O fenômeno OVNI e hipóteses sobre inteligência extraterrestre - Parte II #3 S.II/X

 




PARTE II

“O acobertamento pelos governos das informações que eles acumularam sobre inteligência alienígena tem uma razão de ser: a revelação vai chocar todo o sistema de crença da humanidade, promovendo uma verdadeira revolução sobre tudo o que nós conhecemos.”




P – O que se tem de consistente sobre as investigações dos governos ao redor do mundo sobre avistamentos e fenômenos extraterrestres?
R – Foi a partir dos anos 1950 que elas tomaram mais força a partir do grande número de relatos, que passavam das dezenas de milhares em curto período de tempo. E isso resultou nas pesquisas que começaram a acontecer com mais frequência por iniciativa de diversos países do mundo, começando pelos EUA. Mas não se tratou de uma iniciativa própria do governo, mas sim por pressão da opinião pública, que cobrava uma explicação oficial para fenômenos que passaram a presenciar com relativa frequência, sem que seus governos se pronunciassem a respeito, como se nada estivesse acontecendo de relevante ou digno de nota. Foi quando o governo americano começou a divulgar seu empenho para esclarecer esses fatos, como forma de reduzir a tensão sobre as aparições, principalmente a partir de alguns momentos marcantes.

P – E qual seriam esses momentos marcantes que levaram a essa decisão?
R – Houve muitos, mas talvez o mais importante – por ter escapado ao controle do governo americano e se espalhado rapidamente pelo mundo inteiro – foi o que ficou conhecido como “Caso Roswell”, ocorrido em 08 de julho de 1947 (veja mais em https://pt.wikipedia.org/wiki/Caso_Roswell) na pequena cidade de Roswell, no Novo México onde um suposto objeto voador alienígena teria caído com seres extraterrestres - vivos e mortos -  em seu interior, que teriam sido capturados secretamente por agentes do governo americano.

P – E de que forma a notícia ganhou a mídia, uma vez que o governo teria realizado o acobertamento?
R – O caso teve muitas reviravoltas, com as tentativas do governo de tentar sufocar as denúncias de acobertamento pelas declarações do piloto que, voando sobre a cidade, teria sido testemunha ocular da queda do objeto numa fazenda da área rural de Roswell, sendo quem avisou as autoridades governamentais sobre o ocorrido, os quais imediatamente se dirigiram para o local e teriam constatado que o objeto não possuía origem terrestre, inclusive contendo três seres humanoides supostamente vitimados pelo incidente. Dois estariam mortos, segundo relatos posteriores de quem participou da missão secreta de resgate, e o terceiro ainda foi retirado com vida e levado, juntamente com todas as evidências da ocorrência, para a área 51, base militar de acesso restrito no deserto de Nevada, mantida até os dias atuais pelo governo americano e considerada uma das mais secretas dos EUA por serem enviados para lá todos os casos que envolvam missões secretas ou assuntos ligados à segurança nacional. Outro personagem importante para o vazamento foi Jesse Marcel, oficial do exército que participou diretamente da operação de resgate do suposto objeto extraterrestre, e de quem se comentava que havia ajudado a remover os destroços e seus tripulantes. Apesar de Jesse, por sua ligação com o exército, recusar-se a dar todos os pormenores, pessoas de seu relacionamento teriam ouvido dele bem mais detalhes do que nos relatos que fez, até que anos depois veio a público e declarou ter realmente constatado que não se tratava de nada conhecido.

