Desde a segunda metade do século XX, quando o fenômeno UFO atingiu proporções que começaram a retirá-lo dos quadrinhos de Buck Rogers para introduzi-lo nas pesquisas dos governos de centenas de países, as opiniões das pessoas que as percebem tratadas por gente com reputação acima de qualquer suspeita começaram a se dividir, ampliando significativamente o número das que passaram a considera-lo como assunto relevante para uma nova realidade que se avizinha.
E não foi efetivamente uma escolha o fato de acabar retirado da seção de ficção para ser catalogado nas bibliotecas ao redor do mundo como tema de pesquisas científicas, em que a sociedade vai se acostumando a admitir a existência de inteligência extraterrestre como uma possibilidade, o que já revela um grande avanço em relação ao que se via algumas décadas atrás, quando era objeto de chacota e tido apenas como “alucinações de lunáticos”.
Apesar de todo o descrédito produzido pelos que não distinguem crendice de ciência, é nítido o desenvolvimento de uma nova mentalidade que não fecha questão sobre um tema apenas porque ainda não se teve acesso a toda informação para atribuir-lhe status de fato incontestável. Com o envolvimento cada vez maior de fontes oficiais e fidedignas no fenômeno, mais e mais pessoas estão trocando o nariz torcido de antes por uma interrogação, o que se tem como um avanço considerável no tratamento da questão.
Toda a sociedade civil é substancialmente beneficiada quando integrantes do Alto Comando das Forças Armadas de mentes lúcidas rompem com o conservadorismo tradicional para colocar luz sobre fatos de que têm conhecimento, mas que permanecem ocultos durante décadas por conta de um suposto papel de "guardiães da segurança de toda a humanidade" que toma para si o monopólio do conhecimento e da verdade.
Paradigmas Humanos – O Porquê de não se aceitar o incontestável
“A verdade não muda simplesmente porque é
– ou não é – acreditada pela maioria das pessoas”
Giordano Bruno
Quando se analisa as razões para as pessoas se recusarem a aceitar algo possível e já constatado, simplesmente porque ainda não se integrou ao seu cotidiano, não é uma questão para a qual se chega a uma única resposta. E não estamos falando de coisas estúpidas como essas que surgem à todo momento a partir da ideia de um maluco qualquer, e que se dispõem a contrariar o óbvio e explorado há séculos por todos os meios de que a humanidade já dispõe – como a teoria estapafúrdia da Terra Plana – mas de novas descobertas que o avanço da tecnologia vai trazendo à tona pelas contínuas pesquisas que vão acontecendo com base na própria experiência humana.
O que levaria alguém a trancar a porta de todos os seus canais de conexão com o mundo exterior, impedindo a si mesmo de ter acesso ao conhecimento proveniente de uma fonte diferente daquela com a qual está diretamente envolvida? Poucas respostas poderiam ser encontradas para uma questão tão complexa quanto esta, devido à amplitude de motivações que simplificadamente poderíamos colocar numa escala entre o legítimo ignorante em grau absoluto, numa ponta, e o que escolheu a ignorância como opção de sobrevivência, posicionado na outra extremidade.
Por mais incrível que possa parecer, o primeiro fica longe de se apresentar como o mais difícil de acordar para a realidade, pois se mostra simplório e purista demais até para opor uma resistência racional apoiada em análises, pois que não dispõe desse mecanismo crítico. Seu cérebro apenas permanece subutilizado, assim como um livro em branco, mas apto a ser preenchido ao longo do tempo. O ruim é que seus cérebros podem ser direcionados tanto para o bem quanto para o mal, dependendo do tipo de informação que lhes é passada e, principalmente, do pensamento dos que as fornecem.
Já a configuração cerebral daquele outro que se coloca na outra ponta da linha é bem mais complexa, já que sua ignorância não é funcional, ou seja, não se mostra submetida a uma limitação de seu cérebro. Alguns até possuem uma inteligência acima da média e, ainda assim, refutam o que se apresenta óbvio para qualquer pessoa de entendimento mediano mas aberta para conhecimentos alheios ao elenco que já conseguiu reunir. Neste grupo de pessoas é comum encontrar aquelas cuja visão de mundo foi forjada desde muito cedo por terceiros que nunca lhes deram acesso a nada diferente durante o tempo de controle, encerrando-as numa inabalável estrutura mental à prova de reconfigurações de qualquer natureza. Chame-se a isso de “fé cega”, uma vez que essa condição acaba se firmando em escolha, e não no livre exercício do pensamento. Só que a imagem do “guardião” – a de quem anteriormente tinha o controle sobre o que lhe era permitido ou não conhecer – passa a ser exercida autonomamente por ele próprio.
