UFO - Perguntas e respostas - Parte VII

 






58. Entre os pesquisadores do assunto parece haver um consenso em se dividir o fenômeno dos avistamentos em dois períodos distintos, tidos como o antigo e o moderno, está correto?
Resp – Sim. Mas não por conta do “modus operandi” do fenômeno em si, como se pode imaginar, mas apenas como forma de facilitar o entendimento dos dois momentos ao longo desse longo período em que ele vem sendo percebido no mundo. O que se mostra cada vez mais nítido é o aumento do volume de aparições dos chamados “UFOs” depois de Roswell, daí ter sido adotado como marco de separação entre o antes e o depois, e não por ter se apresentado como sua maior evidência. Depois de Roswell já se soube de muitos outros tão importantes quanto, ou até mais do que o caso famoso ocorrido no deserto de Nevada. É mais uma forma “didática” de se separar aqueles tempos mais remotos – conhecidos como “o dos antigos astronautas” ou dos “alienígenas do passado”  – dessa nova forma como se entende o fenômeno atualmente. No que toca à linha do tempo desses viajantes que estariam chegando até nós, não ocorreu nada diferente nesses últimos milênios dessa equação. A diferença está na forma como passamos a entendê-lo desde Roswell e pela nossa ótica específica, evidentemente. A forma de enxergar o fenômeno foi o que passou, de fato, por uma significativa modificação.

59. Poderia especificar algumas das diferenças?
      Resp. – A mais perceptível foi a freqüência dos relatos. Nas primeiras quatro décadas do século 20 o fenômeno praticamente passou despercebido do público, a ponto de não se saber se ocorreram casos ou não. Mas em meados dos anos 1940 se intensificou de tal forma que chamou a atenção não só do cidadão comum ao redor do mundo, mas também dos governos, que viram nele razão para grande preocupação por conta da cobrança por respostas partindo do público, e por terem a responsabilidade de apaziguar o temor crescente que se foi instalando.

60. Está se referindo à histeria coletiva no episódio da “Guerra dos Mundos”, protagonizada por Orson Welles?
      Resp. – Não exatamente, pois que esse fato ocorreu um década antes de Roswell, em fins dos anos 30, mas o fato serve bem para ilustrar o nível de medo que acometeu a população mundial nos anos seguintes no tocante ao assunto, ainda que por razões diferentes.

61. Razões diferentes?
      Resp. – No período que se sucedeu a Roswell se lidava com um medo fundamentado em fatos reais, enquanto que no episódio de Welles o pânico sobreveio como decorrência de fantasia. As razões não se mostraram apenas diferentes, mas opostas. Pra quem não leu à respeito, à época se vivia o apogeu das novelas por rádio-teatro, e o episódio inclusive serviu para projetar Orson Welles como dramaturgo e torná-lo conhecido no mundo, depois que tudo passou e se soube como ocorrera (detalhes do episódio podem ser encontrados no link https://pt.wikipedia.org/wiki/A_Guerra_dos_Mundos_(r%C3%A1dio)). Naquela ocasião o talento dramático de Welles para impressionar seus ouvintes foi reconhecido pelo grau de realismo emprestado à sua interpretação, já que conseguiu espalhar pânico por um país inteiro. Nos dias de hoje possivelmente o episódio teria outras implicações. Isso evidencia bem aquelas duas realidades de que falávamos: antes de Roswell – quando tudo era uma novidade – e a de agora. Aquela mesma população que entrou em pânico com a novela, que trouxe à público um tema inusitado e impactante de nossa espécie sendo dominada por seres de outros mundos, agora sinalizava conhecer a verdade. É esse público hoje que insiste na revelação dos fatos, devido a enxergá-lo de uma forma completamente diferente da predominante na época. Só que cobra posicionamentos sérios a respeito, e não aceita mais que o assunto seja tratado apenas como chacota ou mera fantasia principalmente se partindo dos organismos oficiais, cujo papel é o de esclarecer a população em vez de tentar enganá-la.   

