O limite entre mistificação e evidência inconteste #15

 


Arecibo é um lugar situado na costa norte de Porto Rico. A ex-colônia espanhola, como se sabe, em passado recente passou para o controle dos Estados Unidos até alcançar sua independência e autonomia política. Em Arecibo foi montado um importante observatório espacial onde se instalou em uma imensa cratera natural o maior rádiotelescópio do mundo, com diâmetro de aproximadamente 340 metros. Trata-se de um tipo especial de telescópio que se utiliza de ondas de rádio para transmitir e captar  sinais do espaço sideral mais longínquo. Em consonância com o S.E.T.I.- Search for Extra-Terrestrial Intelligence, ou Busca por Inteligência Extraterrestre, cientistas do Observatório enviaram em 16 de novembro de 1974 uma mensagem codificada ao espaço que exige uso de código binário para ser decifrada. A capacidade do transmissor foi incrivelmente aumentada para uma potência de até 20 terawatts para enviá-la ao espaço, medida que corresponde a um trilhão de watts. 

O sinal de rádio com o que ficou conhecido como “Mensagem de Arecibo” foi direcionado para a Constelação de Hércules, agrupamento estelar com cerca de 350.000 estrelas conhecido como M13 e distanciado a cerca de 25.000 anos-luz da Terra.

     

    
                                                       Agrupamento estelar M13                                     Constelação de Hércules

A Mensagem de Arecibo teve características específicas como 1.679 pulsos de código binário transmitido a uma frequência de 2380 Mhz, e definido por meio de um critério matemático: 1.679 é o resultado de uma operação a partir de dois números primos: 23 e 73, estabelecidos sobre o pressuposto de que uma civilização inteligente seria capaz de dominar o conceito dos números primos. A mensagem binária foi impressa em uma matriz composta por uma malha de 23 células de largura por 73 de altura (figura a seguir).


A escolha pelo código binário (de base 2) recaiu sobre o fato de se mostrar bem mais simples que o sistema decimal (de base 10), como demonstrado matematicamente abaixo:

A centena do número 248, por exemplo, pelo sistema decimal – que faz uso de 10 algarismos (0 a 9) – precisaria da seguinte operação para formá-lo:

     248 = 24 x 10 + 8

    24 = 2 x 10 + 4

      2 = 0 x 10 + 2

Na leitura feita da unidade para a centena do sistema decimal, a leitura dos algarismos finais das três operações compõem o número 248.

Já pelo sistema binário (base em 0 e 1) a operação para expressar o mesmo número 248 é  mostrada pela sequência abaixo:

248 = 124 x 2 + 0
124 =   62 x 2 + 0
  62 =   31 x 2 + 0
  31 =   15 x 2 + 1
  15 =     7 x 2 + 1
    7 =     3 x 2 + 1
    3 =     1 x 2 + 1
    1 =     0 x 2 + 1

Conforme se observa pelos últimos números de cada linha (lidos de baixo para cima), pelo sistema binário o número 248 é representado por  11111000 (sequência de cinco 1 e três 0).

Com base no sistema binário adotado para compor a matriz, a percepção matemática de uma raça inteligente poderia, sem dificuldade, decodifica-la simplesmente pela posição dos pontos preenchidos e vazios da malha quadriculada para realizar a leitura linha a linha, como mostra sua correspondente numérica posicionada ao lado da mensagem enviada, onde os espaços preenchidos são representados pelo algarismo 1, e os vazios representados por 0:


Através desse método de escrita com base no sistema matemático binário pode-se escrever qualquer coisa em linguagem que qualquer mente inteligente seja capaz de decodificar sem necessidade de um idioma comum, posto que a matemática se traduz por uma linguagem presente em todo o universo pelo simples posicionamento das partes que o compõem, simples assim, e extremamente inteligente ao mesmo tempo. Daí porque escolhido para compor a Mensagem de Arecibo de 1974.

A íntegra do texto que compôs a mensagem matemática exibida na figura acima possuía, como se pode perceber pelas linhas verdes horizontais, 7 partes distintas (ou setores), onde eram descritos alguns aspectos mais relevantes da civilização humana, dividida desta forma a partir do topo:

1ª parte: Demonstração matemática da linguagem utilizada, pela representação binária dos algarismos de 1 a 10, de modo a proporcionar o entendimento dos setores que se seguiriam.

