UFO - Perguntas e respostas - Parte IV

 





30. Parece ser bem maior entre os ufólogos o número dos que afirmam que esses seres extraterrestres que nos visitam não se constituem em ameaça à humanidade, e que não precisaríamos temê-los, mesmo se sabendo de ataques ou até de mortes de pessoas ocorridas durante os contatos. Isso tem algum fundamento?
Resp. – Raciocinemos pela seguinte lógica: dado o tempo em que nos visitam – e isso se conta em séculos ou milênios – se tivessem intenções de domínio ou exterminação já o teriam feito há muito tempo, já que detêm uma tecnologia infinitamente superior à nossa. E até em termos estatísticos, o número de casos que apresentaram risco à segurança física das pessoas é irrisório em relação ao número de contatados por alguma raça alienígena. Para especialistas no assunto, inclusive, não existem evidenciam de que os casos de danos físicos tenham sido intencionais, mas sim em decorrência de reações adversas ambientais ou por parte das supostas vítimas. Sabe-se que alguns descarregam suas armas em direção às naves ou seres avistados, obtendo em retorno uma reação nem sempre amigável, mas não necessariamente intencional. Diante de uma agressão a uma serpente com veneno mortal, o que esperar que ela faça para se proteger senão usar seu veneno? Pense-se assim com relação às tecnologias avançadas que esses visitantes possuam para se concluir que eles não gostariam de nos produzir danos, mas nem sempre terão escolha diante das agressões sofridas. Nada do que se sabe até agora, nos mais diferentes tipos de contatos, deixa certeza alguma que os danos causados às pessoas foram propositais e não precisariam ter sido adotados, não fosse a própria ação hostil dos contatados, achando que dessa forma estariam se defendendo. Em muitas situações se sabe que pessoas morrem por síncopes cardíacas decorrente do contato, outras porque ficaram expostas à radiação produzida pelas naves. Raros são os relatos de alienígenas que deliberadamente tivessem atacado pessoas sem propósito algum, e as poucas pessoas que o fizeram interpretam abduções e experiências claramente de cunho cientifico por parte deles como hostilidades. Ninguém pensa que, se o quisessem, não precisariam sequer fazer isso de forma não declarada, diante de todo o avanço que demonstram possuir?
Outro indicador importante:  quando há intenção hostil por parte de uma raça incontestavelmente superior a outra, o agressor não costuma escolher suas vítimas: ele atacará qualquer indivíduo que lhe surgir pela frente, e não é isso o que acontece:  esses seres parecem escolher cuidadosamente as pessoas, num claro processo seletivo que revela um propósito absolutamente contrário a de um predador contra sua presa. Não se encontra notícias de idosos ou de pessoas escolhidas aleatoriamente, por exemplo. A escolha parece recair sobre indivíduos em idade reprodutiva, sobre gêmeos, grávidas e crianças, o que induz ao entendimento que existe um interesse científico nas ações. Existem muito mais elementos para ver esses contatos relacionados a algum tipo de estudo ou aperfeiçoamento de nossa espécie do que por razões circunstanciais ou oportunistas.

