
Pinturas rupestres do período pré-histórico, imagens entalhadas em montanhas ou nos mais diferentes tipos de utensílios milenares, e “astronautas” retratados em artes históricas de impressionante semelhança com instrumentos astronáuticos atuais de estrutura complexa, sempre intrigaram e continuam impressionando cientistas e pesquisadores, sugerindo que alguma inteligência superior de origem desconhecida teria comandado nossos destinos desde as mais remotas eras. Um padrão comum seguido por crenças e costumes estabelecidos em diferentes locais do planeta que nunca se encontraram também nos desperta para a suspeita de que algo – ou alguém – se fez presente em todas elas, deixando sua marca por onde quer que passasse com o intuito de produzir um resultado que não ficaria restrito a limites geográficos.
Um sentimento de que há um propósito bem definido por trás de nossa história se estabelece ainda pela constatação de que registros antiquíssimos, bem anteriores ao que podemos alcançar, nos dão testemunho de fatos idênticos aos que ocorrem ainda hoje. E que se nos ativermos às minúcias que contêm, bastaria adaptar o entendimento da época para o de hoje para se concluir que se tratam do relato de um mesmo fato, que vem se repetindo ao longo das diferentes épocas da trajetória humana. Tido como um dos exemplos mais precisos, o relato bíblico de Enoque de uma viagem pelo espaço a que foi submetido surpreende pela exatidão dos detalhes que reproduzem fielmente experiências recentes de supostas abduções por seres interplanetários, por mais exigente que se mostre o pesquisador que queira compará-los: “Estava eu envolto em nuvens e névoa espessa, contemplando com inquietude o movimento dos astros e os relâmpagos, enquanto que ventos favoráveis elevavam minhas asas e aceleravam meu curso… fui levado assim até o céu e rapidamente alcancei o muro construído com pedras de cristal. Chamas móveis envolviam seus contornos. Comecei a ser tomado pelo medo. Entrando, lancei-me ao meio das chamas… e entrei numa vasta morada, cujo piso também tinha sido construído com cristal, tanto quanto seus fundamentos”. (Aparentemente Enoque descreveu que foi levado para o interior de uma nave, onde o piso e as paredes eram muito iluminadas, parecendo serem de cristal. Numa outra passagem bíblica do capítulo 7, versículos 1 e 2, podemos entender que seres vindo do espaço fertilizavam mulheres da Terra para dar origem à uma nova raça de gigantes (sucubus e incubus), muito semelhante a relatos atuais sobre experiências genéticas com seres híbridos entre humanos e extraterrestres: “200 anjos desceram e tiveram relações amorosas com as filhas da Terra que deram nascimento a gigantes”.
A bíblia apresenta várias passagens que poderiam perfeitamente ser atribuídos a fatos como esse. Mas apenas em poucas como o de Enoque e também no relato de Ezequiel se percebe claramente o diferencial de uma visão técnica que seria mais própria de um engenheiro que de uma pessoa comum, pois que os detalhes relatados conferem com mecanismos tecnológicos complexos até mesmo para o momento em que vivemos, reproduzindo a mesma lógica do artefato descrito pelo profeta Ezequiel. Daí porque foi considerado a mais ordenada e lógica dentre as narrativas de todos os demais profetas, principalmente porque Ezequiel se atém às questões mais racionais da descrição, com ênfase em ponderação e raciocínio que não deixa dúvidas quanto a sua natureza de homem letrado e lhe empresta maior confiabilidade, e não com o enfoque romântico que se percebe, por exemplo, no caso de Isaias, quando narra uma experiência bem semelhante à de Ezequiel, porém de uma forma bem mais romantizada pelas figuras simbólicas e recursos semânticos de que faz uso:
“...eu vi também ao Senhor assentado sobre um alto e sublime trono; e o seu séquito enchia o templo. Serafins estavam por cima dele; cada um tinha seis asas; com duas cobriam os seus rostos, e com duas cobriam os seus pés, e com duas voavam.E clamavam uns aos outros, dizendo: Santo, Santo, Santo é o SENHOR dos Exércitos; toda a terra está cheia da sua glória. E os umbrais das portas se moveram à voz do que clamava, e a casa se encheu de fumaça.Então disse eu: Ai de mim! Pois estou perdido; porque sou um homem de lábios impuros, e habito no meio de um povo de impuros lábios; os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos.Porém um dos serafins voou para mim, trazendo na sua mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; E com a brasa tocou a minha boca, e disse: Eis que isto tocou os teus lábios; e a tua iniquidade foi tirada, e expiado o teu pecado. Depois disto ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Então disse eu: Eis-me aqui, envia-me a mim”. (Isaías 6:4-8)
Compare-se agora com a descrição de Ezequiel:
“Aconteceu no trigésimo ano, no quinto dia do quarto mês, que, estando eu no meio dos exilados, junto ao Rio Quebar, se abriram os céus e eu tive visões de Deus… Olhei, e eis que um vento tempestuoso vinha do norte, e uma grande nuvem, com fogo a revolver-se; e esplendor ao redor dela, e no meio disto uma coisa como metal brilhante que saia do meio do fogo”. A descrição de um objeto voador de forma metálica e brilhante é muito clara. Ezequiel fala dos tripulantes do objeto de forma descritiva e direta, sem floreios linguísticos: “…distinguia-se no centro a imagem de quatro seres que aparentavam possuir forma humana. Cada um tinha quatro rostos e quatro asas”. O profeta também descreveu o trem de pouso daquele estranho objeto: “As plantas dos seus pés eram como as de um touro, e delas saiam faíscas, como se fossem cobre abrasado”.
O ponto comum é que, apesar do modo próprio com que cada um descreve sua experiência, a análise que se faz é que estão falando de um acontecimento idêntico a que ambos foram submetidos apenas em momentos diferentes.
As conclusões ficam por conta do leitor, pois que cada qual irá interpretar esses fatos à luz de suas crenças e entendimento. O mais importante é não ceder à tentação de permanecer encerrado no contexto que nos foi transmitido, anulando o que nossa própria percepção nos suscita como possibilidade. Uma estatística interessante que colhi, realizado por uma agência americana de pesquisa de opinião, foi o percentual das pessoas que se mostram abertas a outras realidades diferentes da visão tradicionalista em que foram iniciadas, onde 50% dos entrevistados revelaram acreditar na existência de outras raças inteligentes fora de nosso planeta; 60% do universo pesquisado declararam estar certos que eles estariam nos visitando desde a antiguidade, e 80% disseram não ter dúvidas de que o governo americano possui informações confirmadas sobre o assunto que pretende manter fora do alcance da população. Esse resultado se mostra no mínimo curioso quando se leva em conta que a grande maioria das pessoas, quando indagada sobre a veracidade dos casos de avistamentos, tende a dizer que não acredita em vida extraterrestre, e que as narrativas não passam de mistificação.

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