UFO - Perguntas e respostas - Parte III
Dá pra confiar nas fontes que passam informações sobre UFO's? Nosso assunto de hoje tenta esclarecer as muitas dúvidas sobre em que se basear na procura por respostas confiáveis.
26. Qualquer pesquisa sobre UFOs na internet resulta num volume tão grande de informações das mais desencontradas que fica difícil levar-se a sério a grande maioria. O que se pode adotar como parâmetro para diferenciar as confiáveis?
Resp. – Primeiramente deve-se ter em mente que algo chegado através de fontes oficiais não é sinônimo de confiabilidade na informação. O crédito da fonte vai depender de seu interesse ou não na divulgação. Daí que o histórico que se reúne sobre a fonte pode valer mais do que ela própria, pois tanto pode referendar quanto desacreditar o que se está divulgando. Nem sempre uma instituição tida como “séria” irá contar a verdade, mesmo que ela própria detenha esse conhecimento, e nem pessoas comuns estarão sempre inventando uma história apenas para ganhar fama e prestígio. E aí entra todo um conjunto de fatores para uma análise cuidadosa das informações, de modo a levantar consistências ou incongruências. Mas se o oficial não basta para garantir a veracidade, e o não oficial não torna algo necessariamente ilegítimo para ser descartado, em que se basear? Tenho pra mim que o mais confiável será uma combinação de elementos como bom-senso, experiência e sensibilidade. O bom-senso serve para nos lembrar, por exemplo, que uma instituição “séria” pode ter muitas razões mais sérias ainda para não dizer o que sabe; aí nossa experiência mostrará que historicamente muitas delas se esforçam bastante para desacreditar até o que sabem ser verdadeiro. A sensibilidade aliada a todo conhecimento acumulado, então, será o melhor parâmetro para avaliar a fonte. Vamos a um exemplo bem prático e sobejamente conhecido pela maioria dos interessados em ufologia mundo afora: o Projeto Livro Azul, iniciado em 1952 pelo governo americano, foi um programa criado teoricamente para esclarecer uma série de fenômenos ocorridos a partir do “Caso Roswell” acontecido cinco anos antes – em 1947 – e que obtiveram grande repercussão junto à opinião pública. Cidadãos americanos, de um modo geral, com grande pressão por parte da imprensa, cobravam explicações do governo, o que o obrigou a apresentar respostas mais convincentes do que a mera negação dos fatos ou as costumeiras respostas evasivas no período que se sucedeu aos eventos. Pelo discurso do governo o projeto teria como propósito maior investigar os relatos de avistamentos e contatos com o apoio logístico dos militares, da comunidade científica e de todos os recursos tecnológicos a que o cidadão comum não tem acesso, permitindo que os fatos pudessem ser esclarecidos por respostas que satisfizessem de forma plena a opinião pública, separando fatos de fantasia, de uma vez por todas. Mas depois se soube por fontes ligadas ao próprio projeto que a idéia era desacreditar os fatos, principalmente os comprovados, e não de esclarecê-los. O que se buscava, na realidade, era acalmar os ânimos e encerrar as especulações em torno dos fenômenos, e não oferecer as respostas que o público cobrava.
A experiência mostra que essa postura nunca foi uma exceção, sendo inclusive a mais comum entre órgãos governamentais dos países ao redor do mundo, notadamente as forças armadas e agências oficiais de segurança. Fica assim demonstrado que, diferentemente do que acontece com notícias comuns divulgadas pela imprensa, pelo menos no que toca ao tema dos OVNI’s não são necessariamente as afirmativas partidas dos órgãos oficiais as que recebem maior credibilidade. E então há que se observar todo um conjunto de detalhes que possam emprestar-lhe confiabilidade. Se estivermos lidando com pessoas comuns, por exemplo, quanto mais simplória até for a fonte, mais fidedigna se mostra, pois geralmente tais pessoas não trazem conhecimento para descrever particularidades técnicas com as quais nunca tiveram contato, pois que não possuem informação para tanto e muita coisa ficaria acima de seu alcance para serem descritas em tantos detalhes, o que leva a crer que se trate de uma experiência real. Outro fator de crédito é que essas pessoas – principalmente quando morando em pequenos lugarejos ou em ambientes rurais afastados – não costumam ter aspirações de fama e prestígio com seus relatos, o que é mais típico de áreas urbanas de grande densidade populacional. Pessoas extremamente simples descrevendo situações complexas que envolvam tecnologias avançadas, por exemplo, podem ser um forte sinal de que mereçam crédito, mesmo fazendo uso da linguagem simples que dominem. Para quem se debruça sobre análises desse tipo, estes são sinais evidentes de que não estamos lidando com fantasia, pois que pessoas de conhecimento incompatível com o que descrevem não teriam condições de elaborá-los em tal nível.