62. Ainda assim nos deparamos com muito mais mentiras a respeito do que verdades, na proporção – como você mesmo relatou – de 98 relatos descartáveis para cada  100 casos reportados.
      Resp. – Correto, mas não poderia ser de outra forma dado o gritante contraste entre a realidade da época e a que se enfrenta atualmente por conta da tecnologia com que agora contamos notadamente na área da comunicação, que se tornou globalizada e instantânea. Hoje não se tem mais notícias setorizadas, ou circunscritas a determinada posição geográfica: tudo o que acontece é levado ao mundo em algumas frações de segundos. Outra enorme diferença é a descentralização da informação: não dependemos mais de fontes concentradas em centrais de notícias como rádio, jornais e emissoras de TV para que atinjam o grande público. Qualquer pessoa hoje em dia tanto produz quando dissemina informações em tempo real, bastando ter um celular nas mãos, fazendo com que atinja milhões de pessoas simultaneamente. Se antes mostrar ou esconder algo ficava na decisão daqueles canais, atualmente é praticamente impossível impedir que qualquer notícia venha a público pela iniciativa de indivíduos comuns. Se, por um lado, isso tornou possível a democratização de conteúdos, por outro ficou mais difícil separar verdade de mentira já que passam pela mão de uma massa incrível de pessoas, e onde cada indivíduo pode reproduzi-los da forma que bem entender. Não sendo mais possível evitar que informações privilegiadas chegassem ao público, os antigos meios de controle passaram a não surtir efeito, obrigando os governos a buscar outro tipo de estratégia além da simples limitação de acesso.

63. E que estratégia foi essa?
Resp. – Uma que se mostrou bem mais eficaz e segura do que a tradicional ocultação usada antes: a da falsa “adesão”. Os setores interessados em manter domínio sobre a informação simulam concordar com a divulgação dos dados que mantêm e liberá-las sem resistência, de modo a criar uma grande de confusão de entendimento pelo público. A estratégia se baseia na difusão em larga escapa de supostos fatos que estariam sob sua guarda mas que, na realidade, são usados apenas para desacreditá-los. “Se não se pode vencê-los, junte-se a eles.”, não é assim que se diz? Nunca esse conhecido provérbio se mostrou tão verdadeiro como nestes tempos de informação indiscriminada. Só que hoje o adágio perdeu o status de simples sabedoria popular para se transformar numa estratégia de governo adotada por um grande número de países.

64. E como isso é levado à prática das pessoas, para que se concluísse que poderia funcionar?
Resp. – O que ocorreu após o episódio de Roswell o explica muito bem. Como já mencionamos, para baixar a tensão pública sobre o evento, o governo americano criou o Projeto Blue Book, que se divulgou como um esforço oficial para elucidar os fatos.

65. Sim. Você explicou, entretanto, que o objetivo era bem diferente disso.
Resp. – Exatamente. Como já falamos, a ideia era fazer “baixar a poeira” dos questionamentos, simulando que o governo iria apresentar todas as respostas cobradas dele. E se soube depois, conforme denúncias de alguns integrantes do projeto, que a declaração oficial era uma fraude: com a instalação do projeto o governo retomou o controle da situação, pois que ao final das supostas “investigações” ele apresentava sua própria versão dos fatos como resultados comprovados e dizia “equívocados” os fatos que sabia serem reais. Esse processo da “falsa adesão” acabou se tornando o padrão adotado desde então: não tendo como evitar a propagação das notícias, o “statement” passou a fingir que estava colocando todo seu empenho para chegar à verdade. Dessa forma conseguia apaziguar os ânimos, libertando-se da pressão, e depois apresentar “respostas” conforme sua conveniência, ou seja, uma mentira oficial para fazer com que as pessoas ficassem ainda mais distantes da verdade.
E isso deu tão certo que, de certa forma, o governo atualmente não precisa sequer se preocupar em desmentir nada: basta oferecer pistas falsas para que milhões de pessoas comecem a disseminá-las e se vejam perdidas no meio de tanta informação. Nada mais eficaz do que, simplesmente, tentar negar as evidências, como se fazia antes.

66. Mas nem sempre a estratégia dá certo, pois diversos fatos acabam vindo à tona...
Resp. – Sem dúvida. Só que isso não chega a preocupar, posto que a verdade dos fatos só chega para um contingente muito reduzido de pessoas. Aliás, acaba chegando apenas aos que mergulham fundo na busca por respostas, o que é uma parcela insignificante da massa que pode efetivamente exercer algum tipo de pressão. A verdade acaba circunscrita ao grupo minúsculo de especialistas cuja voz raramente chega até o cidadão comum, já que este não consegue decodificar os dados apresentados em padrão de linguagem técnica.

67. Que não é a forma como fazemos aqui.
Resp. – Que não é o nosso caso, pois o que fazemos é colocar toda essa complexidade em linguagem acessível a leigos, de modo a que qualquer pessoa possa entendê-la. E você vai descobrir que, ainda assim, muitos não nos darão a menor atenção. Isso prova como a estratégia atual de acobertamento tem muita eficácia no que toca a maquiar a verdade e deixar passar apenas o que não faça a menor diferença para seus propósitos.

