A ideia de visitantes estranhos ao planeta em contínuo contato conosco sempre seduziu boa parte da humanidade mas, ao mesmo tempo, segue aterrorizando a muitos e dando margem a um volume interminável de mitos. O texto de hoje visa levantar hipóteses sobre a questão e questionar esse enigma da atualidade em várias de suas particularidades.
1. Faz sentido estarmos sendo visitados por seres extraterrestres desde a antiguidade e até hoje permanecerem nas sombras, sem se revelarem?
Resp. - Isso diz respeito exclusivamente aos propósitos para as visitas. Para os que acreditam que seríamos descendentes deles, por exemplo, faria todo sentido, pois poderiam estar apenas monitorando nosso desenvolvimento de modo a comprovar se a experiência que fizeram na espécie deu certo, e acompanhando o estágio de evolução até que atinjamos um nível equiparado ao deles. Seguindo esse raciocínio o mais lógico é que não teriam muito mais a fazer senão aguardar o tempo necessário para que nossa evolução atinja o nível desejado.
2. Mas se nos acompanham desde os primórdios de nossa existência – conforme se alega – não seria de se esperar que já tivessem feito contato?
Resp. - E por que deveriam fazê-lo? Imagine-se numa posição em que estivéssemos fazendo uma experiência genética com símios em laboratório: iríamos estabelecer diálogo com eles ou simplesmente observar sua evolução? Se o foco é a experiência, o mais lógico é que os tratássemos como objetos de estudo e permanecêssemos apenas observando e dando continuidade aos testes, não é assim?
3. O fato de não terem se apresentado de forma ampla e inquestionável não é razão para o descrédito em torno do tema?
Resp. - Pelo nosso ponto de vista humano, não há dúvida! Mas querer conhecer as razões porque não o fazem é uma questão unicamente nossa. Eles não devem ter tal preocupação porque simplesmente possuem seus próprios motivos, que não tem nada a ver com os nossos. Que diferença faz pra eles que acreditemos ou não, e por que mudariam seus objetivos para atender nossas expectativas? Você mudaria sua pesquisa porque seus objetos de estudo prefeririam estar livres na selva do que no laboratório?
4. As narrativas de que diversos governos ao redor do mundo – inclusive o Brasil – teriam capturado naves extraterrestres e seus tripulantes podem ser reais?
Resp. - Sim. Esse é o comportamento esperado de qualquer espécie que estabelecesse um contato com outra em situação fragilizada o bastante para não se mostrar hostil. Se você nunca viu um pterodátilo e um deles entra ferido pela sua janela você faria o que? No mínimo iria querer estudá-lo ou saber como ele sobreviveu, já que pode ser o único de sua espécie e você se sentiria propenso a entender o que aconteceu para estar ali, concorda?
5. Mas isso não poderia ser tomado como reação hostil de nossa parte e provocar até mesmo uma guerra interplanetária com seres muito mais preparados que nós, por exemplo?
Resp. - A lógica diz que isso se mostraria pouco provável. Afinal, os “invasores” são eles, e é natural que qualquer espécie tome medidas para se proteger e ao seu território invadido por outra espécie estranha ao seu contexto. Exatamente por se mostrar lógico, parece que isso é assimilado por todas as espécies – até as menos evoluídas – como algo perfeitamente natural. O respeito ao território alheio parece ser uma regra universal.
6. De que forma seres de planetas distantes anos-luz da Terra poderiam chegar até aqui? Essa viagem não se mostraria impossível por exigirem séculos – ou até milênios – para percorrer tais distâncias?
Resp. - Quando se faz uma pergunta nesses termos estamos tomando por base os nossos próprios parâmetros. A referência usada para esta questão está toda fundamentada nos tipos de veículos que desenvolvemos, nos combustíveis que os alimentam e na tecnologia de que se tem domínio. Se lembrarmos que no tempo dos primeiros automóveis, no início do século XX, se acreditava que morreríamos caso sua velocidade ultrapassasse os 17 quilômetros por hora, e atualmente nossos foguetes espaciais atingem 70.000 quilômetros nesse mesmo tempo, concluiremos quão ridículo era aquele entendimento. E estaremos ainda aplicando outro paradigma humano para pensar a forma de percorrer a distância entre dois pontos: um objeto em estado sólido se deslocando por um espaço físico! Como saber se eles não dispõem de tecnologia que dispense tudo isso, como passar do sólido para um estado não físico, ou usar um “buraco de minhoca” como portal entre nossos mundos? São tantas as possibilidades que se faz simplório demais raciocionar em cima apenas da tecnologia que conseguimos dominar.