E daí ser tão difícil – quase impossível mesmo – de passar por qualquer alteração posterior, já que a formação desse tipo de pensamento hermeticamente fechado ao que contrarie a configuração original nunca vem desprovida de “mecanismos de proteção”. Ela vem cercada de muitas “salvaguardas” muito bem montadas para que a crença infundida na origem se perpetue, e elas são assustadoramente eficazes e com poder para nortear os rumos de sua vítima por toda sua existência. Um desses “mecanismos de proteção” mais conhecidos é a introdução do medo que depois o próprio indivíduo busca sublimar pela conversão numa espécie de “falsa coragem”, em que disfarça o medo para si mesmo em uma “força para defender sua fé”, que se coloca acima de todos os seus demônios internos. Esse mecanismo atua nos moldes daqueles dispositivos de autodestruição que se vê nos filmes de ficção científica, onde mexer neles dispara o gatilho que dá início à contagem regressiva para que tudo vá pelos ares.
O “gatilho autodestrutivo” é indiscutivelmente real e com a diferença apenas de sua natureza imaterial, pois que se faz presente – de forma indelével e inequívoca – apenas na cabeça de seu detentor. Ele acredita que o primeiro minuto em que duvide de toda a "verdade" que lhe foi incutida será o do acionamento irreversível desse gatilho, e a partir daí nada poderá ser feito para salvá-lo do fim que ele próprio provocou para si mesmo. Mesmo que não admita, ele se vê condenado a um suicídio pela granada que tem nas mãos depois que puxar a argola que aciona o detonador, literalmente, ou como um “chip” implantado em seu cérebro que dará início ao processo pelo primeiro desvio da crença infundida. No modelo mais “light” dessa realidade, temos o trabalho feito na cabeça de muitos fiéis por seus líderes religiosos para que permaneçam a vida toda como seguidores ativos dos dogmas de suas igrejas. No radical e mais trágico tem-se o trabalho de aliciamento de terroristas sobre seus novos seguidores, capazes de leva-los ao suicídio em nome da fidelidade à sua fé. Nenhuma diferença no que toca ao processo, mas tão somente nos limites a que se permitem ser conduzidos.
Fechado este parênteses das motivações humanas para as pessoas se fecharem para realidades externas às suas, de modo a retomar nosso assunto, fica fácil entender a ferrenha resistência que muitas pessoas criam para assumir para si possibilidades que a própria lógica lhes aponta como num grito que despertaria até um cadáver. A razão comum, na maior parte das vezes, é o medo. As pessoas, de uma maneira geral, sentem-se aterrorizadas diante de uma realidade que desconhecem e que acreditam não saber como lidar com ela, já que tão oposta ao que lhes foi incutido como verdadeiro. O medo do desconhecido é tão forte que as pessoas preferem o conforto de sua ignorância – que pode esbarrar nos limites da imbecilidade – do que enfrentar a verdade que as aterroriza por não saberem simplesmente o que fazer diante dela. Como afirmam os estudiosos da mente, a resistência não vai além de uma questão de incontrolável apego à sua zona de conforto.
O que se segue, portanto, se destina àqueles que escapam desse lugar comum e se comprazem com a idéia de se aventurar pelo desconhecido (nem tanto, como neste caso), e não se impedem de navegar pelas infinitas possibilidades que ele lhes revela. O elenco de fatos que irão se revelando a partir destas informações poderão leva-los ao infinito – em sentido tanto literal quanto figurado – de sua capacidade de enfrentamento interno de uma questão onde Giordano Bruno se posicionou com tanta propriedade: a de que não basta fechar os olhos diante da realidade para fazer com que ela deixe de existir.