68. Em linguagem bem popular, mistura-se verdades e mentiras em grandes quantidades e “joga-se a merda toda no ventilador”, para que as pessoas prefiram ficar longe e não se sujar com ela.
Resp. – Você encontrou a ilustração perfeita para a estratégia. Funciona exatamente dessa forma! E quando esses especialistas tentarem trazer à tona suas descobertas, vão encontrar muito mais pessoas colaborando para desacreditar os fatos do que buscando entendê-los, que é exatamente o que os governos esperam que aconteça. Com isso transformam a massa de antigos cobradores em ingênuos colaboradores, moldando seus cérebros àquilo que se deseja que acreditem.

69. Bastante criativo.
Resp. – A médio prazo não há dúvida de que essas ações são muito eficazes para manter as coisas sob controle.

70. Você está dizendo que em longo prazo não se conseguirá evitar que cheguemos à verdade dos fatos?
Resp. – Exatamente. Esses expedientes são muito bons para que as mentiras sejam “empurradas com a barriga” e adiadas por um bom tempo, mas não o bastante para impedir que a verdade acabe se revelando, ainda que demore muito para acontecer. Quer um exemplo bem concreto e atualizadíssimo? No momento em que discutíamos a questão de número 63 eu recebia duas notificações dos canais de notícia que utilizo nas minhas pesquisas. A primeira informava da prisão de Julian Assange no Reino Unido, provocada pela decisão do novo presidente equatoriano de retirar sua proteção na embaixada do país em Londres, onde ele se encontrava asilado há sete anos, por decisão do ex-presidente do Equador. (http://ovnihoje.com/2019/04/11/wikileaks-julian-assange-e-preso-e-acusado-pelos-eua-de-conspiracao-para-hackear-um-computador-do-governo/  ). E a segunda noticiava a comprovação dos “buracos negros” no universo, um complexo componente da Teoria da Relatividade apresentada por Albert Einstein em 1905, mas que até ontem não passava de uma hipótese (https://www.hypeness.com.br/2017/09/buraco-negro-gigante-e-descoberto-perto-do-coracao-da-via-lactea/\).

71. Não consegui entender a relação dessas notícias com o nosso tema, e nem de uma notícia com a outra.
Resp. – Possivelmente nosso público também não, mas as notícias mostram tudo o que tratamos aqui sendo levado à prática destes dias de aparente desencontro de informações. Assange, como se sabe, foi acusado de raquear documentos secretos do governo americano em 2010, inclusive o conhecimento dos OVNIS. A rigor seria um caso típico de espionagem, punido nos EUA com prisão perpétua ou pena de morte, certo? Mas acredite: ele supostamente entrou na lista dos inimigos públicos dos Estados Unidos "por ter quebrado a senha de um computador do serviço secreto", segundo as fontes governamentais, e não pelos muitos documentos que Assange tornou públicos e onde provava que o governo acessava informações pessoais de milhões de pessoas comuns ao redor do mundo, inclusive no Brasil, desrespeitando o princípio universal da privacidade de informações. O motivo para “suavizar” seu crime? Caso o acusasse por espionagem, o governo americano estaria assumindo que as revelações de Assange eram verdadeiras, tendo que enfrentar o bombardeio internacional de cobranças que ocorreria por terem violado um princípio básico das Nações Unidas. Agindo dessa forma podem continuar sustentando que os documentos apresentados por Assange teriam sido forjados. O caso do programador australiano se assemelha muito ao de Gary McKinnon, um hacker escocês de Glasgow que em 2002 também invadiu computadores americanos da CIA, do FBI, do Exército, da Aeronáutica, do Pentágono e da NASA, trazendo a público uma série de documentos secretos que, entre outras coisas, iriam muito além da comprovação de que os EUA detém informações de inteligência alienígena, mas que mantêm uma estreita ligação com esses seres, inclusive tendo alguns em seus quadros sob o título de “Oficiais não Terrestres”. Os nomes encontrados na lista dos supostos colaboradores extraterrestres, segundo Mckinnon, não possuíam registros em nenhum cartório do mundo, como também não se encontrou registros de suas “embarcações”, nome dado a supostos navios onde estariam lotados os tais "oficiais", mas que também não existiriam, levando o hacker a concluir que se tratassem de naves espaciais desses seres que trabalhariam em parceria com o governo americano. Se visto pela ótica do conteúdo as revelações estariam no topo de qualquer escala de gravidade em se tratando de espionagem mas, a exemplo de Julian Assange, o governo o acusou apenas por “danos a 57.000 computadores do governo". Em resumo, o foco da acusação foi totalmente desviado para o processo - os alegados “danos materiais” - mas, de novo, nem uma palavra foi dita sobre o conteúdo raqueado. Mera coincidência?
E quanto à notícia de comprovação do “Buraco Negro”? A reportagem distribuída simultaneamente à mídia do mundo inteiro esta semana exibiu a primeira foto real do fenômeno dos buracos negros que, segundo o defendido por Einstein, por conta deles o tempo e o espaço deixariam de fazer sentido, tornando possível cruzar o universo inteiro sem os obstáculos impostos por esses dois fatores. Em outras palavras os buracos negros, agora saídos da ficção para a realidade, viabilizam à luz da ciência as viagens interestelares que esses seres precisariam fazer para chegar até nós. Com isso já dá para entender a estreita ligação entre os três casos divulgados, onde um transforma em realidade científica o que antes era apenas uma proposição para o espaço-tempo, e as outras denunciam a reação oficial contra pessoas que tentaram desmascarar práticas de acobertamento pelo governo americano. Esses eventos foram tão importantes para explicar uma série de enigmas a respeito da vida extraterrestre que mereceriam um espaço específico para serem tratados em detalhes, o que deverá ocorrer em breve no “Ser Indomável”.

