O fenômeno OVNI e hipóteses sobre inteligência extraterrestre - Parte VI #7 S.VI/X

 





PARTE VI

Teorias sobre razões e comportamento de visitantes do espaço


Muito se tem discutido sobre quais seriam as motivações dos seres intergalácticos que nos visitam, bem como das várias ações que empreendem no planeta de forma regular e já bastante conhecidas no que toca ao modus operandi. O plano sistêmico que rege as diferentes missões, no entanto, fica no campo do cruzamento de informações de contatos ao longo de muitos séculos de relacionamento, e possivelmente só serão conhecidas no dia em que eles próprios o revelarem.
                                                                                                                                    
P – Existe alguma hipótese provável de estarmos sendo visitados há tanto tempo por essas civilizações estelares?
R – Nunca se poderá afirmar sobre a mais provável, mas há indicativos de razões bem plausíveis, baseado na forma como se comportam, com uma regularidade e constância que, inclusive, se mostra tranquilizadora ao deixar evidências de que não estão aqui com objetivo de domínio.

P – Poderia citar algumas dessas evidências?
R – A mais contundente é o tempo que realizam as visitas. Conforme já dito, tem-se evidências que elas acontecem pelo menos há 5.000 anos, mas pode ir para muito além disso, sem que tenhamos condições de levantar sinais de tempos tão remotos. É presumível que a preparação de uma invasão, ou um plano de dominação de uma raça por outra jamais levaria tanto tempo de preparação, principalmente em se considerando a diferença de avanço entre eles e nós. Essa seria uma missão tão simples de realizar, pelos recursos de que dispõem, que não faria qualquer sentido ficarem nos estudando por tanto tempo se a intenção fosse realmente essa.

P – E as outras possibilidades?
R – Nos últimos anos estudiosos renomados do assunto levantaram várias hipóteses de importância relevante pelo elevado grau de probabilidade que apresentam. Uma é a Hipótese do Zoológico, como foi batizada, uma das que coloca nossa relação na posição de observadores e observados. Eles nos estariam observando com um intuito de pesquisa, mas de não interferência, já que se deduz que desejam conhecer como tocamos nossa vida aqui e sabem que não representamos qualquer ameaça para a vida deles. Assim, a exemplo de animais colocados num zoológico para serem tratados e observados em seu comportamento em que se busca criar um ambiente que lhes seja familiar, eles nos deixam seguir nossas vidas no nosso “habitat” natural para conhecer como realmente somos, sem qualquer tipo de interferência que possa promover reações diferentes daquilo que somos. O que pretendem colher ao final do período de observação é que ainda fica no campo de muitas alternativas.

P – Poderia descrevê-las?
R – Vamos começar pela mais aceita pela comunidade científica em função do tempo de contato que estabeleceram conosco: a de que na verdade não seriam estranhos a nós, mas um ramo da nossa espécie que teria nos deixado há muitos milênios atrás por algum motivo desconhecido (que poderia ter sido até um cataclisma natural), e que após a recuperação da terra estariam de volta para reconduzir o elo que representamos ao estágio de avanço que alcançaram após a saída do planeta. Essa alternativa leva em conta as grandes catástrofes por que passamos, como a que extinguiu os dinossauros, bem como a teoria da evolução de Darwin, a partir da nossa espécie evoluindo de outras, como os primatas. Conhecendo todo o nosso processo evolutivo, pensa-se que estariam tentando retomar nossa evolução no ponto em que foi interrompida. Isso remete à possibilidade de que poderiam ser responsáveis pelo grande salto que a humanidade experimentou há 40.000 anos, quando passou de pré-histórica para homo-sapiens. Levanta-se a possibilidade de que essa mudança repentina de patamar teria sido por iniciativa deles, através de implantes genéticos deles próprios em uma espécie definida de primatas que mais se aproximavam de sua própria origem. A partir daí estariam simplesmente acompanhando nossa evolução como um pesquisador acompanha os efeitos de uma inseminação produzida em laboratório.