31. E qual seria tecnicamente a diferença entre essas duas razões?
Resp. – O encontro circunstancial é aquele que ocorre de forma casual. O indivíduo segue um caminho e dá de cara com uma nave alienígena, que então se lança sobre ele e o sequestra. Tem-se muitos casos de encontros desse tipo em que alguns foram abduzidos e outros não. Exemplo dentre os mais conhecidos:   o caso Hermínio e Bianca, que seguiam de carro entre Rio e Minas e teriam sido levados para dentro de uma nave com carro e tudo. Já o de três professoras que tiveram o mesmo tipo de encontro em uma estrada do sul, o objeto que as iluminou se afastou depois, e tudo não foi além de um grande susto e de uma história pra contar. No episódio do casal, eles eram jovens e em idade reprodutiva, e no das professoras, tinham mais idade e receberam um tratamento diferenciado dos primeiros. O encontro de cunho circunstancial dá tratamentos diferentes para pessoas diferentes, o que conduz a uma percepção de causa e efeito com características de escolha seletiva, e não de algo meramente casual.
Já uma abdução oportunista seria aquela na qual esses seres usariam um tipo de encontro no estilo “tocaia” aplicada sobre um incauto qualquer. Uma nave estaria pousada em algum lugar quando alguém a descobre, e então a sequestram, tipo “caiu na rede é peixe”. Isso não é nada comum. Geralmente são eles que fazem a abordagem, e parecem fazê-lo com um propósito pré-definido, parecendo que a escolha segue uma lógica baseada no perfil das pessoas que precisariam para suas pesquisas, algo assim. Milhares são os testemunhos de gente que se encontrava indefesa e em total isolamento, e a abdução não aconteceu. “Eles” simplesmente se afastaram diante do assustado observador sem sequer se aproximarem dele. Essa então é a diferença:  a circunstancial seria um tipo de sequestro fortuito sem nenhum propósito, e a oportunista é a que revela uma situação nascida de uma chance que surgiu, mas que atenderia um objetivo, e eles então a aproveitam. O comportamento típico nunca foi desses dois tipos, pois que parecem saber muito bem o que querem e se percebe uma casuística nesses contatos, justificando cada ação desses seres entre nós. Especialistas no assunto são quase unânimes em afirmá-lo ao analisar os contatos pelo seu aspecto lógico, e não pela visão emocional das pessoas que viveram a experiência, invariavelmente contaminadas por seus medos, fantasias internas e crenças pessoais. Na esmagadora maioria dos casos estudados os encontros de 3º. e 4º. graus parecem ter local e horário marcados para ocorrer, como que obedecendo a critérios previamente definidos no que toca aos “selecionados”.

