Se não há como negar, como é que fica?

 







Em decisão inédita, Exército dos EUA firma parceria com empresa privada em projeto de pesquisa de "artefatos exóticos", e isso levanta uma série de especulações a respeito do que virá a seguir.  As razões para a decisão, a natureza das pesquisas e os objetivos dessa PPP surpreendente para os padrões americanos é o que estaremos discutindo aqui, na tentativa de entender o fato histórico que pode mudar tudo o que sabemos sobre vida inteligente e sua provável existência em outros sistemas.



     Considerado como um dos governos mais fechados do planeta para revelações tidas como "sensíveis" para a segurança nacional, o exército americano acaba de tornar pública uma decisão inusitada de parceria em um projeto de pesquisa de artefatos chamados de "exóticos" por não possuir referencial à luz de nosso conhecimento para explicar sua origem. Se a notícia surpreendeu até mesmo o público mais aberto ao fenômeno da inteligência extraterrestre, imagine-se como os céticos sobre o assunto estarão vendo os acontecimentos desde que fatos incontestáveis começaram a vir a público há poucas semanas, que não apenas não tiveram resistência - como era de hábito - como até foram confirmados pelos militares do país mais poderoso do mundo. 

A ORIGEM - Pode-se dizer que o marco divisório mais perceptível entre o longo período de sete décadas de acobertamento  e a abertura a que estamos assistindo agora foi o reconhecimento pelo alto comando da Marinha americana dos três vídeos que vieram recentemente a público exibindo o estranho comportamento de objetos não identificados, filmados por seus pilotos de caças em pleno voo e captados tanto por seus radares quanto visualmente pelos militares. Os fenômenos foram gravados entre 2004 e 2015 pelos próprios pilotos da marinha durante seus voos, e trazidos a público recentemente, com sua autenticidade confirmada pela Marinha em abril deste ano. 
Se já seria difícil aceitar tal abertura dos militares das duas forças por conta de pressão da comunidade científica, o que deixou o mundo todo de queixo caído foi ter a iniciativa partido de um integrante de uma banda de funk e rock escrachado. Isso mesmo: o atual CEO da empresa com quem o exército americano firmou o convênio da pesquisa é, nada mais nada menos, do que Tom DeLonge, ex-vocalista da Blink-182. Apaixonado por OVNIs, o músico trocou a banda em 2017 pela pesquisa ufológica e fundou a TTSA - To The Stars Academy of Arts and Science, que já começou pelo topo, dobrando a quase inflexível resistência americana para um programa de pesquisa como o Adam Project, voltado para desvendar o mistério em torno de artefatos de origem desconhecida. 

O MOTIVO - Mas se alguém imaginar que isso se deveu ao magnetismo pessoal do roqueiro vai concluir que teve muito mais coisas envolvendo esse acordo do que propriamente seu carisma. É claro que o dinheiro dele pelo sucesso da banda junto ao público ajudou bastante, mas teve muito mais a ver com a inteligência de que lançou mão para organizar sua empresa do que a grana que usou para fundá-la. O primeiro passo foi o staff que ele montou, envolvendo gente de peso em sua equipe de pesquisadores, a começar pela escolha de seu Diretor de Segurança Global e Programas Especiais, cargo esse que ele entregou a ninguém menos que o ex-Vice Secretario de Defesa do Pentágono, simplesmente o terceiro homem mais poderoso da CIA, Luis Elizondo. Este já vinha de um histórico de denúncias desde que deixara seu cargo oficial, dedicando-se enfaticamente à causa da revelação do fenômeno UFO, mantido a sete chaves pelo governo americano. Em seguida DeLonge partiu para a contratação de cientistas de renome, ex-integrantes da Agência de Inteligência do governo, do Pentágono e da NASA, além de ex-integrantes das próprias forças armadas que discordavam de sua política de acobertamento. 
O ex-vocalista inteligentemente foi atrás da nata governamental que detinha todo o conhecimento que ele precisava para trazer todos os fatos à público, e isso mudou totalmente o rumo da história, pois que não tinha o público comum de um lado e o governo de outro, mas o governo colocado em cheque por ex-agentes do próprio governo, os caras que detinham o conhecimento sobre tudo o que acontecia nos bastidores, e com credibilidade para jogar tudo no ventilador de uma única vez, sem que os militares tivessem como evitar. DeLonge não pensou apenas no conhecimento e na competência desses homens escolhidos a dedo por ele, mas também no respeito e notoriedade de que desfrutavam, pois que isso lhes serviria como sua maior garantia até de sua segurança e de suas famílias. Quem diria... Um simples homem do povo, um ex-vocalista, conseguindo mais do que muita gente poderosa da comunidade científica vem tentando há tanto tempo e nunca chegou nem perto de conseguir! De uma tacada só ele conseguiu o reconhecimento do fenômeno pela Marinha americana, e agora foi mais além, firmando um convênio científico de investigação com ajuda do próprio exército. 