Registros oficiais disponíveis no acervo do Arquivo Nacional, em Brasília-DF
“A tecnologia alienígena colhida do famoso acidente de disco voador em Roswell, Novo México (EUA), em julho de 1947, conduziu diretamente ao desenvolvimento do chip de circuito integrado, do laser, das tecnologias de fibra óptica, dos feixes de partículas, dos sistemas de propulsão eletromagnéticas, dos projéteis de urânio empobrecido, das capacidades stealth, e muitas outras. Como é que sei disso? Eu estava em comando! Acho que os meninos neste planeta estão preparados para a verdade, e acho que devemos dá-la a eles. Acho que eles a merecem.”
Coronel Phillip Corso, ex-diretor do Gabinete de Tecnologia Estrangeira para a Pesquisa e Desenvolvimento do Exército dos Estados Unidos, membro do Conselho Nacional de Segurança na Administração Eisenhower
DOCUMENTOS MILITARES
COMUNIDADE CIENTÍFICA
EDGAR MITCHELL, Astronauta
A ATUAL FREQUÊNCIA DOS AVISTAMENTOS
MINISTÉRIO DE RELAÇÕES EXTERIORES DA CHINA
O FENÔMENO UFOLÓGICO NO MUNDO
A FAB, O CIOANI E OS UFOS
TFC – O DESAFIO PARA ACESSO À INFORMAÇÃO
A DEFESA CIVIL FRENTE AO FENÔMENO OVNI
RELATOS DE AUTORIDADES
CARL SAGAN: UM MUNDO ASSOMBRADO POR “DEMÔNIOS”
FAQ – RESPONDENDO QUESTÕES SOBRE OS UFOS
https://ufo.com.br/faq
O pensamento científico de Carl Sagan
Enquanto uma escuridão parece tomar conta do mundo com explicações pseudocientíficas e místicas ocupando largos espaços nos meios de comunicação, Carl Sagan usa conhecimento científico para tentar iluminar nossos cérebros e recuperar os valores da racionalidade. Em meio a anjos e ETs, astrólogos e médiuns, fundamentalismos religiosos e filosofias alternativas, dois mais dois continuam a ser quatro e as leis da mecânica quântica permanecem valendo em qualquer parte do planeta como reafirmação plena do poder positivo e benéfico da ciência e da tecnologia.
Carl Sagan faz uma defesa apaixonada e apaixonante da ciência e da racionalidade humana sem poupar esforços para difundir o pensamento de forma correta e clara, atacando o vírus do analfabetismo científico que faz com que boa parte dos americanos ainda pense que os dinossauros conviveram com os seres humanos e que desapareceram no dilúvio porque não cabiam na Arca de Noé. Muitos ainda defendem a existência pseudocientífica do monstro de Loch Ness, de imagens lacrimejantes da Virgem Maria, indo do Abominável Homem das Neves ao poder das pirâmides e dos cristais, do Santo Sudário a terapias de vidas passadas, de anjos e demônios a seres extraterrestres que sequestram e estupram por puro prazer.
Para o autor, longe de serem inócuas, essas crenças e modismos podem causar danos terríveis: nos Estados Unidos pais inocentes estão sendo condenados em decorrência de falsas lembranças de abuso sexual de seus filhos induzidas por terapeutas incompetentes. Da mesma forma ele mostra que a crença nos argumentos de autoridade aliada ao declínio da compreensão dos métodos científicos prejudicam a capacidade de escolha política e põem em risco os valores da democracia. Seus ataques muitas vezes divertidos à falsa ciência, às concepções excêntricas e aos irracionalismos do momento remetem aos dois modelos de pensamento centrais do método científico: o ceticismo e a admiração.
Para aqueles que são bombardeados diariamente pelos falsos fenômenos fantásticos da vida, Sagan representa um tratamento de desintoxicação, um jato de luz que varre os demônios do obscurantismo que pairam sobre nosso tempo.
O principal objetivo aqui não é apresentar verdades prontas, mas discutir o tema para se chegar a hipóteses que agreguem entendimento. Se o que leu despertou-lhe o desejo de perguntar algo ou colocar sua própria opinião a respeito, use livremente o espaço de comentários para formulá-la ou a envie pelo endereço luizroberto.bodstein@gmail.com, que prometo responder tão breve quanto possível.
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