7. Por que razão o padrão é que os governos se calem com relação às certezas e informações que já dominam sobre a presença de espécies extraterrestres entre nós, mesmo com tantas evidências e estatísticas recentes de pelo menos um avistamento ocorrendo a cada três minutos no mundo?
Resp. - Não se pode esperar uma única resposta para essa questão. Cada país terá seus próprios motivos, dependendo das políticas que defenda, e não me surpreenderia se num mesmo país vários órgãos ligados ao governo apresentassem razões distintas para seguir tal orientação, ou até revelassem ser contrários às do poder central. Via de regra esse é um assunto que fica sob controle das forças armadas pelo fato da segurança nacional se apresentar como maior componente de seu papel institucional. Cabe a elas defender as nações das ameaças externas, e não lhes é cobrado que para fazê-lo submetam suas regras aos demais poderes. Nos EUA, por exemplo, circulam teorias sustentando que o presidente Kennedy foi morto porque teria exigido, apenas uma semana antes de ser assassinado, ter acesso completo e irrestrito às informações secretas sobre os OVNI’s, em domínio dos militares. O mistério em torno de sua morte permanece até hoje, bem como a argumentação de que “o presidente muda a cada mandato, mas os segredos militares permanecem, e disso depende a segurança da nação” só ajudam a corroborar as teorias conspiratórias.
8. E qual o motivo pelo qual o assunto não é vetado quando levado ao cinema, mesmo quando afirmam serem baseados em fatos reais?
Resp. – Mais uma vez, essa é outra questão que pode ter inúmeras razões, mas se buscarmos a lógica como base para seu entendimento, tem-se como princípio que arte é arte e realidade é realidade. Um número imenso de diretores afirmam ter criado seus roteiros “baseados em fatos reais”, quando se sabe que na maioria dos casos a afirmativa não vai além de um recurso de marketing. Em se tratando de arte esse artifício não agride legislação alguma e não há motivo para que uma nação democrática interfira nessas questões civis sem uma razão grave que o justifique. Hollywood é uma fábrica de ficção por excelência, e o fato de algumas produções afirmarem-se em fatos reais não tem poder para transformar isso, nem para alterar o curso político das coisas, a menos que assumam uma conotação política em tal proporção que acabe por incomodar o poder vigente. Mas no contexto geral fica bem distante disso. Pode-se dizer que as produções artísticas possuem um papel muito mais importante que o de forçar posições por parte de seus governos, que é o de desmontar paradigmas e mudar o pensamento da opinião pública em relação a temas sensíveis, o que já é um grande serviço que prestam. Parece não haver dúvidas de que filmes como “E.T., o extraterrestre” e “Contatos Imediatos do 3º. Grau” estão repletos de cenas bastante fiéis a vários casos ufológicos conhecidos e a personalidades tão notórias quanto, à frente do tema, tanto na esfera militar quanto na sociedade civil. Mas isso efetivamente não ameaça em nada as orientações mantidas pelos governos. Atribui-se a essas produções, inclusive, um papel importante na aceitação de alguns temas considerados polêmicos, ajudando a população a olhá-los com outros olhos e dar alguns passos na direção de fatos que antes acreditavam inaceitáveis, o que já é um grande benefício que promovem à sociedade como um todo.
9. Qual a razão para que muitas pessoas ainda tratem esse tema como verdadeiro tabu, mesmo quando se mostram inteligentes o bastante para outras coisas?