P – E qual foi a reação do governo com relação à essa declaração?
R – Jesse Marcel já estava reformado pelo exército e não poderia mais ser submetido à corte marcial, nem punido como civil por declarações que não poderia provar, então a postura do governo foi tentar ridicularizar suas declarações, esforçando-se para que caíssem em descrédito por conta de uma pseudo incapacidade mental. Mas tal esforço parece não ter convencido tanto, pois vários pesquisadores e repórteres se incumbiram de levantar informações e evidências, e chegaram a um entendimento que prevaleceu e se divulgou como realidade dos fatos. Um fato que pesou muito para que se desconfiasse de acobertamento pelo governo foi o fato de Harry Truman, então Presidente dos EUA, seis semanas após o episódio e sob forte pressão do povo americano, haver promulgado um Ato de Segurança Nacional alegando motivos de estado para não divulgar qualquer informação ao público. “A vocês, cidadãos americanos, de nós, o Governo dos Estados Unidos, não precisamos responder essa questão no interesse da segurança nacional”. Mas é claro que a simples declaração de Truman já foi tomada como reconhecimento de que o episódio tinha muito mais coisas a revelar do que o governo gostaria que todos soubessem.

P – E isso foi suficiente para que a opinião pública abandonasse as tentativas de esclarecimento?
R – Na verdade as coisas aconteceram por si e isso nem se fez necessário, pois os avistamentos continuaram acontecendo e até se intensificaram, como num fato ainda mais revelador que ocorreu pouco tempo depois, em 19 de julho de 1952, e obtendo uma repercussão mundial que desta vez não havia como o governo escondê-lo de todos. Nesse dia a capital Washington foi invadida por um número sem precedentes de avistamentos testemunhados ao mesmo tempo por milhares de pessoas, cujas imagens rapidamente se espalharam pelo mundo inteiro. A exemplo do que aconteceu no Brasil em 1989, onde 21 objetos foram avistados ao longo de três horas sobrevoando os céus de três estados, lá também os objetos foram captados pelos radares das torres de controle do tráfego aéreo.

P – Como esse acontecimento agora tão evidente foi interpretado pela população?
R – Chamou a atenção o farto número de ocorrências e o grande número de registros acumulados no período que se sucedeu à 2ª. Guerra  Mundial, o que despertou para o fato de que poderia haver uma associação entre a bomba atômica lançada sobre o Japão e o aumento dos avistamentos, possivelmente por eventual preocupação de civilizações alienígenas com o potencial de destruição que havíamos atingido. As aparições em massa sobre Washington foram entendidas como uma mensagem do tipo: “Ei, estamos aqui e queremos falar com vocês sobre o que estão fazendo!”. Mas o governo escolheu de novo “se fingir de morto”, e justificou os eventos como fatores atmosféricos raros, mas que não trariam qualquer tipo de ameaça ao país, apesar de se repetirem por duas semanas consecutivas e dos objetos terem sido perseguidos por caças da USAF sem o menor êxito, pois que os objetos se afastavam em velocidade muito maior quando os jatos se aproximavam, tendo sido o fato noticiado em todos os jornais mundo afora. A mídia americana enfatizava que o espaço aéreo de Washington ficara tão repleto de OVNIS que só faltou pousarem no gramado da Casa Branca para o governo assumir que não se tratava de um caso de histeria coletiva.

P – E conseguiram seu intento?

R – Tudo indica que não conseguiram convencer ninguém, pois as pressões continuaram num grau tão elevado que, no mesmo ano, o governo decidiu criar o Projeto Blue Book para apaziguar a opinião pública sobre o estado alterado de ânimo – ou de pânico – que parecia prestes a se materializar. Supostamente o projeto teria sido criado para oferecer respostas sobre todo e qualquer tipo de fenômeno aéreo não compreendido pela população, mas na prática demonstrou ser uma tentativa de fazer justamente o contrário, pois frustrou a todos com a maioria dos casos relatados sendo arquivados sem qualquer solução, ou então declarados como fenômenos atmosféricos naturais, atribuindo a fraudes a maior parte deles, e alguns poucos como “não elucidados” durante as pesquisas por falta de evidências. Ficou nítido, ao final de algum tempo, que o projeto não passara de uma desculpa do governo para fingir interesse e simular que estivera fazendo alguma coisa a respeito. 

Se algo do que leu despertou-lhe o desejo de perguntar algo ou colocar sua própria opinião a respeito, 
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que prometo responder tão breve quanto possível. 

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