UFO - Perguntas e respostas - Parte VI

 




47. A tese de que os visitantes interplanetários estariam aqui buscando nos ajudar e também ao meio em que vivemos continua prevalecendo sobre a crença de um eventual domínio do planeta?
Resp. – Até o momento é a tendência dos estudiosos no assunto de seguir por essa linha, pelos motivos que já expus anteriormente, e isso vem se confirmando à medida em que se mergulha no estudos de cada caso. Num dos mais famosos do mundo, protagonizado pelo americano Travis Walton, por exemplo, ele esteve presente num congresso de Ufologia realizado em Foz do Iguaçu em 2013 – o 5º. Fórum Internacional de Ufologia – onde fez um depoimento que se mostrou oposto ao que defendera por ocasião da abdução que ganhou as manchetes a partir de 1975. Walton vivenciou uma experiência que se considera como uma das mais longas de pessoas em poder de extraterrestres, que teve uma duração de cinco dias entre o momento em que foi seqüestrado e sua posterior devolução em localidade próxima de onde desaparecera. Seu depoimento mostra uma significativa mudança de opinião em relação à sua experiência: enquanto naqueles dias a descrevera como aterradora, agora a descreve como tendo sido muito positiva. Ele repete a narrativa de outras pessoas de que, com o passar do tempo, pôde constatar uma série de benefícios trazidos à sua vida pelo acontecimento, em lugar do sentimento de pavor que teve logo depois. E, como nos demais casos, ele atribui seu medo de então ao fato de lidar com um fenômeno inesperado e assustador diante do desconhecimento que tinha na época. Com o passar dos anos conseguiu vê-lo de outra forma, segundo suas próprias palavras: 
“Acredito que eles não queriam me abduzir e que na verdade o raio que saiu da nave era para me afastar, não para me levar para dentro. Passei a maior parte do tempo desacordado. A impressão é que estive com os extraterrestres por algumas horas. Sentia um sufocamento muito forte e o corpo doía muito. Depois de anos, concluí que eles queriam me ajudar” – disse ele durante o Congresso realizado no Hotel Golden Tulip, de Foz do Iguaçu, destacando que depois da experiência nunca mais faltou ao trabalho por problemas de doença: “Algo de muito bom aconteceu naqueles dias.”

48. Fala-se de um volume espantosamente crescente de novos registros de avistamentos. Existem números concretos dessa estatística?
Resp. – Como já falado, além de um avistamento a cada 3 segundos no mundo atualmente – o que por si só já é um número incrível, sabe-se que de cada 100 imagens, 90 são descartadas de imediato, e das 10 que sobram no máximo duas são consideradas sérias. Tem-se ainda que ocorrem 10 pousos dessas naves para cada 100 avistamentos, e uma abdução para cada 1.000 casos. Esses são alguns dos números que se possui hoje. Um dos mais atuantes ufólogos da atualidade, Ademar J. Gevaerd, também concorda que esses eventos possuem um propósito, estando longe de se mostrarem aleatórios mas que, apesar disso, esses objetivos teriam caráter pacífico e não hostil, por tudo o que já se debateu nesta nossa sequência de questões sobre o tema.

49. Com tudo isso parece que muita gente ainda se recusa a aceitar a possibilidade, não é assim?
Resp. – Por mais incrível que pareça, isso é absolutamente verdadeiro, infelizmente.

50. Os motivos para essa resistência já discutimos bastante aqui, mas por que você vê razões para lamentar essa descrença?
Resp. – Pela razão de não contribuir em nada para tratar o fenômeno de forma mais natural, e que pode num futuro próximo, conforme acreditam os especialistas, nos colocar frente a fatos que não poderão mais ser negados, queiram as pessoas ou não. E temo pelo impacto que tal constatação poderá produzir, pois que é muito mais fácil lidar com o que já se conhece do que tratá-los como monstros que invadem nossos sonhos para nos aterrorizar. É claro que o efeito sobre as pessoas que não aceitam tal possibilidade é muito mais preocupante. Se imaginarmos o terror que se instalaria se os animais que hoje habitam as florestas invadissem nossas cidades de um momento para o outro, imagine-se então em se tratando de seres provenientes de outros mundos! Consegue perceber a diferença?