Resp. – Inteligência não é um quesito que torne toda pessoa habilitada a aceitar o desconhecido de forma natural. Depende muito mais de como funciona a estrutura mental da pessoa: de seu histórico, formação, das pessoas com quem conviveu e da forma como pensavam, das heranças dogmáticas que recebeu em forma de crenças, religião e até do tipo de doutrina professada em seus templos. É inegável que a inteligência tende a tornar as pessoas mais questionadoras para não aceitarem qualquer coisa sem buscar suas próprias razões antes de fazê-lo. Mas também se sabe que o poder das crenças infundidas desde muito cedo tem muita força para impedir que essas pessoas desafiem algumas regras. Um dos motivos mais fortes é o medo. Pra reverter pensamentos equivocados arraigados no cérebro requer uma dose de coragem e bastante conhecimento para assimilar que questionar tudo – até mesmo a imagem de Deus que lhe foi transmitida – é natural e torna absurda a ideia de se estar pecando apenas porque se tem dúvidas. Muito mais que inteligência como pré-requisito para abrirem suas cabeças ao diferente do conhecido, essa é uma questão muito complexa e depende muito da formação psicológica de cada um para lidar de forma natural com seus fantasmas herdados.
10.Existem muitas abordagens sobre esses visitantes interplanetários. Algumas falam de uma futura dominação do planeta e até extermínio da raça humana para que ocupem nosso mundo. Isso pode ter fundamento?
Resp. – Oferecer uma resposta precisa para algo desse tipo nunca irá além de especulação, já que não há como interpretar intenções de qualquer coisa absolutamente estranha ao nosso contexto. Como de praxe, só podemos contar com a lógica para tentar um entendimento, e ela nos aponta para uma probabilidade bem pequena nesse sentido, e a razão é bem simples: é fácil para qualquer pessoa admitir que uma raça com conhecimento suficiente para realizar viagens intergalácticas estaria milênios à nossa frente em termos evolutivos. Só isso já seria um aspecto a ser considerado para descartar essa hipótese por algumas razões até bem conhecidas: quanto mais elevado o grau de evolução, muito menor se faz sua natureza de produzir malefícios a outras raças. Simplificando: quanto mais evoluída a espécie, menor seu sentimento belicista e hostil. Bastaria observar o processo escravagista inter-racial de uma nação sobre outra: enquanto que há pouco mais de um século era uma prática comum de dominadores sobre seus dominados, atualmente não se admite mais que qualquer país seja submetido ao domínio de outro, devendo cada qual - pelo menos conceitualmente - respeitar a soberania dos demais povos e coabitar sob a égide da igualdade. Evolução produz consciência como consequência direta.
Mas admitamos que o planeta deles esteja sob risco e precisem de outro lugar para evitar a própria extinção. Isso justificaria nosso extermínio, motivado por uma questão de sobrevivência? Novamente a resposta é não! Uma raça capaz de cruzar o espaço que separa galáxias distantes buscaria um planeta desabitado, entre trilhões de galáxias, para ocupar, sem precisar destruir toda a população de um já ocupado. Faz sentido? As condições climáticas da Terra, estatisticamente, são iguais a de trilhões de outros em situações semelhantes, e muitos prontos para serem colonizados sem necessidade de produzir uma guerra dando causa ao extermínio de uma raça inteira.
Outra razão sensata para não acreditar nessa hipótese: pela certeza do tempo que já nos visitam, se o quisessem já o teriam feito há muitos séculos, quando o domínio se faria ainda muito mais simples e sem a resistência das armas que possuímos hoje. Restaria ainda toda uma sequência interminável de razões para desacreditar essa tese de visitantes dominadores e mal-intencionados, mas só as mencionadas já dá muito combustível para se pensar de outra forma.
11.Seguindo esse raciocínio, pode-se afastar qualquer possibilidade de que existam alienígenas não pacíficos dentre os seres que nos visitam?