P – E quais outras se considera?
R – Tem uma bem semelhante que se apresenta mais como uma variação da primeira, onde ocorreria o mesmo processo de aceleração genética da nossa espécie, com a diferença de que eles seriam mesmo de espécie diferente da nossa. Mas exatamente por isso estariam querendo saber como nossa espécie se desenvolveria a partir da herança genética que herdaríamos deles. Esta,  inclusive, reforça a tese dos “cruzamentos” entre indivíduos alienígenas e terráqueos, o que pressupõe que as duas raças apresentam muitas semelhanças, pelo menos no sistema reprodutivo, pois que senão a reprodução de seres híbridos das duas raças não seria possível.

P – Existem outras hipóteses sobre as razões deles para nos acompanharem de longe, sem rupturas na nossa forma de vida?
R – Tem a teoria que ficou conhecida como “Hipótese da Selva”, de John Ball. Sustenta ela que a não interferência por parte deles acontece da mesma forma como vemos formigueiros dentro de uma grande área de mata, onde não há qualquer motivo para que nos desloquemos até lá somente para mata-las, já que vivem suas vidas e nós continuamos vivendo as nossas. Então, apesar de não estarmos alheios à sua existência, enquanto se mantiverem nos seus formigueiros na selva não precisamos interferir em coisa alguma. Mas a partir do momento em que começam a sair de lá e avançar para onde habitamos, então começamos a prestar atenção nelas e a impedir que seu avanço fique fora de controle a ponto de nos ameaçar no lugar onde estamos. 
Na linha desta teoria nós seríamos as formigas, é claro, e eles a civilização que só interfere quando mudamos a rotina que esperam de nós e interferimos na deles. Esta hipótese se enquadra bem em alguns eventos bem marcantes do planeta, quando a presença deles se mostrou mais intensificada do que de costume, como na ocasião das duas grandes guerras mundiais e durante todo o período da corrida espacial entre a Rússia e os americanos. Tem-se relatos de que todas as missões da NASA, sem exceção, registraram avistamemtos de OVNIs seguindo nosso ônibus espacial ou acompanhando o módulo lunar na órbita da lua. Esses fatos foram muito bem documentados, possuindo milhares de filmagens, transmissões por rádio e fotos que comprovam a presença de suas naves junto às nossas. Mais à frente exibiremos aqui mesmo uma relação das missões espaciais com transcrições desses diálogos pelos astronautas que as vivenciaram, denunciando ao comando operacional de Cabo Canaveral a presença de naves desconhecidas que os acompanhavam.

P – O que faz supor que esse grande número de avistamentos em alguns momentos estaria diretamente associado a iniciativas nossas?
R – Porque a relação se fez muito presente pelo incremento maciço dos avistamentos nesses períodos, fazendo supor que uma grande guerra poderia, aos olhos desses visitantes, ameaçar o equilíbrio de algo que lhes interessasse, a nossa existência na Terra, ou até a sobrevivência do planeta, o que, de alguma forma, poderia interromper seus planos de conhecer-nos mais profundamente ou, simplesmente, de virmos a representar algum tipo de risco para a cadeia cósmica da qual fazemos parte. A invasão maciça de Washington por grande número de objetos ao final do período de guerra é uma evidência de que naquele momento desejavam mostrar que nos acompanhavam de perto. Também várias ocorrências foram registradas nos dias que se seguiram ao lançamento da bomba atômica sobre Iroshima e Nagasaki, e se tem relatos – não confirmados oficialmente – de que a Apollo 13, quase perdida durante a missão com toda sua tripulação, estaria transportando uma bomba de hidrogênio para experiências atômicas na lua. Apesar de nunca admitida essa versão pelo governo dos EUA, também se sabe que algo do tipo jamais seria admitido por qualquer país que o realizasse, pela razão óbvia de envolver questões de segurança nacional.