51. Acredito que o perceba, sim, posto que a ideia não me suscita nenhum tipo de pânico.
Resp. – E isso se deve ao simples fato de que pessoas como eu e você acumulamos informações suficientes para não nos sentirmos amedrontados diante do fenômeno. O conhecimento faz toda a diferença entre o que se mostra estranho e o que se domina, já que o medo do desconhecido é um instinto natural;  mas apenas fingir que as coisas não existem não nos protege de nada, isso é fato.

52. As pessoas sustentam, ao que parece, que ainda não se obteve “provas irrefutáveis” da existência de vida fora da terra. Que tipo de provas seriam essas? Já não se reuniu tudo o que precisariam nesses anos todos em que o fenômeno é estudado?
Resp. – Aí é que está! Na verdade nossa resposta para a suposta “descrença” não tem nada a ver com as provas. Tanto que se as imagens se mostram muito claras, os céticos reagem dizendo que são claras demais para não terem sido forjadas, e quando se mostram pouco nítidas, argumentam que não possuem nitidez suficiente para provar nada. E não precisamos nem estar tratando com civilizações de outros planetas para entender como isso acontece. As pessoas parecem trazer uma tendência para “acreditar” somente naquilo que querem, não esquecendo de colocar aspas naquilo que insistem em chamar de crença. Pra começar, crença não é algo que se escolhe ter. Ela simplesmente se instala quando reunimos informações o bastante que não deixam espaço algum para dúvidas. As pessoas misturam bastante alguns conceitos, como o ato de acreditar e as escolhas doutrinárias que fazem. A doutrina que vou seguir é uma opção, como são as religiões que seguimos devido ao fato de nos identificarmos com o que é defendido por elas. Mas o ato de crer é natural e espontâneo, não dependendo de uso da vontade. Simplesmente somos despertados para algo que nos toca tão profundamente que nos descobrimos acreditando. É uma decorrência do raciocínio racional, que seleciona as possibilidades que se mostram mais viáveis e lógicas e descarta o que não faz sentido. Ninguém crê ou descrê em algo por escolha. Trata-se de enorme equívoco pensar dessa forma.

53. Diante disso – e com tanto acesso à informação que se tem hoje – não parece  incoerente que isso continue sendo a prática mais comum?
Resp. – Incoerente, com certeza, mas quem disse que o esquema de crenças e escolhas das pessoas respeita coerências? Basta lembrar que Copérnico já descobrira, há quatro séculos atrás, que a terra era redonda apenas fazendo uso de lunetas, e com toda a tecnologia disponível hoje, conhecimento de física quântica, matemática, astronomia e até viagens espaciais, não aparecem pessoas voltando 400 anos no tempo para sustentar que a terra é plana? Isso prova que o desenvolvimento desse tipo de pensamento não passa pelo racional de um grande número de pessoas. Então não se procure encontrar lógica nelas, que nem elas próprias saberão dizer! É o mesmo que desejar que respondam quantas e que tipo de evidências elas precisariam para aceitar como verdadeiro tudo o que extrapole as fronteiras do mundinho em que querem viver. Que dirá então convencerem-se de que “eles” estão lá fora, e que vêm nos visitando há bastante tempo.
Como comecei dizendo acima, não precisamos nem aplicar tal comportamento a vida extraterrestre: basta olhar como muitos se recusam a aceitar realidades do seu próprio cotidiano, que estão a todo instante sendo apresentados por todos os canais de comunicação que acessam. A polaridade partidária é prova clara desse fenômeno: as provas contra seus candidatos estão todas lá, listadas uma a uma em milhares de páginas de processos exaustivamente explorados, mas ainda assim as pessoas continuam repetindo de que se está “condenando sem provas”, não é assim? Está aí um exemplo clássico de sustentação que não passa pelo racional, pois se apenas trocassem o que querem acreditar por uma dose mínima de lógica isso não teria como acontecer dessa forma.

