O fenômeno OVNI e hipóteses sobre inteligência extraterrestre - Parte I #2 S.I/X

 


                                   


Qualquer narrativa que aborde vida extraterrestre e, principalmente, inteligência alienígena já chega cercada de muito descrédito por conta das muitas fraudes, forte resistência por parte dos incrédulos ou, no mínimo, indiferença por parte de muitos que não veem nele nada além de um tema de ficção científica que mereça maior importância do que qualquer filme do gênero, ou até menos pelo fato do conteúdo não ter sido criado com todos aqueles efeitos  especiais que despertam o interesse do telespectador. 

O teste pode ser feito pela simples observação do público que frequenta espaços dedicados à Ufologia. Além de oficialmente tida como pseudo ciência, em termos práticos a expressão sequer costuma representar o público que, por definição, deveria reunir.  Como se sabe, a expressão "Ufologia" vem de UFO + Logia, que se traduz por "estudo de objetos voadores não identificados", mas o que a realidade efetivamente nos revela é algo muito diferente da ideia transmitida pela palavra: 99% dos que frequentam tais espaços de discussão o fazem por motivações bem distanciadas dessa proposta. Eles costumam reunir um volume significativo de curiosos, um outro maior ainda de gente querendo apenas relacionar-se, bater papo e se distrair, e um terceiro grupo que se propõe tão somente a fazer chacota dos objetivos de todos os demais. Seria um exagero? Pois o segundo teste seria pesquisar quantos integrantes do seu grupo, por exemplo, abririam um texto como este e levariam a leitura até o ponto em que você o leu. Nada melhor do que um texto com mais de duas linhas para tirar todas as suas dúvidas. Contribuindo ainda para que a maioria não dê qualquer importância ao assunto têm-se hoje uma mídia colocada à disposição de qualquer pessoa que o explora como um espetáculo de consumo qualquer, ou até como objeto de zombaria pela propagação de vídeos de todo tipo que não apenas tratam de desmistifica-lo como se propõem a situar o tema no plano do ridículo. 

Mas isso já seria suficiente para que não se levasse a sério nada que se relacione ao tema? Se assim fosse, por que então cientistas de renome ao redor do mundo e governos de tantos países vem se preocupando há tempos com ele nos bastidores, e até investindo em projetos caríssimos para pesquisar o fenômeno? Essa é uma pergunta para a qual muito poucos possuem a resposta. Dentre tantos fatores desfavoráveis, de vez em quando aparece algo que foge a essa regra, trazendo elementos que forçam qualquer cérebro minimamente inteligente a refletir sobre uma possibilidade, que seja, de se ter algo crível e sério por trás de todo o espetáculo circense que se cria em torno do polêmico tema. Há pouco tempo tive acesso a um longo documentário em um canal entitulado "Zombienati" com uma abordagem bastante completa sobre tudo o que já se reuniu de concreto ao longo dos tempos, bem como das pesquisas científicas mais consistentes que se conhece sobre o assunto e seu paralelo com fatos conhecidos desde os primórdios da história humana. Por algum motivo foi retirado do ar algum tempo depois, mas prevendo-o eu havia feito um apanhado do que ele mostrava, resumindo-o em forma de perguntas e respostas para facilitar sua compreensão. O que se tem a dizer sobre ele é que, superada a resistência inicial dos que estão cansados das mistificações e zombarias sobre o assunto, no mínimo surpreende pela linha absolutamente confiável dos dados apresentados, e do paralelo com milhares de fatos de domínio público, histórica e cientificamente falando, que já receberam o aval de autoridades com elevado grau de credibilidade. Segue o dito questionário sobre aspectos mostrados no filme:

"Para quem acredita, nenhum argumento é necessário;
   para quem não acredita, nenhuma evidência é suficiente."
                                                         Luiz R. Bodstein

P – O que se tem de concreto sobre a pirâmide localizada sob as geleiras da antártica?
R – O documentário levanta alguns fatos bastante interessantes a partir da descoberta da pirâmide por Joseph White, um especialista em imagens por satélite cujo trabalho é analisar qualquer conteúdo proveniente das fotos enviadas do espaço. Segundo ele a imagem captada da órbita da terra mostra uma pirâmide com formas perfeitamente geométricas que seria praticamente impossível ser resultado de um processo natural, pois que as rochas geológicas não possuem esse aspecto tão preciso.

P – Como ele chegou a conclusão de que se trate de algo projetado por uma inteligência alienígena?
R – Como pesquisador e homem da ciência, não cabe a ele fazer tal afirmação, mas tão somente demonstrar as características do que analisa, e levantar dados sobre sua origem natural ou artificial. No caso da pirâmide da foto, as formas, segundo ele, eram precisas demais para uma formação puramente geológica, razão pela qual sugere ter sido construída de forma inteligente.