72. Sua explanação me pareceu bastante clara e lógica.
Resp. – O assunto é vasto demais para ser tratado em profundidade aqui, mas o que fica cada vez mais evidente é o fato da ciência humana estar colocando por terra a barreira permanentemente levantada entre o físico e o intangível,  o pragmático e o empírico, o  concreto e o abstrato, como fomos acostumados a ver as coisas desde os primórdios da vida humana e, o que traz ainda como importante diferencial, sem vincular essas descobertas à espiritualidade, mas como estados atribuídos aos organismos existentes, conhecidos ou não por nós. A importância disso? No mínimo teremos que repensar tudo o que acreditamos até aqui. Não necessariamente para anulá-los, mas para fazer os devidos ajustes em nosso esquema de crenças de forma a encaixá-lo no que hoje se sabe.

 73. Como última questão nesta etapa de nossas descobertas, como a humanidade poderia chegar à verdade dos fatos diante de todas essas variáveis da informação instantânea de nossos tempos?
Resp. – Conforme falado com relação às atuais estratégias de acobertamento, elas têm poder para retardar – em muito, até – o alcance da verdade, mas não para afastá-la em definitivo. E contra isso só se vê um antídoto: deitar por terra nossas resistências fundamentadas nos antigos conceitos de modo a podermos aceitar o inusitado como uma realidade possível, por mais incrível que se apresente pelos novos padrões. A partir do que vimos descobrindo nos últimos anos, TUDO – literalmente – pode ser admitido como possível, desde o momento em que aquela barreira entre tangível e intangível seja vista sob uma nova ótica. Isso se revela assustador para um número enorme de pessoas? Sem dúvida! Mas para quem o desejar haverá uma alternativa diferente daquela de quando tínhamos que aceitar o que nos era ensinado sem questionar coisa alguma, e sem resvalar em pressupostos que lhes atribuam status de ficção. Basta que o interessado se proponha a “garimpar” no meio de tanto cascalho aquilo que realmente faz sentido. No meu caso específico dedico grande parte do meu tempo a essas pesquisas, que me exigem  fazer esse trabalho de “garimpo”. Preciso ler e estudar muito “lixo” sem pé nem cabeça para extrair deles alguma informação que me conduza ao que trazem de consistente. Mas esse trabalho árduo de pesquisa - que cobra paciência para juntar fragmentos como as peças de um imenso quebra-cabeças - é o que permite descobrir interfaces que se encaixam umas às outras de forma às vezes bastante sutil. Não se trata, na verdade, de juntar coisas óbvias, como se estivessem identificadas por cores. Na maioria das vezes encontra-se um detalhe aqui, outro ali, uma referência feita a um mesmo fragmento em contextos dos mais variados, que vão compondo o entendimento de forma lenta e progressiva, mas que aos pouquinhos vai se consolidando em certezas e revelando uma verdade onde todos os componentes juntos façam sentido para deixar as dúvidas para trás. Então não é difícil entender, apesar de tantas provas irrefutáveis que esses métodos produzem, o porquê da grande maioria ainda não acreditar nelas. Quantos são os que se propõem a reunir todos esses fragmentos com tal cautela e em tal profundidade? E que não reste qualquer dúvida sobre este fato: os governos apostam nisso para manter controle sobre as informações que precisam, de acordo com suas ideias, continuar fora do alcance do público!

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