54. Em outras palavras você está dizendo que a lógica não escolhe lados.
Resp. – Exatamente! Lógica não escolhe lados. Ela trás à luz o resultado do que o cérebro processa, pura e simplesmente. A próxima questão seria entender por que então das pessoas continuarem fazendo escolhas erradas em vez de usar seu raciocínio lógico. Pelo menos para esta questão a resposta não é difícil de ser encontrada: elas apenas se recusam a conhecer a verdade que não interessa a elas, apenas isso! Tipo isso:  “Eu não leio nada do que falam contra meu candidato”, “eu não acredito em nada dos que praticam outra religião”, “eu não falo com ninguém que não conheça”, e etc. O ponto comum em todas as afirmativas? É que todas levantam barreiras contra o que não conhecem, quando o correto seria conhecer todos os lados para fazerem as escolhas certas. O mecanismo é o mesmo, seja para as coisas terrenas como para as de qualquer outro mundo. É como se dissessem para si mesmos: “Eu não vou buscar entender porque decidi que elas não existem”. Não parece muito inteligente essa forma de pensar, mas é assim que funciona.
A questão se baseia num fato próprio da natureza humana:  somos muito bons para  definir padrões, e uma vez definidos nos apegamos a eles com unhas e dentes, descartando tudo o que apresente alguma diferença em relação ao padrão escolhido. E permanecemos o tempo inteiro buscando encontrá-los em todas as coisas para validá-las ou não. Quando nos interessa, “forçamos a barra” para enxergá-los mesmo que não se encontrem ali, e quando não interessa, simplesmente rejeitamos a idéia sem sequer buscar a diferença em relação ao padrão estabelecido. Isso se mostra, de certa forma, bastante perigoso às vezes, pois que não nos deixa preparados para lidar com o desconhecido.    
Tem-se nos dias atuais a percepção que a história humana se transformou numa questão de dogma, e não de realidade, pois que as pessoas são capazes de defender o absurdo com a mesma ênfase com que rechaçam o óbvio, e isso fica fácil de perceber nos comportamentos adotados à teoria da “terra plana” e às evidências trazidas por extraterrestres. Tudo se transforma em mera questão de escolha, e não de análise, como se dependesse apenas de nós “fabricar” os fatos.


55. E para onde que isso pode nos levar?
Resp. – Eu diria que a pergunta correta seria “até onde isso nos impede de chegar”, pois que diante desse tipo de pensamento o planeta – pelo menos no que diz respeito ao homem – fica submetido a uma enorme estagnação. Eu diria que mais do que isso até, pois que o planeta, como qualquer coisa, continuará mudando, queiramos ou não. Mas se o homem não acompanha as mudanças que o planeta impõe, não conseguimos nos adaptar e andamos pra trás. O resultado pode ser catastrófico, podendo significar até mesmo a extinção da nossa espécie.

56. Um tanto assustador essa teoria. Poderia ilustrá-la de uma forma prática?
Resp. – Infelizmente vai muito além de simples teoria. Trata-se de uma regra inquestionável: tudo o que não evolui fenece! A razão é muito simples de ser entendida: o planeta, como já dissemos, está em permanente evolução. Tudo o que enxergamos à nossa volta tem um prazo de validade para permanecer dessa forma. Se o homem não acompanha a transformação no mesmo ritmo, vai perdendo a corrida para seu ambiente vital e perde a capacidade de se adaptar a ele e, por conseguinte, sobreviver.

57. Como está acontecendo no caso do aquecimento global...
Resp. – Exato! E não só nos fenômenos naturais, sobre os quais não possuímos controle. Nossa espécie precisa se adaptar a viver um dia num planeta sem petróleo e começar desde já a buscar outras fontes de energia. Disso depende o seu ar, sua água, e seu alimento. A busca descontrolada da carne como alimento, por exemplo, está gerando um forte impacto no efeito estufa, pois que nosso rebanho mundial hoje vem crescendo à média de 1% ao ano, em números de 2017, enquanto que a nossa média populacional vem decrescendo significativamente. Em 1960 a taxa de crescimento de pessoas no mundo era de 2% ao ano. A taxa hoje é inferior a 1,2%. Falta muito pouco para que o contingente do gado de corte no mundo supere o de pessoas. E se lembrarmos que só estamos falando de bovinos, a situação fica ainda mais crítica, pois que já se tem muito mais rebanhos contribuindo para o efeito estufa do que pessoas no mundo, de modo a que precisamos começar a pensar desde agora em formas de evitar o colapso de nossa atmosfera. Não se trata, absolutamente, de nenhum “terrorismo psicológico” ou sensacionalismo de “profetas do caos”, conforme provam as estatísticas, e simplesmente ignorar que isso esteja acontecendo não nos livrará de uma catástrofe. Então dá para alcançar a importância de não fecharmos os olhos para a realidade, pois que ela irá nos alcançar de uma forma ou de outra, e então será melhor se nos sentirmos preparados para quando não tivermos como ignorar os fatos.

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