Para um observador experiente às vezes não se precisa mais que cinco minutos de um vídeo para concluir se ele possui ou não credibilidade, ou se mereceria aprofundamento da pesquisa. As estatísticas revelam que a esmagadora maioria pode ser descartada logo nos primeiros dois ou três minutos de análise, o que não deve tornar o pesquisador mais cético a todo o conjunto de informações. É mera questão de conhecer algumas características e se apurar a visão durante a análise.
Existe sim, um bom potencial de mistificação num suposto avistamento ou narrativa, mas isso não basta para afastar possibilidades. É preciso muita cautela tanto para confirmar quanto para descartar qualquer coisa, a menos que a evidência se mostre tão amadora e simplória que não convença nem uma criança, e aí conta muito a perspicácia do analista para não pender para a aceitação e nem para a resistência como regra, antes de se debruçar com o mesmo cuidado sobre a investigação.
27. Existem dicas para eliminar de cara “fake news” ufológicas dos fenômenos realmente dignos de estudo?
Resp. – Em se tratando de especialistas, eles jamais irão se basear em “dicas” para realizar as análises, mas em seu conhecimento e experiência. Já para pessoas leigas a “dica” seria prestar atenção a algumas notícias divulgadas com cores muito fortes ou em textos com títulos claramente sensacionalistas, tipo: “A comprovação real que os alienígenas existem”, “A verdade sobre os extraterrestres” ou “A prova definitiva que os ET’s nos visitam”. Fotos ou vídeos claros demais também merecem um olhar mais crítico: quando se mostram tão nítidas “que não levantam dúvidas”, com certeza já estariam divulgadas por muitos canais confiáveis em vez de escondidas entre milhares de vídeos no You Tube.
O entendimento é simples: como premissa básica um pesquisador sério não atribui status de “real”, “verdadeiro” ou “definitivo” a qualquer fato proveniente de impressões pessoais ou tendencialismos pelos crédulos de plantão, ou dos que utilizam o “terrorismo midiático” como forma contumaz de expressão. O alarmismo tanto passivo quanto ativo – o dos que acreditam por ignorância ou dos que buscam produzir esse efeito nos demais –geralmente não passa despercebido aos estudiosos experientes.
Escapando à regra dos vídeos de conteúdo fake que abundam na internet, este documentário produzido pela TOP é um exemplo de registro documental que reúne relatos inequivocamente factíveis e fontes com elevado grau de confiabilidade (Clique sobre o título para assistir):