P – E por que sua descoberta teria sido associada a ação de uma inteligência extraterrena? Não poderia ser decorrente da ação de uma civilização antiga do nosso próprio planeta, a exemplo dos astecas, incas e maias que também se dedicaram a construção de pirâmides?
R – A afirmação não partiu de White, que não é seu papel, mas dos que depois dele analisaram as imagens. A ciência estima em 12 mil anos o tempo que a Antártida esteja coberta por gelo, mas se localizou recentemente documentos antigos que levantaram muitos questionamentos sobre essa realidade e se as geleiras teriam bem mais recentemente soterrado uma civilização adiantada que estivera ali por muito tempo. Esses documentos, datados de 1513, mostravam um mapa preciso de toda a região coberta hoje pelo gelo, e fora desenhado dentro de padrões avançadíssimos de trigonometria esférica ainda desconhecida e muito superior à do século de origem do documento (http://www.instigatorium.com/misterio-mapa-piri-reis-de-1513-mostra-a-antartida-sem-gelo/). 

P – O que há de tão diferente nesse mapa e por que ele suscitou tanta curiosidade no meio científico?
R – O mais inusitado do mapa é que ele só poderia ter sido desenhado por um observador posicionado, no mínimo, a 130 quilômetros de altura, ou seja, acima da atmosfera terrestre, que é de 120km. Desses, temos oxigênio apenas nos 10 primeiros quilômetros; acima disso e até os 50km, temos a estratosfera, a camada de nitrogênio, onde o homem já não encontra ar para respirar. Acima dos 80km não existem mais gases, respiráveis ou não, e a ciência coloca a marca dos 120km como limite para a chamada atmosfera, que reúne as camadas de troposfera, estratosfera, mesosfera e termosfera, que é a área de atrito. Daí porque os satélites de comunicação ficam posicionados acima dos 120km, pois que senão perderiam velocidade e cairiam, entrando em combustão.

P – O mistério que o envolve aponta para uma possibilidade que foge à lógica da ciência conhecida?
R – O enigma se torna mais intrigante por conta da altura necessária e de recursos topográficos para desenhar um mapa desse tipo nos anos de 1500, época das grandes navegações e do descobrimento do Brasil, a partir da premissa de que a área que ele mostra precisaria ter sido observada do espaço para retratar um continente gelado que foi descoberto apenas 300 anos depois, em 1820. Daí levantar-se a tese de que o mapa foi ditado por uma inteligência que àquela época já poderia observar a Terra à distância, e em algum tipo de engenho em que o vácuo do espaço não fosse um problema.

P – Quais fatos reforçaram esse tese de que a Antártida não foi se transformando em geleira a partir dos últimos 12.000 anos?
R – Há apenas 5 anos atrás, em 2013, foi encontrado na Sibéria um mamute lanoso perfeitamente conservado, fato que vem se repetindo desde a transição para o século XX. O mais surpreendente, porém, é que este animal conservava sangue e músculos íntactos e congelados, tinha comida na boca e vegetais de clima quente em seu estômago, provando que morrera enquanto comia, e fora congelado instantaneamente por algum fator desconhecido, já que passou do movimento à inércia em curtíssimo espaço de tempo, talvez segundos. Não se sabe que tipo de fenômeno atmosférico poderia ter provocado sua morte tão repentina quando ainda estava em movimento. O tipo de alimento do estômago também evidenciava que antes de morrer ele habitava uma região de clima quente, dando a supor que a Antártida ainda não era coberta por gelo. O que teria então promovido essa mudança climática tão devastadora de um momento para o outro sobre um continente de tamanho tal que precisaria de milhares de anos para que todas aquelas geleiras se formassem? Teria sido algum tipo de cataclisma inexplicável pela ciência? Isso poderia dar pistas de que os habitantes do local o teriam abandonado de um momento para o outro, sem deixar rastros de sua existência?

P – Quais fatos de base científica comprovada foi acrescentada a essa tese de uma Antártida habitada por alguma inteligência desconhecida?
R – Entre diversas outras, uma das mais conhecidas foi a descoberta por dois exploradores ingleses de pegadas semelhantes ao pé humano, mas de tamanho duas vezes maior, seguindo por mais de um quilômetro, o que deu origem à lenda do Yeti, também chamado de “Pé Grande” ou “abominável homem das neves”. Ela diferia das de um primata ou de um urso polar por não ter semelhança com uma pata nem com a de um primata, que mostra aquele polegar preênsil que possuímos nas mãos e os macacos possuem também nos membros inferiores (veja aos 09:50 minutos do documentário). A descoberta, com existência dos seres inclusive reconhecida oficialmente pelo governo do Nepal, levantou hipóteses sobre supostos habitantes desconhecidos do continente gelado que viveriam escondidos no local, fato esse que remeteu à de uma espécie do espaço sideral que ali se ocultariam por se tratar de uma região isolada.

P – Sabe-se da ocorrência de mais eventos célebres ocorridos na Antártida anteriores a do Pé Grande, de 1960. Teriam sido reais, como se fala?