2ª parte: Apresentação dos números atômicos de cada elemento da tabela química utilizada em nosso planeta, mostrando as fórmulas do Hidrogênio, do Carbono, do Nitrogênio e do Fósforo, elementos básicos de composição de toda a vida na terra.  

3ª parte: Apresenta a fórmula aplicável às moléculas dos açúcares e dos nucleotídeos do DNA humano para entendimento da nossa composição genética, tornando possível pela sua análise conhecer-se pontos comuns e diferenças entre espécies.

4ª parte: Representação Gráfica da “dupla-hélice” do DNA humano, tendo no centro o número dos nucleotídeos do nosso DNA.

5ª parte: Outra representação gráfica indicando a forma física dos seres humanos, disposta na forma como são estudadas na Terra pela divisão entre cabeça, tronco e membros. À  esquerda dessa figura é mostrado o número aproximado da população terrestre naquele ano de 1974, que era de aproximadamente 4,29 bilhões de indivíduos (Obs.: esta revelação numérica pode querer demonstrar ainda a predisposição de estabelecer um convívio pacífico da raça humana com a de outros mundos, ao confiar que esse conhecimento não seria utilizado no sentido de uma eventual medição de forças pela vantagem numérica de uma que buscasse o domínio sobre a outra. Esta observação não pertence ao texto que serviu-me de fonte no link    https://thoth3126.com.br/crop-circle-de-chilbolton-e-a-mensagem-de-arecibo-de-1974/, tratando-se apenas de um entendimento pessoal).
Do lado direito se vê a representação de uma figura humana com informações sobre a estatura media de um homem da Terra. O número 14 pelo sistema binário, junto dessa figura, se propõe a expor numericamente essa estatura pois, multiplicado pelo comprimento de onda de 12,6cm, resultará em 176,4cm, ou algo perto de 1,76m, que é altura média de um habitante de nosso planeta. Não faria sentido expressar tal medida em “centímetros” ou “metros” por representarem unidades de medida humanas. Na frequência de 2,380 Mhz utilizada na mensagem a conversão se faria pelo comprimento de onda (300) sendo dividido  por esse número de Megahertez: 300/2380 = 0,12605m, ou 12,6cm, que é nossa “unidade de comprimento de onda”.

6ª parte: Aqui buscou-se apresentar nossa posição no espaço, de modo a permitir a localização exata no planeta dentro do sistema solar. O sol aparece representado à direita no formato do quadrado maior, logo abaixo da figura humana, enquanto a Terra é identificada  pelo terceiro ícone da direita para a esquerda, ocupando posição de destaque em relação aos demais, onde em cada um deles se buscou respeitar suas respectivas dimensões entre os demais planetas.

7ª parte: Esta última seção se propõe a apresentar as dimensões do rádiotelescópio de Arecibo, onde foi desenhada a antena parabólica e abaixo, em binários, o diâmetro de seu  prato = 100101111110, correspondente a seus 243m pelo sistema decimal (12,6 centímetros de comprimento de onda x 243 = 30.618cm, ou 1,000 pés), que é o diâmetro do prato da antena do Observatório de Arecibo. A informação busca localizar o receptor em relação à origem da mensagem lançada ao espaço.

Mas o que ocorreu quase três décadas após o envio da Mensagem de Arecibo foi classificado como a mais surpreendente evidência de uma resposta inteligente oferecida por outra civilização fora da Terra, tanto por se mostrar exatamente igual no recurso empregado para sua leitura – a linguagem matemática universal pelo sistema binário – quanto pelas  alterações introduzidas apenas para identificar-lhe a origem e oferecer informações correspondentes às enviadas 27 anos antes, daí porque foi imediatamente associada àquela enviada ao espaço pelo Observatório localizado em Porto Rico.

