoje pode descobrir-se enxergando a verdade mais à frente, enquanto que o crente por osmose tende a se tornar cada vez mais fechado às verdades que o rodeiam, já que existe todo um mecanismo social preparado para demovê-lo das tentativas de se libertar das “verdades” incutidas nele, principalmente fundamentadas no medo. Ele é moldado para acreditar que apenas pensar nessa hipótese já representa um ato de rebeldia contra Deus passível de condenação eterna, e dessa forma é estimulado, sob forte pressão, a não correr o risco. O ateu já não fica submetido a essa pressão toda, daí porque é mais fácil abrir-se à uma nova realidade. Mas eu vou além dos motivos desses dois grupos para a resistência: ambos podem ter uma visão acanhada da realidade, ainda que por razões diferentes. Como indivíduos, eles próprios podem sentir enorme dificuldade de enxergar além do que lhes foi dado a conhecer por todos os meios a que tiveram acesso até ali, e acabam fechados dentro de verdades pré construidas, seja por outrem ou por eles próprios.

81. E existe uma causa para isso?
Resp. – Não só uma como uma diversidade imensa delas, que vai desde a dificuldade de acesso às informações, em decorrência do meio em que vivem, quanto pela incapacidade de pensar de uma forma diferente da que se acostumaram, seja por questões culturais, cognitivas e de personalidade, ou até decorrentes de uma deficiência qualquer que lhes subtraia a postura crítica, ou seja, a capacidade de questionar o que lhes chega á luz da lógica, para ampliar seu potencial de percepção.
Estamos falando aqui apenas de fenomenologia humana, pura e simples, sem nem considerar os doutrinamentos de caráter dogmático. As pessoas atuam como se tivessem atingido as “fronteiras” do universo possível – como se ele o tivesse – e nada mais existirá a partir delas, sem nunca descobrir que tais fronteiras foram fixadas por elas mesmas. Tomo o ateu como o exemplo mais pragmático desse mecanismo: ele se baseia na ciência conhecida e nos próprios parâmetros de análise a partir dela para afirmar a inexistência de uma inteligência acima da humana, mas não atenta para o fato da proporção infinitamente maior do que se desconhece em relação ao dominado, e que nessa proporção absurdamente maior pode estar a explicação para o que ele nega.

82. Você está afirmando, se posso entender, que o ateísmo é um equívoco.
Resp. – Não apenas o ateísmo, como qualquer tipo de afirmação que se baseia somente em parâmetros conhecidos. O ateu apenas raciocina sobre elementos admitidos pela ciência até o momento – como o fato do carbono ser necessário à existência de vida, ou da existência de água em estado líquido para um planeta abrigá-la, por exemplo – mas se esquece que existem infinitas possibilidades de elementos químicos e na forma de serem combinados para chegarmos a formas absolutamente atípicas de existência em relação a tudo o que conhecemos como “indispensável”. Já se acreditou na década de 1960, por exemplo, que a ingestão do sal era absolutamente necessária ao organismo humano, até se descobrir uma tribo isolada no interior da selva amazônica que não fazia uso dele. De duas uma: ou o sódio se apresentava de forma natural através de algo que lhes servia de alimento ou, de fato, ele pode ser suprido por outro elemento químico que cumpra sua função. Como não sou químico nunca soube a verdade, mas com certeza os químicos de hoje já possuem a resposta. Se os ateus, no nosso exemplo, fizessem uso do mesmo raciocínio, bem provável que trocassem a negação de um poder divino pelo benefício da dúvida. A incógnita me parece a opção mais lógica frente àquilo para o qual ainda não se tem uma resposta. Respondendo então à sua pergunta: afirmar ou negar qualquer fator desconhecido de forma absoluta e peremptória envereda pelo mesmo equívoco das “verdades” pretensiosas e de uma suposta auto suficiência. O pensamento inteligente nos cobra algo diferente desse binômio primário entre o acreditar e o não acreditar, e o assumir de algo como benéfico ou arriscado para decidir entre revelá-lo ou acobertá-lo. Enfim, as peças que faltam ao quebra-cabeças, em muito maior número que as que trazemos nas mãos, aconselham muita cautela antes de se partir para a negação ou a afirmação. Isso só é possível diante de objetividades, sem esquecer que a momentânea inexistência de evidência não é a mesma coisa que a permanente evidência da inexistência.

