Operação Prato #19

 


Operação Prato

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Leia todos os detalhes da Operação no endereço:  https://pt.wikipedia.org/wiki/Opera%C3%A7%C3%A3o_Prato
Depoimento em vídeo do Coronel Uyrangê Hollanda (Comandante da Operação Prato) ao ufólogo Marcos Petit, décadas após o evento de repercussão mundial, e que teria aparecido morto apenas dois meses após a entrevista com causa mortis atribuída oficialmente a suicidio, fato que até hoje permanece não esclarecido devidamente:     https://www.youtube.com/watch?v=ql0djKXTn7U
O suicídio do Capitão Hollanda (Já Coronel quando deixou a Aeronáutica) http://www.alemdaciencia.com/o-suicidio-do-capitao-hollanda/


Operação Prato
Composição - localidades importantes na OP sobre imagem da Baia do Marajó de 1984, cortesiso Landsat5-TM.png
ObjetivoInvestigar o aparecimento e movimentação dos chamados Objetos Voadores Não Identificados – OVNI em alguns municípios do Pará
1ªMISSÃO:20 de outubro a 11 de novembro de 1977
2ªMISSÃO:25 de novembro a 5 de dezembro de 1977
LOCAIS:Baia do Marajó, Baia do Sol, Rio Bituba, Ilha de Colares e municípios de Santo Antônio do Tauá, Vigia, Colares, Ananindeua, Castanhal e Belém (Ilha do Mosqueiro)
Unidade Militar:I COMAR (Comando Aéreo Regional)/Força Aérea Brasileira
Principais Militares Envolvidos (patentes da época):I COMAR: brigadeiro Protásio Lopes de Oliveira; 1º tenente médico Dr. Pedro Ernesto Póvoa; I COMAR - 2ª Seção: coronel Camillo Ferraz de Barros, capitão Uyrangê Hollanda, sargento Flávio Costa
SNI: Chefia Agência Belém, coronel Filemon.
Principais Civis Envolvidos:Ubiratan Pinon Frias, Dra. Wellaide Cescim, padre Alfredo de La Ó, Dr. Orlando Zoghbi, Aurora Nascimento Fernandes
Operação Prato é o codinome de uma operação militar realizada pelo 1° Comando Aéreo Regional – I COMAR, órgão da Força Aérea Brasileira sediado em Belém, capital do Pará, para investigar o aparecimento e movimentação dos chamados objetos voadores não identificados – OVNIs, em áreas dos municípios de Vigia, Colares e Santo Antônio do Tauá. Esses objetos receberam nos registros militares a alcunha de corpos luminosos e estavam associados a estranhos fenômenos relatados por moradores e autoridades, amplamente noticiados pela imprensa, que reportavam ataques a população pelos objetos através do uso de raios luminosos que supostamente causavam na vítima queimadura, perda de sangue, marcas de agulhas e até a morte, além de uma série de sintomas clínicos como paralisia e tremores.[1] O fenômeno ficou conhecido pelo nome de chupa-chupa. Entre os meses de outubro e dezembro de 1977 foram realizadas duas missões pelos agentes de inteligência do serviço de informações e por uma equipe médica militar do I COMAR. A operação teria sido encerrada oficialmente no final de dezembro de 1977, mas documentos oficiais indicam que outras missões com objetivo específico relacionadas a investigação de OVNIs foram realizadas durante o ano de 1978.
A Operação Prato surgiu dentro de um contexto mais amplo, onde uma grande onda de observações de OVNIs estava sendo relatada desde a Baixada Maranhense até a divisa com o estado do Pará, na região do Rio Gurupi e a cidade paraense de Viseu. A onda percorreu o litoral do Pará, chegando em outubro a Baia do Marajó e a capital Belém. Durante o deslocamento do fenômeno OVNI, houve ampla cobertura da imprensa, do rádio e da televisão, que divulgaram histórias de encontros traumáticos desses objetos com habitantes de vilas e povoados, que causaram enorme terror entre as populações locais. O epicentro da onda ufológica está relacionado a um estranho incidente com alguns pescadores em fins de abril de 1977, na Ilha dos Caranguejos no Maranhão, com uma vítima fatal e outro gravemente ferido. Essa onda surgida no Maranhão, também foi acompanhada por outro serviço militar de informações subordinado ao 4.º Distrito Naval da Marinha do Brasil, que produziu informes de inteligência sem que tenha sido montada uma operação militar específica de investigação do fenômeno.  Também se envolveram nas investigações o extinto Serviço Nacional de Informações – SNI e o Centro de Informações de Segurança da Aeronáutica – CISA.
Documentos oficiais, jornais da época e documentos militares vazados são os principais registros do período. O acervo oficial é composto por documentos liberados pela FAB e documentos do SNI liberados pelo Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República, todos sob guarda do Arquivo Nacional em Brasília. Os documentos e imagens vazados não chancelados oficialmente estão uma parte sob guarda da Revista UFO (relatórios, desenhos, croquis), outra pelo site Burn (fotos e fotogramas) e outra pelo site operacaoprato.com (relatório médico, informes da Marinha). Existem outras fontes de apoio à análise da documentação disponível, principalmente entrevistas dadas por militares envolvidos diretamente no trabalho de campo e civis envolvidos nos eventos relatados, publicadas em livros ou periódicos.
No geral, a comunidade ufológica nacional acredita que os fenômenos investigados pela Operação Prato foram de origem extraterrestre e os queimados e vampirizados vítimas de experiências de seres alienígenas. Essa hipótese está amparada principalmente nas declarações de personagens importantes, como o chefe da Operação Prato e a médica da unidade de atendimento de Colares. Outros militares participantes da operação manifestaram opiniões diferentes, além de alguns personagens civis. Um número restrito de ufólogos e pesquisadores da comunidade ufológica defendem alternativas não extraterrestres. O fenômeno chupa-chupa estaria ligado a comportamentos sociais e a psique humanas e os fenômenos aéreos originados de uma operação aérea estrangeira ou de natureza terrestre ainda não esclarecida.