O que os cientistas classificaram como uma “resposta cósmica” à Mensagem de Arecibo nos chegou em forma de um agroglifo – ou “Crop Circle”, em linguagem comum – um fenômeno já familiar entre nós que se traduz por desenhos gigantes deixados em plantações de trigo ou milho de grandes e isoladas áreas rurais (o filme “Signs”, de 2002, e estrelado por Mel Gibson, faz uma excelente abordagem do tema). O que ocorreu de mais interessante neste episódio conhecido por “Mensagem de Arecibo” foi a associação da mensagem radiodifundida através do super telescópio a um desses desenhos cuidadosamente trabalhados em distante e isolada área rural da Inglaterra. Apesar de geograficamente distante do local de origem da nossa mensagem lançada ao espaço, causou enorme surpresa o fato do local escolhido para o agroglifo ficar muito próximo ao grande telescópio de Chilbolton, um dos maiores do Reino Unido, como se alguém estivesse mandando um recado adicional de que, caso o acesso físico se mostrasse difícil, o telescópio de Chilbolton poderia facilmente enviá-lo por radio para seu local de destino em Arecibo. O tempo transcorrido entre a mensagem enviada ao espaço e sua suposta resposta obtida em 2000 não apresentava mistério científico, posto que desde Einstein se descobriu que o tempo de um viajante do espaço, em velocidade da luz, é completamente diferente do que fazemos uso no solo do planeta, onde 27 anos se mostraria até como um tempo bastante curto se a mensagem tivesse partido de uma galáxia muito distante da nossa.

O que se sabe é que a figura revelada pelo Crop Circle de Chilboldon se mostrou única, e totalmente diferente de todas as demais que habitualmente exibiam tão somente desenhos geométricos aleatórios, se assemelhando mais a produções artísticas de dimensões extraordinárias do que executadas em forma de uma mensagem inteligente e de fácil leitura.

 
















E se já se mostra difícil entender como um artista humano poderia produzir um desenho aleatório de tais dimensões em local ermo de difícil acesso, e no curto espaço de 4 ou 5 horas em plena escuridão, o que dizer de um agroglifo em formato de mensagem que se apresente repleto de detalhes técnicos e idêntico em sua forma à uma outra enviada ao espaço três décadas antes? Apenas para se ter uma ideia do tamanho dos “crop circles” basta saber que as linhas paralelas que são vistas nas fotos aéreas são os caminhos percorridos pelos agricultores por entre a plantação, a pé ou no comando de suas máquinas agrícolas. 



Já outro diferencial do que foi admitido como resposta à Mensagem de Arecibo encontrada em Chilboldon foi o fato da esmagadora maioria dos agroglifos mostrarem desenhos circulares – daí terem recebido o nome de “circles” – enquanto que essa suposta resposta à enviada ao espaço em 1974 reproduzia fielmente seu formato retangular, bem como a linguagem inteligentemente estruturada pelo sistema binário como linguagem comum entre emissores e receptores de civilizações diferentes, o que passava outro recado: “Vamos seguir usando esse método que ele se mostrou acessível aos dois!”.


Assim, a figura surgida junto ao Telescópio da localidade inglesa impressiona não só por seu formato diferenciado quando pela exatidão com que buscou reproduzir a mensagem original obedecendo a uma simetria irretocável, que não permitia associá-la a obra humana, ou pelo menos se precisaria buscar muitas respostas para que essa associação pudesse ser feita com probabilidade mínima de ser admitida. Note-se na foto, inclusive, a substituição da figura humana pela de uma espécie humanoide, com suas respectivas descrições genéticas na mesma posição adotada pelos cientistas de Arecibo em 1974. Que pessoas poderiam ter conhecimento de todos esses detalhes técnicos sem ter tido qualquer acesso à mensagem original, apenas para simular uma resposta? Enveredar assim pelo caminho de possível fraude, pelo menos neste caso específico, contrariava qualquer lógica!

Prossigamos agora na interpretação dessa suposta resposta, pela análise detalhada de todos os seus detalhes, a exemplo do que foi feito com a de Arecibo, por meio de informações linha a linha do sistema binário. Tenha-se em mente ainda o grau de dificuldade infinitamente maior de produção desta “resposta”, uma vez que ela foi totalmente impressa sobre uma plantação física, e não por meio de dados transmitidos por radiodifusão, como na original. Pergunta-se ainda que inteligência humana poderia estar por trás de algo desse tipo, sem cometer um único erro tanto na precisão científica dos dados contidos quanto na da “composição artística artesanal” sobre uma enorme plantação de trigo.