32. Diante da evidência de que as supostas visitas desses alienígenas não representam ameaça para a humanidade, por que os governos seguem na prática de oferecer explicações estapafúrdias e sem nenhum sentido para negar essa realidade?
Resp. – Para dar resposta a essa pergunta precisaríamos fazer um exercício lógico de reunião de fatos e desconstrução dos muitos boatos que giram em torno do tema desde o início da dita era moderna da ufologia, iniciada em fins dos anos de 1940. O marco mais conhecido que praticamente inaugurou essa era, e aceita unanimemente entre ufólogos e pesquisadores, foi o fenômeno de Roswell, ocorrido em julho de 1947. O caso nos remete a uma análise contextual daquela época histórica, que teve lugar apenas 3 anos após o término da segunda grande guerra. Na ocasião não se falava em “discos voadores”, e essa designação para o fenômeno sequer era de conhecimento público, que dirá por autoridades. O histórico traz registros de que o alarmismo todo nem teve origem na população de curiosos, mas no próprio governo dos Estados Unidos, que protagonizou um capítulo de asneiras através de uma sequência de declarações oficiais e desmentidos do que ele próprio anunciara anteriormente. A primeira afirmação foi de que uma nave alienígena havia caído na área rural da cidade, e logo depois corrigiu a informação dizendo que se tratara apenas de um balão meteorológico. A transmissão de um vídeo onde mostravam o tal do balão foi tão ridícula diante dos dados que já se sabia que desmoralizaram a narrativa oficial e levantou ainda mais certezas de que o governo efetivamente estava interessado em desqualificar e ocultar os fatos. Mas isso foi o menor dos erros, diante do contexto daqueles dias. O caso Roswell foi visto apenas como uma espécie de “ensaio geral” para o que viria a seguir, quando as estatísticas de avistamentos intrigaram não só os americanos, mas toda a opinião pública mundial, sobre a qual o governo americano não exercia qualquer controle. Se antes o fenômeno ainda era considerado raro e incomum, a freqüência que ele assumiu a partir dali levou mais medo aos militares do que propriamente à população em geral, pois o término recente da guerra os levou a acreditar que estariam sendo alvos de uma retomada de hostilidade pelos nazistas, então derrotados na guerra. E essa hipótese não poderia ser descartada frente ao fato de que o corpo do Hitler nunca fora encontrado, sabia-se também que vários de seus oficiais conseguiram fugir para a Argentina, e havia uma forte possibilidade de que tivessem se reencontrado na América do Sul para retomar os ataques sobre os países que lhes fizeram oposição e reconquistar o espaço perdido perante o mundo. Outras teorias tão assustadoras quanto essa se seguiram, como a de que a União Soviética estaria tentando ocupar o espaço vazio deixado pelos nazistas no domínio do planeta. E havia bem mais do que simples paranóia para se pensar dessa forma, pois que a Guerra Fria entre as duas grandes potências – URSS e EUA – teve início exatamente naquele ano de 1947. Outros fatos sabidamente reais e de farto conhecimento das forças aliadas também conduziam seus governos ao mesmo sentimento de ameaça por parte de países hostis. Durante a guerra o exército nazista fizera várias incursões – inclusive na Antártida – onde demonstravam inequívoco domínio de tecnologias bastante avançadas para a época. Quem poderia descartar a hipótese de  uma nova ofensiva sob outros parâmetros elaborados nos últimos 3 anos, sem preocupar-se com os enormes riscos que isso representaria para o mundo, e mergulhar numa nova guerra ainda mais devastadora do que a anterior? De aliada na segunda guerra, a URSS emergia como grande potência sinalizando o início da Guerra Fria, sem dar tempo aos americanos sequer para se refazerem do longo período de conflagração de proporções nunca antes vistas. Então o que não faltava aos militares eram razões para ficarem assustados com o curso dos acontecimentos. Com a destruição de Hiroshima e Nagasaki pela bomba atômica, o poderio nuclear dos EUA já não era desconhecido,  e havia um grande temor de que os nazistas remanescentes e os russos também já detivessem a tecnologia de sua construção. Enfim, a época era de muita incerteza, medo e insegurança em relação aos destinos do planeta.
Outro fato que agravou ainda mais o alarmismo naqueles dias foi um estranho avistamento de objetos voadores desconhecidos por um piloto - Kenneth Arnold - que sobrevoava o Monte Rainier, no estado de Washington, em 24.06.1947, apenas uma semana antes do famoso episódio de Roswell, que ocorreria em 02 de julho. Ele descreveu ter observado nove objetos que voavam a velocidade acima de qualquer máquina humana até então – acima dos 2.000 km/hora – e que executavam movimentos inusitados que mais se assemelhavam a discos atirados sobre a água que executam saltos em sequência. Para a tecnologia da época tal velocidade mataria pessoas no interior de qualquer nave. Daí surgiu a expressão de “discos voadores” cunhada pelos jornais da época (o que prevaleceu até bem recentemente, quando evoluiu para UFOs ou OVNIs). Arnold passou então a dar entrevistas pelo mundo todo junto com outras pessoas que também alegavam ter entrado em contato com UFO’s. e também publicou um livro com o título “The Coming of the Saucers” (A Chegada dos Discos). [Saiba mais em https://pt.wikipedia.org/wiki/Kenneth_Arnold].
Mas para efeito desta nossa análise o que importa é que todos esses fatos reunidos montavam um cenário muito propício à paranóia que se instalou sobre ameaças desconhecidas  advindas do espaço aéreo, e os governos passaram a tratar a questão dos avistamentos como “segredos de estado”. Afinal, o testemunho de alguém como Arnold não era desprezível, já que se tratava de piloto experiente e passou dados concretos do que testemunhara em pleno vôo, tornando-se pioneiro dentre outras experiências semelhantes.
As informações sobre o fenômeno UFO começou a aumentar em proporções assustadoras por todo o mundo. Apenas nos dias que se sucederam a Roswell – em 7 e 8 de julho daquele ano – mais dois eventos engrossaram a massa de pessoas assustadas com a sucessão cada vez maior de aparições misteriosas nos céus do país, transformadas em uma tendência alarmante principalmente no meio militar dos EUA. E quando os próprios militares começam a observar o fenômeno em curtos e sucessivos espaços de tempo, eles começam a pensar que têm um problema sério a considerar, e quanto mais segredo disso fizerem, mas controle terão sobre as ações que precisarão empreender.

Os relatos que se multiplicavam exponencialmente não só por pessoas comuns, mas por cientistas e físicos que conheciam profundamente a tecnologia dominada na época, bem como por pilotos experientes que sabem a diferença entre fenômenos atmosféricos e naves em manobras inexplicáveis ao lado de seus aviões, descartavam os argumentos de que tudo não passaria de histeria coletiva ou outras versões dadas pelo governo. Isso reforçou o entendimento de que não se estava lidando com luzes ou formas difusas no céu, mas com naves tripuladas por mentes inteligentes. 

As estatísticas atuais contrariam frontalmente a negação sistemática dos fenômenos ufológicos das últimas sete décadas apenas por esse aumento de um ou dois avistamentos semanais para o volume incrível de um a cada três segundos em todo o mundo.  Estamos falando então de algo como 10.512.000 relatos por ano em todo o planeta, o que não faz aceitável tomar a questão dos avistamentos como mero engano de interpretação ou ilusão de ótica por parte de todas essas pessoas.

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