83. Já que você defende uma abordagem baseada em evidência e existência, como distinguir, por exemplo, as “evidências” apresentadas pelos terraplanistas das apresentadas pelos ufólogos para suas respectivas teorias?
Resp. – Ótima pergunta! Veja só: à luz da ciência, os elementos de análise são os mesmos tanto para uma quanto para a outra. A diferença está nas respostas obtidas após sua aplicação, e não na sustentação que se escolhe dar à cada uma. A sustentação não é científica, pois cada um pode selecionar apenas os elementos que confirmem a versão de quem acredita, ou vice versa. À ciência cabe confirmar se tais elementos possuem consistência. Vou usar apenas um elemento de cada teoria para ajudar no entendimento: a alegada “medição da superfície terrestre” dos terraplanistas e a autoria de “crop circles” – ou agrogrifos – por extraterrestres, na concepção dos ufólogos. Li sobre um recente experimento dos terraplanistas para provar sua teoria usando duas tábuas, ambas com um buraco no meio, a uma altura de 5,18 metros acima do nível do mar, uma câmera e uma lanterna. Duas pessoas seguravam as tábuas alinhadas entre si e a lanterna seria usada para projetar um facho de luz entre as duas tábuas à distância, que deveria passar pelos buracos no centro delas. Em sendo a Terra plana, não importa a distância entre as tábuas, pois que a luz deveria passar pelos buracos e ser capturada pela câmera da pessoa que tinha a tábua no lado oposto, o que não poderia acontecer na existência da curvatura do planeta. Após iniciado o experimento, a luz não apareceu na câmera, e esse homem telefonou para o outro de modo a confirmar o facho de luz, já que o deveria estar vendo. Ao pedir para o outro levantar a lâmpada acima de sua cabeça, a luz apareceu.  
Diante da curvatura que, na prática, acabou provada em vez do inverso, os executores do experimento argumentaram ter sido “um erro de cálculo” na posição das tábuas, quando ambas estavam posicionadas exatamente à mesma altura.
Agora vamos ao experimento dos ufólogos após o surgimento de um Crop Circle numa plantação do Paraná. Eles fizeram uso de um contador “Geiger” no interior do círculo que mostrava um complexo desenho de formato circular, e se constatou alto grau de radiação ali, bem como total ausência de vida microbiana no solo abaixo do desenho, mostrando-o 100% estéril. A medição foi repetida externamente, além da linha do enorme desenho, e ali não havia sinal de radiação, bem como o solo se mostrava pleno de vida bacteriana, e dos insetos comuns em uma plantação qualquer, descartando que esse resultado pudesse ser produzido por qualquer processo humano de compressão da plantação. A tecnologia capaz de produzir tal efeito, inclusive, seria a solução para o grave problema da infecção hospitalar, pois que se mostrou capaz de esterilizar uma vasta área de modo instantâneo e, o que é mais surpreendente, por um extenso período de tempo. Em algumas das regiões atingidas pelo fenômeno a vegetação ali jamais voltou a nascer, já que não haviam componentes orgânicos e a área permaneceu estéril. Dá para concluir a diferença dos dois experimentos?

84. Se os entendi bem, no primeiro a “comprovação” foi um “tiro no pé”, já que o resultado científico desmentiu o que se queria provar, e no segundo a ciência confirmou que de fato alguma coisa não conhecida por nós ocorrera ali.
Resp. – Pronto! Você acaba de chegar a uma conclusão sobre o que podemos considerar como uma evidência falsa e outra real e inequívoca. O mesmo processo foi usado para avaliar as duas, e apenas uma se mostrou cientificamente aceitável.

85. Parece óbvio para qualquer leigo no assunto, a meu ver.
Resp. – E o resultado pode mostrar não apenas a diferença dos experimentos em si, mas também a da cabeça de quem busca entender o que aconteceu de fato e a de quem quer sustentar alguma coisa do qual nem ele mesmo tem conhecimento!

86. Mais do que claro. Isso derruba a tese de que quem acredita na Terra plana estaria no mesmo patamar de quem atualmente defende a inteligência extraterrestre, pelo acúmulo de dados – mais do que crenças – que se acumulou a respeito, nessas últimas sete décadas, estou pensando certo?
Resp. – Absolutamente correto! Só que a diferença não muda nada quando se pensa que isso mudará a cabeça de quem escolheu acreditar de uma certa forma, por mais que a ciência o desminta. Aí se cai naquele caso de dogma, de que já falamos, e não de constatação científica. 
Encerro esta parte de nossos questionamentos chamando a atenção para a frase com que ela foi aberta, antes de entrarmos na parte das perguntas, propriamente dita. As coisas estão todas aí, acontecendo no dia a dia e saltando aos olhos, mas muitas pessoas, por alguma razão, continuam fingindo que não está acontecendo nada de diferente, bem no estilo de como "decorar o quarto" sem levar em conta as bombas que explodem do lado de fora da janela. A pergunta então é:  até quando se poderá fingir que nada mudou, e por quanto tempo aquilo em que acreditávamos conseguirá subsistir, mesmo que já não faça o menor sentido, apenas porque nos recusamos a olhá-lo de uma outra forma?

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