Esses “crop circles” são produzidos  por processo de rebaixamento dos talos das hastes das plantas – daí serem encontrados nas que trazem esse tipo de caule vertical, como é o caso do trigo, milho, ou cana, que ao final deixa a impressão de ter sido amassada para compor-lhes a base, e recortada junto à raiz para evidenciar os círculos e outras linhas de formato  circular. No desenho retangular, diferentemente, o trabalho teve que ser bem mais elaborado, pois que não seguia linhas sinuosas em que algo como uma máquina pousasse em cima para recortar os talos. Ele seguia meticulosamente o padrão binário de quadrados preenchidos e vazios de modo a formar o “texto” que a mensagem se propunha a transmitir, como se o processo tivesse obedecido um complexo formato de grade, onde cada setor se apresenta cruzado para depois ser rebaixado, como um entrelaçamento dos caules de trigo nos moldes em que se constrói uma renda pelo uso de uma daquelas máquinas artesanais de trançamento dos fios.

A interpretação do resultado dessa complexa “obra de arte” de padrão científico surpreendeu ainda mais pela fidelidade ao processo dos cientistas de Arecibo até no número de “setores” – sete, como no deles –  em que o desenho se mostrou dividido. Os dados do desenho na plantação, bem como todos os detalhes técnicos contidos em decorrência de sua leitura e análise, seguem a mesma linha, não abrindo o menor espaço para ser visto como fenômeno desvinculado de uma mente inteligente e conhecedora de química, física, biologia e matemática em grau avançado, o que afasta qualquer ideia de atribuí-lo a eventual ação fraudulenta de um leigo qualquer e se apresentaria como uma linha de investigação ainda mais absurda e improvável do que admitir tratar-se de evidência autêntica e inequívoca da existência de uma raça inteligente por trás dela.


Passemos, pois, à análise dos sete setores da mensagem-resposta de Chilbolton:

1 º Setor – Reproduz a mesma representação binária dos algarismos de 01 a 10.
2 º Setor – Indicam os números atômicos dos elementos químicos essenciais a vida na Terra, como na mensagem de Arecibo, com a diferença de se ter acrescido um valor extra inserido na sequência exata dos elementos dispostos no sistema binário original. Esse elemento adicional, de número atômico 14, corresponde ao SILÍCIO, coincidentemente – ou não – o mesmo elemento amplamente utilizado por nós para fabricação de chips de computadores e produção de inteligência artificial. Para quem defenderia uma fraude, apenas este detalhe já se mostrou suficiente para derrubar tal suposição.
3 º Setor – Reproduz a mesma simbologia binária aplicável à fórmula estrutural dos açúcares e bases formadores dos nucleotídeos encontrados na molécula de DNA humano.
4 º Setor – Foi constatado um acréscimo do lado esquerdo da representação gráfica da dupla-hélice do DNA. Também há uma mudança sem código binário dos números dos nucleotídeos do DNA que não encontrou explicação pelos nossos parâmetros, razão pela qual se supõe que se trate de característica própria de uma espécie que fuja ao conhecimento que temos, de modo a que pudesse ser compreendida.
5 º Setor – A representação gráfica de um indivíduo humano enviado na mensagem de Arecibo voltou com mudanças significativas, a começar pelo volume da cabeça bem avantajado em relação aos membros, como também os binários que representavam a  população do planeta e a estatura do ser descrito no desenho, que se mostraram bem diferenciados em relação a mensagem original.
6 º Setor – A simbologia planetária mostrava seis planetas no lugar dos nossos nove, dentre os quais o que se destacava na versão “deles” era o 5º. da sequência em seu sistema solar.
7 º Setor – Esta última seção, que na versão de Arecibo representava o prato do rádiotelescópio local, traz um diagrama da formação do “Crop Circle” do ano anterior (2000), também encontrado no local próximo ao telescópio de Chilbolton. O código binário relativo ao tamanho do transmissor também mostrou mudanças, pois que evidentemente os nossos seriam diferentes dos deles. 

Ao se analisar as correspondências entre a Mensagem de Arecibo e o agroglifo entendido como resposta a ela por seres do espaço, o que mais chama a atenção é a clareza e precisão verificada em cada um dos sete grupos de informação, o que descaracteriza a designação comum de “mistério” ou “enigma” atribuída a fatos semelhantes. A associação se mostra de natureza tão inequívoca que não há como ignorar a íntima relação estabelecida entre uma e outra, como esses sete campos tão explorados deixam bem evidenciado.