Índice

  • 1Antecedentes
  • 2Os fenômenos na Baía do Marajó
  • 3Registros militares
  • 4Região
  • 5Primeira missão militar: 20 de outubro a 11 de novembro de 1977
  • 6Informe do SNI de Belém
  • 7Período entre missões
  • 8Segunda Missão Militar: 25 de novembro a 5 de dezembro de 1977
  • 9Outras missões – Dezembro de 1977
  • 10A Fase Belém do chupa-chupa
  • 11Depoimentos de Hollanda
  • 12Lendas Urbanas
  • 13Ver também
  • 14Notas
  • 15Referências
  • 16Ligações externas
  • 17Bibliografia

    FATORES MAIS FORTES DE CRÉDITO PARA A OPERAÇÃO PRATO:
    1. Não se tratou de fato isolado, mas de eventos contínuos ao longo de meses;
    2. Os fatos levados ao conhecimento público envolveram centenas de pessoas de diversas localidades do Pará simultaneamente;
    3. Os fatos foram vivenciados por todos os habitantes dessas localidades em conjunto;
    4. Existe farto registro militar das guarnições que estiveram envolvidos no episódio por extenso período de tempo; 
    5. Todos os fatos trazidos a público apresentam grande riqueza de detalhes e foram comprovados pelas autoridades locais, durante os fatos, e pelas dos demais estados até hoje;
    6. O fenômeno foi assumido como real pelo III COMAR, que reuniu milhares de provas em formato de fotos, filmes e laudos médicos de suas vítimas.
    6. Todos os casos de feridos ou mortos decorrentes dos eventos estão oficialmente registrados. 
    7. Posteriormente os militares entregaram à comunidade ufológica parte dos registros oficiai.
    8. Há muitos testemunhos civis e militares mantidos, estes últimos envolvendo oficiais de alta patente, inclusive o comandante da Operação, o então Capital Uyrangê Hollanda.
    9. Os fatos atualmente são de acesso público e se encontram disponíveis no Arquivo Nacional.





    "Para quem não acredita nenhuma evidência é suficiente, 
    e para quem acredita nenhum argumento é necessário."
                                                                                Luiz Roberto Bodstein

    "Eu não quero acreditar, eu quero conhecer."
                                                                         Carl Sagan
     
     
     
     
     
     

    A OPERAÇÃO PRATO reúne, sem a menor sombra de dúvida, o maior conjunto de provas físicas e documentais jamais conseguidas em qualquer época ou em qualquer outro lugar do mundo, dentre todos os fenômenos ufológicos de que se tem notícia desde a antiguidade até os nossos dias. Ainda assim muitos o negarão, pois que vivemos numa era sabidamente de verdades que não se impõem, seguindo estranhamente na contramão da ciência e da tecnologia que apenas neste início de século já legou à humanidade mais informação do que em todos os milênios anteriores da história humana.

