O fenômeno OVNI e hipóteses sobre inteligência extraterrestre - IX #10 S.IX/X

 






PARTE IX

Quando uma evidência não encontra argumentos para ser negada, apesar de seus críticos.



Diz-se que até se pode rejeitar a ideia de teorias que durante todos os momentos da história surgem e desaparecem por efeito de alguns eventos associados a elas, ocupando a mídia durante um tempo e depois não se ouvindo mais falar dela por conta de algum modismo. Mas quando elas persistem, apesar de todo tipo de contestação e argumentos contrários, há que se pensar que haja um motivo mais relevante para isso.


P – Retornando às hipóteses existentes para as visitas de extraterrenos ao planeta, tem alguma outra tão relevante quanto as já apresentadas?
R – Existe outra de que eles não seriam legitimamente “alienígenas”, mas a mesma espécie humana que habitou a Terra milhões de anos atrás, e depois teriam se mudado daqui para um outro planeta distante, por alguma razão que não se sabe, mas que nunca teriam deixado de considera-la como seu lugar de origem. Ao retornarem aqui, nos primórdios da nossa pré-história, puderam encontra-la recuperada do cataclisma que teria dado causa para sua saída milhares de anos antes, e se propuseram a prepara-la para a reintegração da espécie, agora separada em locais distantes e mais ainda por um abismo de conhecimento que acumularam e nós não, em função do recomeço por que passamos. E foi quando escolheram uma das espécies animais encontradas ao retornarem para plantar seus genes neles e transformá-los nos primeiros espécimens de uma futura civilização reintegrada à nossa, e desde então vêm fazendo visitas periódicas ao planeta para acelerar o processo, promovendo experiências genéticas de aperfeiçoamento da espécie, nas suas diferentes fases de evolução. Isso explicaria os constantes relatos de experiências genéticas conosco, nos casos de abduções para fins científicos.

P – Interessante, apesar de mostrar diversos pontos em comum com as anteriores.
R – Sim. Esta hipótese defende a ideia de que, embora bem evoluídos em relação àquele momento inicial da modificação dos genes pré-humanos, o homo sapiens em que nos transformamos ainda não atingiu o ponto de avanço civilizatório necessário para se constituírem numa única raça conosco, possibilitando o processo de “reintegração” que pretenderiam, já que retornamos a um estágio de atraso muito grande em relação ao que eles se encontram. Assim precisaríamos deles para “retomar o nível de equiparação genética e cultural” para que sejamos novamente partes da mesma raça. Não necessariamente em número de indivíduos, mas enquanto continuidade das futuras gerações deles, que na realidade seríamos nós em estágio bem mais avançado que o de hoje. Essa hipótese considera a ideia de que esses seres não se tratem apenas de viajantes do espaço interplanetário, mas viajantes do tempo, que podem transitar entre momentos do futuro, onde se encontram, e do passado onde estiveram antes.

P – Então ela traria em si este diferencial em nível de complexidade para o entendimento que temos.
R – Correto. De todas sobre as que me debrucei, esta foi a que se me apresentou como a de mais difícil compreensão para meus conhecimentos de estudante leigo do tema desde a infância, quando senti despertada a curiosidade para entendê-lo, até quando busquei aprofundar sua compreensão. Mas o próprio Einstein, na década de 1950, já demonstrava evidências da possibilidade de viagens nesse binômio espaço-tempo, que deu sustentação para sua maior obra, a Teoria da Relatividade. O que posso dizer é que se trata de algo avançado demais para minha compreensão, no universo do que pude acumular de conhecimento até aqui. Mas se olhasse esse fato como um obstáculo para aceita-la me veria repetindo a postura de me fechar para o novo – como tantos o fazem – apenas pelo fato de que não consigo alcançar esse entendimento dentro dos meus parâmetros de conhecimento, nos moldes que qualquer pessoa não aberta para descobertas o faria. Assim, prefiro considera-la como uma hipótese ainda não explorada, pura e simplesmente, e buscar mais dados para talvez um dia avançar em meu grau de compreensão do fenômeno, que ainda considero incipiente e bastante primário.