28. E quanto às fontes com nome, sobrenome e CPF? Dá para acreditar nelas?
Resp. – De novo, há que se ter em mente sua reputação e histórico de vida antes de formar juízo sobre o que afirmam. Algumas são cultas e inteligentes para parecerem dignas de crédito, mas seu histórico pode revelar tendência para o misticismo e estarem apenas se afirmando sobre suas crenças para divulgá-los – ainda que de boa fé – em vez de apoiados sobre fatos pela ótica da pesquisa e isentos de dogmas ou doutrinas, por exemplo. Mas tudo é uma questão de conjunto, e não de coisas isoladas. No Brasil mesmo temos um exemplo raro de pessoa que dedicou a vida ao estudo sério dos fenômenos ufológicos e acabou concluindo que eles esbarravam em aspectos da espiritualidade, mas ainda assim não permitiu que tal percepção o afastasse da sua linha fortemente alicerçada na pesquisa científica. Esse homem foi o General Moacir Uchôa. Com longa trajetória na carreira militar focada na realidade dos fatos, além de pioneiro e predecessor da ufologia no país, suas pesquisas acabaram por confrontá-lo com fenômenos que nos acostumamos a aceitar pelo lado das crenças, como curas inexplicáveis e reversão de processos terminais pela ótica da medicina. Ele cita o exemplo de pessoa da familia, desenganada pela medicina e oficialmente em estado terminal decorrente da doença de Chagas, que ainda está viva e já é avó depois de ser submetida a uma intervenção alienígena. Já no dia seguinte ela teve alta do hospital sem que os médicos nunca tenham conseguido explicar a extirpação completa de sua doença logo no dia seguinte à dita cura por extraterrestres. O que para nós seria encarado como “milagre”, para a família Uchôa o fato não iria além do uso de uma capacidade muito acima do nosso conhecimento por uma raça de inteligência avançada, capaz de realizar coisas às quais só entenderíamos como “cura espiritual”. O General Uchôa, inclusive, passou a estabelecer uma relação direta desses seres com esses que, para nós, são vistos no plano apenas das relações celestiais, mas que ele consegue enxergá-los em diferentes níveis de evolução, ainda que submetidos às mesmas leis e, no seu entender, até ao mesmo Deus em que nos acostumamos a acreditar. Ele vê essa sequência evolutiva com a mesma visão de “milagre” que nossa tecnologia se mostraria aos olhos de selvagens não aculturados, e esses seres extraterrenos num outro degrau acima do nosso, o que não afastaria a hipótese de Deus continuar na extremidade mais elevada da escala. Dessa forma o general conseguiu unir sua visão científica de pesquisador com a espiritualidade sem que uma se mostrasse como obstáculo para a existência da outra. Essa fusão de entendimentos vistos atualmente como assuntos estanques – como ciência, paranormalidade e ufologia – pode conduzir à suposição de que tudo não passaria de mera questão de abordagens diferentes para compreensão de um mesmo sistema, a exemplo das diferentes especialidades na medicina para mergulhar em aspectos distintos do corpo humano.
O General Uchôa utilizava a denominação de “Teoria Paracientífica” para as hipóteses em que se buscam explicações ainda não admitidas como “normais” pela nossa ciência por fugirem aos padrões tradicionalmente aceitos de distinção entre “natural” e “extraordinário”, mas que ele considerava apenas como algo não dominado que passará a ser visto como normal no devido tempo. Dentro do meio paracientífico ele descreve, inclusive, casos de Cura Transcendental, que explicaria o posicionado acima do conhecido pela nossa medicina, mas que não entraria na classificação dos “milagres” olhados pela ótica puramente espiritual. O nome caracterizaria algo que apenas TRANSCENDE nosso estágio atual de conhecimento. A partir dos 36 minutos do vídeo abaixo o filho do General Moacir Uchôa – o também General Paulo Uchôa, que seguiu os mesmos passos do pai – narra um caso provado desse tipo de cura ocorrido no seio de sua família, seguido de todos os seus dados comprobatórios, como exemplo clássico e bastante esclarecedor do fenômeno. Vale à pena conhecer os detalhes:
29. Se essa hipótese é perfeitamente aceitável, por que então do fenômeno da inteligência extraterrestre ser tão enfaticamente rejeitada pelas nossas religiões?
Resp. – As religiões costumam trazer um componente hermético maior ou menor, dependendo dos dogmas que professam. Cada uma na realidade define o que seus fiéis deverão aceitar ou rejeitar, sob pena de configurar desobediência aos preceitos que defendem. Assim, não se pode esperar muita lógica para os limites entre o aceitável e o inaceitável na percepção de seus seguidores, pois que fica submetido à escolha de seus dirigentes. As doutrinas mais flexíveis poderão eventualmente rever ou adaptar os dogmas que defendiam até então diante das novas realidades que surgem, a exemplo da visão atual do cosmos em relação ao sistema geocêntrico de antes, quando se acreditava que os astros é que giravam em torno da Terra. Mas sabemos que as doutrinas mais rígidas continuarão defendendo seus dogmas antigos, por mais que a ciência e a própria lógica os desmintam, e aqui não passa nenhum aspecto de conhecimento, mas tão somente uma resistência contra tudo o que os contrarie. Neste ponto crença e crendice se misturam, aumentando ainda mais a distância entre religião e realidade.





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