Alguns “crop circles” que ganharam notoriedade

Gigantesca composição agrícola encontrada em Ogbourne, St. George, em Wiltshire

O círculo na Plantação típico é o do círculo único (daí porque chamados de “circles”), mas com frequência também aparecem em formato de dois, três ou quatro desenhos circulares. É comum ainda que sejam circundados por um fino anel externo delimitando todo o conjunto.

As hastes interiores dos círculos costumam ser curvas, no que ficaram conhecidas como “redemoinho gráfico”, que parecem rodar tanto em sentido horário quanto anti-horário. Até num único desenho já foram encontrados círculos girando em sentido horário e outros no anti-horário, assim como um único círculo pode mostrar dois “feixes” de hastes, cada um girando em sentido diferente. Examinados de perto percebe-se as plantas muitas vezes retorcidas para formar o desenho sem quebrar-lhes os caules.


Agroglifo localizado perto de Silbury Hill, em Wiltshire, Inglaterra,
que remete a uma mandala solar de origem Azteca

Os “crop circles” podem variar de alguns centímetros a até algumas centenas de metros. A maioria dos círculos eram antigos desenhos circulares simples. Mas seus estudiosos perceberam que depois de 1990, por alguma razão que se desconhece, os círculos passaram de desenhos circulares simples para um padrão bem mais elaborado, alçados ao nível de verdadeiros pictogramas e revelando processos de tanta complexidade que, pelos padrões conhecidos por nós, exigiria um aparato tão complexo quanto, em maquinário e deslocamento de pessoas, principalmente nos locais ermos e de difícil acesso em que costumam aparecer, além do tempo exíguo que seus autores teriam para executá-lo, sempre no período de uma madrugada, Os agricultores do entorno são surpreendidos sistematicamente ao acordarem pela manhã e se depararem com desenhos gigantescos que não estavam ali na noite anterior, sem terem escutado qualquer ruído de movimentação de pessoas ou das máquinas que seriam necessárias para executá-los, caso ocorressem por iniciativa de pessoas comuns.


Agroglifo surgido em West Kannett, também em Wiltshire, Inglaterra,
que imita um símbolo celta chamado de Trisquel.

Alguns dos desenhos mais sofisticados mostraram ter tido base em equações matemáticas, estudadas por astrônomos como o professor Gerald S. Hawkins, da Universidade de Boston, que estudou muitos deles e descobriu que as posições dos círculos, bem como triângulos e outras formas geométricas, teriam sido escolhidas com base em relações matemáticas específicas e nem sempre conhecidas. Em um deles que mostrava dois círculos concêntricos, a área do círculo externo era exatamente quatro vezes a do interno. A precisão das formas indica que quem quer que os desenhe domina conhecimento complexo de Geometria Euclidiana, introduzida pelo matemático Euclides, da Alexandria. 

Apesar de toda sua complexidade de um modo geral, a autoria dos Crop Circles também foi questionada em casos diversos - em índice de pelo menos 80% - onde foram atribuidos a possível fraude de pessoas que fariam uso de tábuas para amassar os talos das plantas, a guisa de formas para criar os desenhos. No entanto os outros 20% passaram por todos os testes de legitimidade de uma autoria acima da capacidade humana de realização, por fatores que não estariam sob o domínio do conhecimento humano. Mais recentemente, por exemplo, descobriu-se nesse percentual dos autênticos um fator que não abria a menor margem a dúvida: ao se fazerem exames microbióticos das figuras com aparelhos sofisticados de medição, descobriu-se que no interior dos agroglifos, tanto na superfície quanto no solo por baixo deles, não havia qualquer sinal de vida bacteriana, apresentando sua área absolutamente estéril, ao passo que em todo o resto da plantação ela permanecia abundante. Outro fenômeno de incontestável afirmação científica é que foi constatada a queda de pássaros que morreram ao sobrevoar ao local, como que submetidos a algum tipo de efeito de radiação ou interferência de uma energia muito potente que permaneceu no ar durante um período de tempo após a impressão dos desenhos gigantes.