R – Sim. Duas grandes operações históricas realizadas por ocasião da segunda guerra mundial, movimentando um aparato enorme de tropas em missão oficial levada a efeito tanto pela Alemanha nazista quanto pelos Estados Unidos durante e logo após a guerra (mostrada a partir dos 19 minutos do documentário). Trata-se uma da operação Neuschwabenland deflagrada por Hitler, com sua enigmática Base 211, que ele determinou fosse construída na Antártida, para atender suas pretenções de ampliar o domínio do império nazista no mundo (veja em https://pt.wikipedia.org/wiki/Nova_Su%C3%A1bia), e a outra a Operação Highjump realizada pelos Estados Unidos em 1946, um ano após a rendição dos alemães, que deu término à grande guerraÉ fato público e notório a obsessão de Hitler por supostas tecnologias alienígenas que ele pretendia copiar para atender suas pretensões de dominação mundial, tendo chegado a construir, inclusive, aeronaves de alta tecnologia semelhantes a discos voadores. Só não se sabe de onde surgiu sua motivação, daí porque há uma tendência de associá-la à expedição na Antártida.

P – O que os dois países alegaram como justificativa para suas operações?
R – A expedição alemã ocorrida entre 1939 e 1941, durante pleno período de guerra, foi supostamente justificada pela busca de lugares propícios para a caça às baleias e ampliação do território alemão na Antártida, além de estudar a possibilidade de instalar bases navais no Atlântico Sul e no Oceano Índico. Já a americana foi noticiada como de treinamento para prevenir novas ameaças como a instalação dos alemães no continente gelado tentada pouco antes por Hitler. No entanto, devido ao grande aparato militar movimentado para a operação, que envolveu 4.700 soldados em uniforme de batalha, 13 navios, um porta-aviões, um submarino nuclear e dois destróiers, muitos governos acreditam que a Operação Highjump foi tudo, menos uma missão de treinamento, diante da logística e do custo astronômico efetuado para movimentar esse arsenal bélico todo para uma região tão inóspita, principalmente por conta de sua conclusão totalmente inusitada: a Operação Highjump curiosamente foi dada por concluída seis meses antes do esperado e sem maiores explicações.

P – Houve desdobramentos conhecidos após as duas mega-operações?
R – Sim. O comandante da Highjump, Almirante Byrd, fez uma declaração polêmica ao ser entrevistado em fevereiro de 1947 pelo Serviço Internacional de Notícias. Disse ele do que testemunhou na Antártida: ”Estamos atravessando a pequena serra antes de prosseguir para o norte da melhor forma, além da faixa de montanha que parece ser um vale com um pequeno riacho que atravessa a parte central. Algo está definitivamente errado e anormal aqui: devíamos ver gelo e neve. A bombordo são grandes florestas que crescem nas encostas das montanhas. Nossos instrumentos de navegação ainda estão girando, o giroscópio está oscilando para trás e para a frente sem controle”. E apenas um mês depois o jornal chileno El Mercurio noticiou: “O Almirante Byrd declarou hoje que era imperativo para o Estados Unidos adotar medidas imediatas de defesa contra regiões hostis. Afirmou ainda que ele “não queria assustar ninguém, mas que era uma amarga realidade o fato de que os Estados Unidos poderiam ser atacados por objetos voadores que podiam voar do polo norte ao polo sul a velocidades incríveis”.

P – Pode-se admitir que o Almirante Byrd estivesse apenas buscando promoção para sua ação?
R – O Almirante Byrd reafirmou pontos de vista resultantes de seu conhecimento pessoal reunidos nos polos norte e sul antes de uma coletiva de imprensa realizada ao Serviço Internacional de Notícias”. Difícil acreditar que um oficial de sua patente tomasse tal atitude comprometendo todo o seu futuro de militar nas forças armadas se não estivesse convicto do que afirmava. Suas polêmicas declarações como comandante da missão tiveram ainda um agravante factual e incontestável: o enorme aparato enviado à Antártida teria retornado com enorme perda de navios e aviões atingidos por forças desconhecidas que deixaram as tropas em pânico, e isso não tinha como ser desmentido.

P – Esse episódio de abortamento prematuro da missão teve algum outro paralelo ou precedente?
R – A interrupção prematura da operação Highjump viria anos depois a ser comparada à da Apollo 13, que seguia para a lua e precisou ser abortada em curso por revelação da tripulação de que estariam sendo seguidos de perto por um OVNI, após o que ocorreu uma explosão que quase resultou na morte dos astronautas. O ponto comum é que apenas a pane no Odissey foi oficialmente reconhecida e divulgada pelo governo, com todos os detalhes divulgados pela tripulação somente anos depois do ocorrido.  


O principal objetivo aqui não é apresentar verdades prontas, mas discutir o tema para se chegar a hipóteses que agreguem entendimento. Se o que leu despertou-lhe o desejo de perguntar algo ou colocar sua própria opinião a respeito, use livremente o espaço de comentários para formulá-la ou a envie pelo endereço luizroberto.bodstein@gmail.com, que prometo responder tão breve quanto possível. 

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