Resp. – O entendimento não deve ser por aí. Pensando assim estaríamos entrando de novo no campo da especulação sobre intenções de algo que desconhecemos. Essa questão de hostilidade ou pacifismo é muito relativa e não pode ser vista apenas pelo efeito percebido pelo lado de supostas vítimas. Muitas narrativas de abdução dão conta de ações que podem parecer aterradoras, mas isso tem muito mais a ver com a forma como foi percebida do que com a real intenção de quem as produziu. Para uma criança uma ida ao médico para uma simples vacina pode atingir dimensões traumáticas, mesmo que seja para salvar sua vida, enquanto que para outras ela recebe a injeção sem desfazer o sorriso no rosto. A ação foi exatamente a mesma para ambas, mas cada uma a percebeu de uma forma. Do mesmo modo, tive acesso a relatos de abduzidos que nunca mais se recuperaram do “trauma”, enquanto que outros se sentiram privilegiados por terem sido escolhidos entre milhares para ver "algo inusitado e maravilhoso", segundo suas próprias palavras. Daí o relativismo da interferência, que tem muito mais a ver com quem a percebe do que com quem a realiza.
12.Podemos então entender que os extraterrestres que nos visitam seriam pacíficos e bem intencionados se olhados por essa ótica?
Resp. – Até aqui estivemos falando em tese, por todas essas razões já discutidas. Mas também há que se considerar que há um consenso mundial de que não recebemos visitantes de uma única raça ou de uma mesma origem. Eles viriam dos mais diferentes pontos do universo, e não teriam necessariamente os mesmos objetivos para chegar até aqui. Tentar atribuir intenções pacíficas ou hostís não passaria de especulação, evidentemente. Mas existem alguns pontos muito importantes a pesar para o lado de que sua intenção não é a de nos produzir mal algum: não se tem notícias, por exemplo, de nenhum abduzido que não tivesse sido devolvido ao seu local de origem, ou pelo menos deixado nas proximidades de onde foram apanhados. Não se tem notícia, igualmente, de que alguém tenha sido morto ou permaneceu desaparecido depois do evento. Nos casos fatais que se conhece, a causa foi por ataque cardíaco ou problemas de saúde pré-existentes no abduzido, que fizeram com que não resistisse aos procedimentos. Isso acontece rotineiramente em qualquer hospital do mundo, onde o risco não esteve no procedimento em si, mas na reação física do paciente.
Tem-se ainda que considerar de que entre tantas raças diferentes que aqui chegam, cada uma viria com um propósito próprio, mas até hoje não se teve notícia de que qualquer delas houvesse, deliberadamente, causado a morte de algum ser humano por efeito de suas intervenções. Se algo ocorre, mais provável tratar-se de algum efeito colateral pela própria natureza do abduzido do que por ação deles. Que somos objeto de estudo, e que eles nos veem muitas vezes como “corpo de prova” para muitas de suas pesquisas, parece que não há qualquer dúvida a respeito. Tanto que se tem evidências claras de que eles são bastante seletivos, e escolhem cuidadosamente as pessoas que se prestarão a esses testes que realizam, não dando a entender que se tratem de sequestros oportunistas ou circunstanciais. Parecem saber bem o tipo de pessoas que buscam, a faixa etária mais adequada, e até o sexo para cada tipo de experiência. Isso passa uma mensagem muito clara de que se tratam de seres racionais e pensantes, não se tendo relato de um único caso que indique fazerem uso de qualquer instinto predatório.
13.Mas é fato também que se tem encontrado muitos animais mutilados e com incisões que lhes extraíram órgãos internos.
Resp. – É verdade. Mas em nenhum caso se concluiu que esses animais foram submetidos a crueldade ou morreram em sofrimento. Ao contrário: as incisões pareciam ter sido produzidas com a precisão de um cirurgião competente que sabia muito bem o que fazia e o que buscava. Nós também matamos diariamente milhares de animais para atender nossas necessidades humanas sem que isso seja visto como crueldade simplesmente porque existem razões maiores que o justifiquem. Outro argumento a favor de que estão bastante conscientes de suas ações em nosso meio é a diferença que fazem entre o tratamento dado a animais e a seres humanos. Nunca houve o caso de alguém que narrou ter sido torturado ou teve algum órgão extraído por nenhuma espécie alienígena, e isso é bastante tranquilizador. Existem casos conhecidos - como o incidente de Varginha - em que o bombeiro que se atracou com o alienígena foi a óbito alguns dias depois. Mas pelo que se sabe, foi o extraterrestre que esteve na posição mais fragilizada e foi agredido pelo homem, e não o contrário. O laudo da morte atestou contaminação por algum elemento desconhecido pelo contato direto, e não efeito de agressão, prova de que o ser nem sequer teria tentado algo para se defender. Como se vê, isso não condiz com atitude de seres que estejam aqui para nos conquistar ou exterminar com nossa raça. Hitler fez experiências muito mais chocantes e não teve o mesmo cuidado em poupar vidas, ficando longe de reproduzir essa consciência de que eles demonstram ser possuidores.