    Mesmo se mostrando incompatível com estes tempos de tamanho acesso ao conhecimento,  muitos milhões de pessoas permanecem hermeticamente refratárias à ideia de acatar qualquer coisa que contrarie crenças milenares que herdaram de fontes diluídas pelo tempo, e das quais sequer se retém memória.  Mas apesar da origem difusa e inconsistente de tais crenças, seus alicerces parecem tão inabaláveis quanto no momento em que foram construídas, por mais que contrariem o raciocínio mais simplório e sua negação desafie a mais primária das lógicas do entendimento.

    Diante disso sabemos que nenhuma evidência será suficiente para que tais pessoas aceitem algo que aos demais se revela incontestavelmente real, pois que permanecerão incrédulas porque assim o decidiram. A frase cunhada pela Dra. Wellaide Cecim, uma das grandes protagonistas dos fatos que iremos recordar aqui, expressa com muita propriedade essa postura de recusa em aceitar o óbvio, que algumas pessoas insistem em manter, quando diz que “O mal do mundo é achar que todo inteligente é um doido!”. E nenhuma pessoa mais do que ela – que vivenciou cada momento da Operação Prato de forma intensa como a ninguém mais foi dado experimentar – poderia se sentir mais habilitada para afirma-lo.


    Uma breve introdução

    Diferentemente de todos os fenômenos ufológicos registrados em qualquer outro lugar do planeta, este que ocorreu na ilha de Colares, no estado do Pará, não se tratou de um evento episódico, como é mais comum, tipo um avistamento de alguns minutos ou até de horas em alguns casos, nem um fato que foi posteriormente narrado apenas por quem o vivenciou. O caso brasileiro se mostrou inédito e único como evento coletivo de grandes proporções ocorrido ao longo de extenso período de tempo (cerca de 4 meses ininterruptamente), de haver sido vivenciado pelas populações de duas dezenas de pequenas localidades simultaneamente, por ter tido o envolvimento direto da Aeronáutica brasileira e acompanhado por muitos especialistas no assunto, e ter sido ainda objeto de grande cobertura pela imprensa nacional e internacional durante todo o período dos acontecimentos.

    Como se isso não bastasse, o envolvimento de autoridades no evento não ficou apenas nos costumeiros acobertamentos e desmentidos que todos conhecemos: ele tomou proporção digna daqueles roteiros hollywoodianos de suspense de fazer inveja a qualquer cineasta, com direito a pressão  oficial, heróis, muitas vítimas, conspirações contra os envolvidos e tudo o que não faltaria em um bom filme de ação e intriga bem ao estilo de um Agente 007.





    Brigadeiro Protásio é quem estava no comando do I Comar à época da operação, e partiu dele a ordem para investigação pelos militares do fenômeno que levava pânico à população de Colares e dos municípios do entorno. Segundo revelou posteriormente o Cel. Holanda, ele acreditava no fenômeno dos UFOs e daí seu interesse em realizar a investigação para conhecer sua veracidade.

    Sargento Freitas acompanhou Hollanda na Operação, e segundo Carlos Mendes, o repórter que investigou o fenômeno, o militar o conhecia bem das coberturas das manifestações em Belém contrárias ao regime militar, daí porque ao encontrá-lo reagiu mal, dizendo que ele voltasse para Belém. Tinha fama de autoritário e “linha dura” do regime.

    Coronel Camilo era o superior imediato do então Capitão Hollanda, que comandou a operação, e integrava o serviço de inteligência da corporação. Em algumas ocasiões participou diretamente da operação e acompanhou Hollanda em vigílias para observação das misteriosas luzes sobre a baía de Guajará. Numa delas, onde o repórter Carlos Mendes também estivera presente, eles puderam assistir à movimentação de naves intensamente iluminadas que tanto mergulhavam quanto emergiam das águas a alguma distância de onde se encontravam.