P – Essa teoria conduziria ao pressuposto que somos observados permanentemente por nossos visitantes, certo?
R – Sim. Quanto a este ponto a comunidade científica se aproxima da unanimidade, não havendo discordância de que somos monitorados permanentemente. E isso, de certa forma, se mostra fácil de constatar pela incidência crescente e instantânea de aparições próximas a áreas onde se realizam operações grandiosas, especialmente as de natureza militar. O que se percebe também é a brusca mudança de comportamento que ocorre nessas ocasiões, quando eles se mostram de forma bem mais explícita, sem a discrição de sempre, em que parecem não desejarem ser percebidos, mas apenas acompanhar-nos à distância. Por ocasião desses eventos significativos, no entanto, eles se mostram de maneira que sugere não estarem preocupados em disfarçar sua presença, como também fazemos aqui em casos de desordem pública em que é requerida uma intensificação do patrulhamento ostensivo para reprimir os excessos. Essas variações de comportamento nessas ocasiões especiais, contrariando a postura que adotam fora desses momentos,  já se tornaram até bastante conhecidas pelos pesquisadores do assunto, razão até de serem esperadas quando um ação de grande impacto ocorre por iniciativa dos governos.

P – E de onde se acredita que saiam para as ações de “patrulhamento ostensivo”, e onde se esconderiam nos intervalos de normalidade entre eles?
R – Um matemático italiano de nome Joseph-Louis de Lagrange descobriu que entre dois corpos celestes que se mostrem próximos, como é o caso de Terra e lua, existem alguns pontos bem definidos e estáveis, não perturbados por interferência de natureza gravitacional de nenhum deles, e que por isso se prestariam a abrigar corpos físicos de qualquer natureza sem que sejam arrastados por força dos respectivos polos gravitacionais de ambos, pontos esses que receberam o nome de “Pontos de Lagrange” em homenagem ao seu descobridor. Podemos entende-los como o fenômeno do vento em um túnel de mão dupla, onde os veículos se cruzando em sentido contrário impedem a circulação do vento nos dois sentidos, e o ar permanece represado no meio dele todo o tempo. Defendem esses estudiosos que seriam pontos perfeitos para uma nave permanecer estacionária no espaço por largos períodos de tempo sem necessidade de nenhum tipo de propulsão para contrapor-se à força que a levaria para longe. Seria um “abrigo” seguro para se permanecer vigilante a uma distância útil e sem preocupação de “pilotá-la”. Tanto que tais pontos são escolhidos para posicionamento de satélites que não se pretenda que fiquem circundando o planeta em órbita constante.

P – Eles permaneceriam lá durante períodos muito longos entre as aparições?
R – Não se pode afirmar isso, já que estamos falando em tese. Por tudo que se sabe da tecnologia de grau muito elevado que dominam, é possível que não precisem de qualquer ponto no espaço, como um ponto de Lagrange, para se ocultarem de nós quando precisam fazê-lo. Muitos relatos dão notícia de que lançam mão de recursos incrivelmente avançados quando escolhem ficar afastados de nós, como criar nuvens instantâneas que encobrem suas naves de um momento para outro, de dia ou de noite ou sob qualquer tempo, bem como desaparecem em segundos de qualquer radar ou telescópio sem que seja possível manter contato visual com a trajetória que realizam. Então os pontos de Lagrange seriam um recurso baseado numa tecnologia a que nos acostumamos na Terra, mas não se aplicaria necessariamente às utilizadas por eles, que estão muito acima da nossa. Seria mais ou menos como pensar numa estação adaptada para "maria-fumaça" quando se faz uso de um trem-bala.



O principal objetivo aqui não é apresentar verdades prontas, mas discutir o tema para se chegar a hipóteses que agreguem entendimento. Se o que leu despertou-lhe o desejo de perguntar algo ou colocar sua própria opinião a respeito, use livremente o espaço de comentários para formulá-la ou a envie pelo endereço luizroberto.bodstein@gmail.com, que prometo responder tão breve quanto possível. 

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