14. O que existe de verdadeiro nas notícias de que o Vaticano já reconheceu a existência dos extraterrestres?
Resp. – Temos fatos e também muita especulação em torno desse assunto: em maio de 2008 dois assessores científicos do Papa Bento XVI atualizaram-no com relação a suas últimas descobertas em astronomia que incluiu a probabilidade da vida extraterrestre, e em seguida o astrônomo do Vaticano, Dr. Gabriel Funes, fez uma declaração à imprensa onde disse ser aceitável que os católicos contemplem abertamente a vida extraterrestre como uma possibilidade. Na ocasião ele disse: ‘Assim como existe uma multiplicidade de criaturas na Terra, podem haver outros seres, mesmo inteligentes, criados por Deus. Isso não contrasta com a nossa fé porque não podemos colocar limites à liberdade criativa de Deus. Por que não podemos falar de um “irmão extraterrestre”? Eles ainda seriam parte da criação …’
Pouco mais de um ano depois, em novembro de 2009, Bento XVI promoveu oficialmente a I Conferência sobre Astrobiologia da igreja católica, para a qual convidou autoridades mundiais da comunidade cientifica para tratar da existência de vida extraterrestre, fato esse inédito em toda a história da igreja. Os fatos, claro, obtiveram grande repercussão ao redor do mundo dando origem a muitas especulações e teorias conspiratórias em torno deles, inclusive a de que o laboratório de astronomia do Vaticano – um dos maiores do mundo - teria provas contundentes da existência de alienígenas e estaria alertando o Papa da necessidade de começar a preparar o mundo católico para uma futura comprovação pública do fenômeno, que julgariam próxima, afinando as verdades que viriam a público com os cânones doutrinários da igreja. Então, o que se tem como procedente na notícia é que a Igreja Católica tem feito afirmações até bastante ousadas em relação ao tema, levando à percepção de que teria informações conclusivas a respeito e se antecipando de modo a não ser surpreendida pelos acontecimentos que estariam prestes a chegar ao conhecimento de todos. Mas os sinais que vem dando sobre o tema da inteligência extraterrestre referem-se à aceitação de possibilidades, e não de reconhecimento, o que coloca suas afirmativas e ações num outro patamar de posicionamento.
15. E no Brasil também se tem avançado nas tentativas de acabar com os acobertamentos e tratar o assunto com seriedade e como tema de interesse público?
Resp.: Perto do que se via há 20 anos pode-se dizer que o país está se colocando na vanguarda dentre as nações que começaram a abrir seus arquivos e dar ao tema um status pelo menos que mereça um diálogo com a comunidade científica e especialistas do assunto. Dos três casos mais notórios que extrapolaram as fronteiras do país, dois já provocaram reuniões, coletivas de imprensa ou declarações oficiais a respeito do que se constatou, inclusive cedendo documentações e registros realizados pelas forças armadas durante os eventos. O terceiro – que ficou conhecido como “Incidente de Varginha” – é o que permanece mais nebuloso no que toca ao reconhecimento oficial, ainda que repleto de evidências bastante contundentes por parte da sociedade civil, mas acredita-se que derrubado o período legal de 25 anos de sigilo obrigatório – completado em janeiro de 2021, este último grande mistério dentre nossos casos mais célebres tenderá a vir à tona, e muitos estão apostando nisso, quando então se poderá obter confirmação dos fatos pelas viais oficiais.
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