Não se conhece os motivos pelos quais um grande número de agroglifos concentrar-se em alguns países ou locais específicos. A Inglaterra, por exemplo, aparenta se mostrar como um cenário ideal para serem executados, possivelmente (mas se trata apenas de uma tese) de seus muitos espaços abertos ocupados por enormes plantações.


Razões para os “crop circles” terem atingido um índice de credibilidade bem superior a de tantas outras evidências de inteligência extraterrestre

1.    Extensão do conhecimento exigido para a construção dos desenhos.
Como seus autores poderiam simular tal nível de precisão científica, se estivessem buscando forjar um fenômeno incomum?

2.    Localização dos desenhos
Qual seria o recurso utilizado para superar as dificuldades de acesso, além dos demais necessários para construir os desenhos com tamanha exatidão nas suas formas e proporções?

3.    Aspectos perceptíveis do processo
A exemplo do processo de “entrelaçamento” mencionado neste caso específico, além de tantos outros verificados em inúmeros casos, como entender não ser compatível com qualquer método conhecido de amassamento de vegetação, ou tipo de corte que não deixe nenhum dos vestígios tradicionais?

4.    Condições ambientais propícias
Como entender que um trabalho de proporções gigantescas muito frequentemente seja executado ao lado de onde dormem caseiros ou seus proprietários, sem que se ouça qualquer ruído, principalmente em algo de dimensão que exigiria um número significativo de executores?

5.    Tempo de execução
Como explicar que desenhos de alta complexidade, principalmente quando envolvem conhecimento científico, aconteçam em tempo exíguo de três ou quatro horas, sem máquinas precisas para produzi-los?

6.    Ausência de iluminação
Ainda se admitindo a utilização do infravermelho, que permite enxergar-se no escuro, como entender que um recurso desse tipo não se mostre insuficiente diante da perfeição do resultado final, que não revela qualquer sinal de prejuízo?

7.    Motivação
Quais seriam as motivações para que pessoas comuns dispendessem tanto tempo e recursos para iludir o planeta inteiro com ideias de que estaria sendo contatado por outras civilizações sobre-humanas?

8.    Abrangência
Quantos grupos desse tipo de pessoas seriam necessários para se espalhar por todos os cantos do mundo com objetivo de insistir nesse plano de mistificação que não conhece fronteiras? Sabe-se que dois ingleses, Doug Bower e Dave Chorley, confessaram ter criado alguns desses padrões para se divertir com a susto das pessoas. Mas a diferença entre a produção deles e a dos crop circles tidos como reais não se resume tão somente à forma e suas dimensões, mas a especificações técnicas e constatações impossíveis de se observar em situações forjadas (como a de um ambiente absolutamente estéril dentro dos desenhos). Como explicá-lo então? 

9.    Margem de sucesso
Como é possível que nenhum desses grupos de mistificadores que atuariam até hoje jamais tenha sido surpreendido ao longo de tantas décadas em que o fenômeno dos “crop circles” vem se estendendo? Os dois ingleses foram surpreendidos em 1978. Por que de lá para cá os tantos outros que os imitaram não foram descobertos?

10.  Recursos
Qual a proporção de recursos financeiros e de infraestrutura de que tais grupos precisariam dispor para levar a cabo seu intento de ludibriar milhões de pessoas mundo afora, sem um objetivo claro nem um resultado a ser colhido que se mostre minimamente razoável?


Nestas questões ficam resumidos os muitos enigmas envolvendo o fenômeno dos “crop circles” encontrados atualmente em grande número em muitos lugares do mundo, mas fortes o bastante para derrubar os argumentos de que não passem de fraudes ardilosamente planejadas para conduzir pessoas a acreditar na existência de inteligência proveniente de seres do espaço.



Nota do autor: Ainda que simples nas informações que se propôs a passar, o link que serviu de base para este texto (https://thoth3126.com.br/crop-circle-de-chilbolton-e-a-mensagem-de-arecibo-de-1974/) mostrou-se confuso na forma redacional em vários momentos e sob vários aspectos, acabando por dificultar sua assimilação. Daí porque o que começou como uma melhora de sua redação terminou como um texto de autoria própria, onde busquei uma estrutura mais organizada e formas de facilicitar o entendimento até por quem desconhecesse o sistema matemático utilizado na mensagem de que fala o link. 




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