P – Gostaria que voltasse a abordar o fenômeno das abduções e seu paralelo com algumas crenças humanas, pode ser?
R – Evidente que sim. O fenômeno das abduções é uma das narrativas que mais apavoram as pessoas quando se fala de contatos de extraterrestres com humanos pela possibilidade de todos se virem como “vítimas” desses sequestros para fins desconhecidos, como nos milhares de relatos checados e tidos como verdadeiros nos meios especializados, ainda que muita gente ainda se mantenha cética quanto a veracidade desses fatos. Mas a questão é: seria possível que todos os casos de abduções não passariam de farsas? É óbvio que existe muita mistificação e “fake news” por trás de muitos desses relatos, ou até da maioria por diferentes causas, e até por não se saber distingui-los de situações não elucidadas mas que nada possuam de extranatural. Mas daí a sugerir que todas as estórias se tratem de farsa já vai uma grande distância, já que se mostram coincidentes entre si em inúmeros fatos incontestáveis que ocorreram em momentos diferentes da história com o mesmo modus operandi.

P – E quais seriam as principais características a que você se refere como “modus operandi”?
R – É muito comum dos eventos serem  protagonizados por pessoas de locais distantes que nunca tomaram conhecimento umas das outras e que repetem situações idênticas. Daí que não poderiam se tratar de meras coincidências, razão porque costumam ser estudadas com mais rigor por pesquisadores do fenômeno e em inúmeros casos reconhecidos como verídicos por eles, como foi o caso de Antônio Villas Boas, no Brasil, e o de Giovanna Podda, na Itália, que ocupam lugar de destaque entre os casos mais célebres dos fenômenos ufológicos mundiais, tendo recebido inclusive reconhecimento como casos inequívocos de cruzamento genético por extraterrestres em plano dos mais realísticos de que se tem notícia.

P – E no que diz respeito à relação de abduções históricas ou mitológicas com esses casos recentes já tidos como reais?
R – Percebe-se uma profunda identificação no modus operandi desses casos mais recentes com os relatos de arrebatamentos de humanos por divindades nos tempos antigos, bem como os atribuídos a divindades mitológicas e passagens bíblicas. Apresentam ainda forte relação com o de mulheres vistas como “bruxas” na idade média, que teriam dado à luz crianças que o clero da inquisição considerava como sendo “os filhos do diabo”. É voz comum no meio científico que tais eventos sugerem um programa de cruzamento genético levado a efeito por esses seres do espaço com pessoas comuns escolhidas dentre tantas do nosso planeta. Inúmeros episódios com as mesmas características se encontram presentes na bíblia e em outros livros sagrados, incluindo as mitologias grega e romana, sugerindo que se tratariam de casos de abduções relatadas à luz do conhecimento vigente na época em que foram escritos, o que remete ao consenso de que tais experiências acontecem desde momentos bastante remotos na história da humanidade.

P – Poderia mencionar algum exemplo desses registros históricos, para efeito de comparação?
R – Certamente. Num dos chamados “apócrifos da bíblia” pode ser encontrado o Primeiro Livro de Enoque, que fala de um episódio conhecido como “Enoque e os 200 anjos”. Esse livro foi retirado da bíblia que chegou até nossos dias, integrando o grupo dos proscritos da bíblia – ou apócrifos – periodicamente realizado por efeito de  concílio papal que reúne os cardeais da cúpula católica do Vaticano, quando concluem que algumas informações contidas nas escrituras não deveriam continuar sendo levadas aos fiéis. O de Enoque, especificamente, teria sido escrito 200 anos antes de Cristo, e removido da bíblia apenas no século 4 da era cristã. O motivo de sua retirada seria a controvérsia promovida pelo relato de que 200 anjos teriam desafiado as ordens de Deus para descer à Terra e fazer sexo com mulheres humanas, relato tomado como real pelos cristãos da época, fazendo menção inclusive que esses “estupros angelicais” teriam resultado em filhos híbridos entre os “anjos caídos” e as mulheres com quem mantiveram relações. Conta-se que teria sido esse o controvertido ponto que teria dado origem à polêmica que levou o Conselho de Cardeais a decidir pela retirada do livro da Bíblia que chegou até nós, pois não havia argumentação para justificar como seres angelicais, teoricamente assexuados, poderiam procriar através do coito com mulheres humanas.