    O então Capitão Uyrangê Hollanda foi destacado para comandar a Operação Prato na região de Colares e, segundo o que declarou ele próprio mais tarde, sua indicação se devia ao fato de se mostrar cético ao fenômeno UFO e, dessa forma, poder agir com rigor na tentativa de desacreditar as ocorrências, papel esse que ele cumpriu conforme o esperado, de forma a convencer a imprensa da época de que tudo não passava de uma histeria coletiva, até ele próprio ser testemunha de tantos fenômenos que confessou a seu chefe que a tropa sob seu comando estava alarmada, o que teria motivado a suspensão da Operação. 







    Dra. Wellaide Cecim teve papel destacado durante todo o período da Operação Prato. Com apenas 2 dias de formada e 22 anos de idade, foi enviada para prestar atendimento médico aos habitantes dos vilarejos que estavam sofrendo o impacto dos fenômenos, e foi quem deu atendimento médico a todas as vítimas das ocorrências, que eram levadas ao seu ambulatório com queimaduras inexplicáveis ou com crises de pânico após terem tido contato direto com as naves alienígenas que eram vistas por toda a população. Segundo a médica, ela própria assistiu a vários desses fenômenos a poucos metros acima de sua cabeça e, apesar disso, nunca foi atingida por qualquer daqueles raios de luz que afetavam todos os demais habitantes do lugar. Afirmou ela que, por algum motivo, parecia que os alienígenas sabiam de seu papel no socorro à população e não quiseram molestá-la por essa razão. O próprio Capitão Hollanda também afirmou depois que os tripulantes daquelas naves demonstravam conhecer suas movimentações, e respondiam a elas com aparições que pareciam programadas para impressioná-los. 



    repórter Carlos Mendes, do jornal “O Estado do Pará”, teve ativa participação em todas as etapas de investigação do fenômeno, e recentemente deu depoimentos bastante elucidativos e intrigantes sobre a atuação dos principais personagens da Operação e suas intrincadas relações com os demais envolvidos. Por se revelar como figura bastante atuante nas coberturas de seu jornal em Belém, também era velho conhecido dos militares e sofreu muitas pressões destes para abandonar suas investigações e voltar à capital.  Revelou que o Capitão Hollanda exerceu forte pressão psicológica com uso de ameaças para que ele não seguisse investigando o fenômeno. Em certa ocasião chegou a insinuar que estaria tendo relacionamento amoroso com a Dra. Wellaide, e que esse seria seu interesse em permanecer ali, já que estaria “em conluio” com a médica. O repórter também se declarou intrigado pelo fato de só encontrar evidências dos fatos logo depois que aconteciam, mas nunca os ter testemunhado visualmente, exceto na vigília com o Cel. Camilo, quando viu de longe os objetos mergulhando e emergindo das águas da baía, e noutra ocasião em que constatou as marcas do pouso de uma nave de formato circular numa fazenda próxima. Enquanto Hollanda dizia que as naves pareciam exibir-se para ele, o repórter dizia que, por algum motivo, os alienígenas não queriam apresentar-se para ele e só se mostravam pouco tempo antes ou depois que ele se retirava dos locais das vigílias noturnas.

    Padre Alfredo de La Ó era o pároco do vilarejo de Colares, e tinha grande influência e autoridade local, a ponto de colocar uma espingarda no peito de Carlos Mendes para obriga-lo a ficar fora do caso, em local que o repórter disse ser tido como “a terra do padre”. Ali, segundo ele, era o padre quem mandava e desmandava, mais até do que o prefeito da localidade, com o poder que a Igreja Católica na época detinha sobre seus paroquianos. O padre esteve envolvido em vários episódios de atrito com o repórter que se recusava a interromper seu trabalho e retornar a Belém. Deixava claro o religioso ter sido colocado do lado de Hollanda que o prevenira contra o repórter, e o tinha como “se metendo onde não fora chamado”.

    O americano Bob Pratt, repórter investigativo, fora enviado por seu jornal National Enquirer para cobrir os estranhos fenômenos em Colares. Confessou depois ser um cético do fenômeno OVNI até vivenciar aquela sequência toda de acontecimentos por mais de 100 dias ao lado do Capitão Hollanda, após o que os tomou por reais, já que era rotineiro ver as naves sobrevoando a região, muitas vezes em meio a dezenas de pessoas, que ele disse chegar a grupos com mais de 50 ou 60 em algumas ocasiões. Depois disso voltou ao Brasil com bastante frequência investigando o fenômeno dos UFOS em quase duas dezenas de vindas ao país. Em 2003 foi agraciado em Curitiba, por seu grande interesse pela ufologia no Brasil, com o título de “Ufólogo Brasileiro Honorário”.