P – Sem dúvida que a supressão do capítulo faz bastante sentido.
R – Esse fato que cuida do livro de Enoque reforça a tese dos pesquisadores de que se trataria apenas de mais um relato de abduções de mulheres humanas por visitantes espaciais para efeito de experiências genéticas entre nossas respectivas raças. Essas experiências aconteceriam tanto entre seres do sexo masculino com mulheres terrestres quanto de mulheres alienígenas com homens da Terra, como no caso de Antônio Villas Boas no Brasil, em 1957, que ganhou repercussão mundial, e que deram origem à lenda dos “incubus” e “súcubus” no universo das crenças históricas. No caso de Villas Boas, o que pesou bastante no aval de legitimidade que obteve por parte da comunidade científica veio por conta de ter sido um caso pioneiro em nosso século protagonizado por um homem do campo, sem instrução alguma nem recursos de comunicação, e numa época em que nem se falava de coisas do tipo, concluindo-se portanto que ele não poderia ter inventado tantos detalhes sobre coisas que não teria meios de conhecer se não as tivesse realmente vivenciado.

P – E o de Giovanna, que também obteve grande repercução?
R – Esse talvez tenha sido um dos mais documentados, após ter sido exaustivamente explorado pela TV Italiana em uma sequência significativa de episódios, onde a moça relata suas experiências desde o primeiro contato com alienígenas, aos 4 anos de idade, e que a partir de então eles a teriam abduzido seguidas vezes até a vida adulta para efeito de inúmeras experiências genéticas. O fato mais impressionante é de que ela teria engravidado 18 vezes durante os contatos, com os embriões retirados pelos seres do espaço (veja detalhes em http://www.assombrado.com.br/2014/01/o-incrivel-caso-de-giovanna-podda.html)Não se tem argumentos para  duvidar de um fato como esse, que reúne tantos elementos passíveis de serem facilmente comprovados através de exames clínicos, apenas por uma questão de ceticismo em relação ao assunto.

P – E suponho que esse caso não seja isolado nos anais da ufologia, pelo que você está afirmando.
R – Com certeza não! O caso de Giovanna não é único nem se pode considera-lo incomum nos meios ufológicos, revelando-se apenas como um dos mais documentados e ter sido submetido a um crivo enorme de testes e à análise de especialistas de todas as áreas com alguma relação científica ao fenômeno, que constataram diversos implantes pelo seu corpo, supostamente para que pudesse ser permanentemente acompanhada pelos extraterrestres, nos mesmos moldes em que hoje se monitora sinais de um celular por GPS.

Enfim, como já dizia Shakespeare em sua época, “existe muito mais coisas entre o céu e a terra do que sonha a nossa vã filosofia”, e recusar-se a admiti-las apenas por receio de contrariar o “status quo” não se apresenta como a opção mais inteligente.



O principal objetivo aqui não é apresentar verdades prontas, mas discutir o tema para se chegar a hipóteses que agreguem entendimento. Se o que leu despertou-lhe o desejo de perguntar algo ou colocar sua própria opinião a respeito, use livremente o espaço de comentários para formulá-la ou a envie pelo endereço luizroberto.bodstein@gmail.com, que prometo responder tão breve quanto possível. 

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