    Boliviano de nascimento e formado em ciências biomédicas pela Universidade do Pará, Daniel Rebisso Giese foi quem escreveu o primeiro livro descrevendo em detalhes todos os acontecimentos a que assitiu durante a Operação Prato, quando acompanhou o então comandante da operação, Capitão Hollanda, e o Sargento Freitas em todas as diligências e vigílias realizadas na ocasião. Bastante respeitado em sua área, Daniel Rebisso ofereceu grande respaldo para divulgação do evento que marcou de forma indelével a ufologia brasileira.



    Aurora Fernandes era a filha de Amin Fernandes, delegado de Santo Antonio de Ubintuba, um dos vilarejos que viveu o terror do fenômeno, e foi uma das vítimas dos raios luminosos que atingiram dezenas de pessoas na região de Colares, causando-lhes lesões que cicatrizavam inexplicavelmente em menos de 24 horas, quando o normal é que uma incisão como a constatada leve pelo menos 3 dias para necrosar e dar início à cicatrização. A foto reúne a filha do delegado de Ubintuba e o médico Orlando Zoghbi, duas das pessoas que mais se empenharam em desacreditar os fenômenos e tentar desmoralizar suas vítimas. O médico afirmava categoricamente para a imprensa que as vítimas não passavam de “gente histérica em busca de notoriedade” e que para isso faziam uso até de automutilação;  enquanto que o pai de Aurora – o Delegado Fernandes – tornou-se precioso informante do Capitão Holanda nas ações levadas a efeito pela Aeronáutica para desacreditar os acontecimentos e desqualificar as vítimas como “pessoas desequilibradas”. Sua filha, ironicamente, acabou como única vítima que permaneceu com graves sequelas da experiência, pois que, segundo relato das testemunhas – entre os quais o repórter Carlos Mendes – ela adquiriu um tipo de desequilíbrio mental do qual não mais se recuperou.


    Outras vítimas, em sua maioria mulheres, também relataram terem sido atingidas pelos raios luminosos na região do seio ou nas pernas, em se tratando dos homens. As fotos mostram três dos atingidos: Newton Cardoso – o “Tenente –, Manoel de Souza – conhecido por “Coronha”, e Claudomira da Paixão. “Tenente”, até onde se sabe, é o único morador do período do fenômeno que ainda permanece em Colares, tendo recentemente sido entrevistado pelo programa Fantástico, da Rede Globo, por ocasião dos 40 anos da Operação Prato. Dos moradores dos vários lugarejos envolvidos quanto tudo começou, é sabido que 2/3 abandonaram a região em decorrência do pânico pelo fenômeno. A Dra. Wellaide relatou que os que ficaram passavam fome, porque os pescadores não se aventuravam mais para pescar – única atividade local – e ela própria precisou recorrer à captura de siris na beira dágua para sobreviver, pois que todos perderam sua única fonte de alimentos já que viviam da atividade pesqueira.




    O controverso perfil do comandante da Operação Prato

    Respeitado por sua altivez e fidelidade ao dever militar até por quem se revelava como seu oponente – como Carlos Mendes – e lembrado como homem cruel e inflexível por outros que sofreram com suas pressões e ameaças, como no caso da Dra. Wellaide, o Capitão Hollanda se revela como a figura mais controversa dentre todas as demais da Operação Prato. Seu fim trágico – oficialmente dado como suicídio por enforcamento em seu próprio quarto, e poucas semanas após uma longa entrevista revelando todos os detalhes da Operação comandada por ele em Colares – abriu caminho para muitas especulações e teorias conspiratórias, onde sua morte foi supostamente atribuída a Aeronáutica que estaria tentando impedir que desse divulgação a mais fatos que ainda teria para tornar públicos. Nada contudo, pôde ser comprovado, e até hoje permanece o mistério sobre as razões para pôr fim à própria vida mais de duas décadas depois dos acontecimentos, e tão pouco tempo após abrir à imprensa os segredos que guardara por tantos anos.

    BIBLIOGRAFIA E PESQUISA ACADÊMICA 
    DA OPERAÇÃO PRATO

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    "Para mim, é muito melhor compreender o universo como ele realmente é do que persistir no engano, por mais satisfatório e tranquilizador que possa parecer."
                                                                                                                                                 Carl Sagan

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