O COMPROMISSO DAS PARTES - De acordo com o contrato de cooperação técnica firmado entre a TTSA e o exército americano, caberá a este disponibilizar uma equipe de especialistas militares da US Army Corps of Engeneers no apoio às pesquisas, entre laboratórios, equipamentos e equipe técnica auxiliar, envolvendo 750.000 dólares em equipamentos e serviços, e a TTSA se compromete com a contrapartida de repassar aos militares toda tecnologia desenvolvida que se mostre útil ao exército. 

ENTENDENDO A LÓGICA - É claro que esse acordo de cooperação entre o exército e a TTSA não aconteceu por mera generosidade e espírito público dos militares. Ainda que o acordo se mostre altamente satisfatório para ambas as partes, os militares não tiveram muita opção. Se eles não concordassem tudo seria feito da mesma forma, e as forças armadas da maior potência do planeta se veriam "de calças curtas" e vendidas diante da visão empreendedora do ex-vocalista e agora Presidente da TTSA, que não deu um único passo em falso, contrariando todas as perspectivas e o preconceito de quem acredita faltar inteligência a alguém envolvido com funk e rock numa banda popular. Ele foi direto ao ponto, procurando as pessoas certas e ocorrências que não haviam como ser contestadas. No evento dos três vídeos, por exemplo, ele simplesmente obteve o depoimento - sob sigilo - de pilotos dos caças envolvidos no episódio. Luis Elizondo colocou os depoimentos num documentário do History Channel sob o título "OVNIs - Investigação Secreta", atualmente disponível no YouTube em três partes, e isso forçou a Marinha a declarar sua legitimidade (sem o que levantariam muitos questionamentos, é evidente!). O passo seguinte foi dar uma entrevista ao New York Times, em setembro último, de que a TTSA está de posse de sete artefatos de origem desconhecida obtidos com autoridades envolvidas em diversas ocorrências ufológicas, a mais antiga de Roswell, em 1947, e fornecida pelo neto de um dos militares que lá esteve em missão de recolhimento dos destroços do Novo México. Esses artefatos foram examinados por cientistas respeitados, que constataram se tratarem de ligas desconhecidas pela nossa ciência constituídas por elementos como Zinco, Magnésio, Bismuto e Alumínio. No de Roswell constatou-se na década de 1990 uma liga de Alumínio e Bismuto com espessura inferior a de um fio de cabelo humano, algo que ainda nossa tecnologia está longe de obter. Muito menos ainda se pensarmos num episódio ocorrido em 1947, quando o artefato foi recolhido e, evidentemente, guardado em segredo por um dos militares que o testemunharam, a que Elizondo teve acesso.

         Diante de fatos tão incontestáveis, como esperar que a "Glasnost" (transparência, em russo) dos militares de agora seja vista como espontânea. Claro está que a "Perestroika" a que estamos assistindo, tentando imitar a reestruturação russa que deu fim à Guerra Fria, está longe de ter sido motivada pelo espírito mais aberto dos militares americanos, mas simplesmente porque não tiveram outra escolha. 

            O objetivo do contrato de colaboração técnica prevê a análise e divulgação dos tais "objetos exóticos" conhecidos como "metamateriais", que define tudo o que é produzido artificialmente com matérias não encontráveis na natureza, só sendo possível obtê-los através de produção inteligente e com uso de tecnologia de ponta. No caso deste contrato em especial, tal "tecnologia de ponta" ainda permanece desconhecida do homem moderno, pois que exige manipulação em escala microscópica que ainda não dominamos. No entanto o artefato encontrado em 1947 já a revelava ao mundo restrito dos militares, e que agora vem a público através da TTSA. Alguém precisa de mais argumentos para este momento de tão "simpática abertura" por parte do alto comando do exército dos EUA?

                   O importante é que, de forma espontânea ou forçada, estamos vivendo a era das revelações, e quem não acreditava que isso um dia aconteceria que se prepare porque vem muito mais por aí. O Vaticano que o diga, e este, sim, está ocorrendo de forma gradativa e espontânea, desde a revelação dos contatos imediatos de João XXIII. Por trás de tudo isso está a coragem de gente como Tom DeLonge, e de figuras de projeção como Luis Elizondo, que já deixaram seu nome na história humana, que será contada ao longo dos próximos séculos junto com outras personalidades de peso como a reporter investigativa Linda Moulton Howe (ganhadora de um Emmy regional), de físicos como Bob Lazar, e muitos outros proeminentes pesquisadores e de seu apego à verdade. 

                         Todas essas pessoas são responsáveis por termos hoje o ADAM Research Project sendo tocado pelo exército da maior potência do mundo em parceria com a TTSA, que se auto define como "uma empresa de utilidade pública para promover a compreensão pela sociedade sobre fenômenos científicos e suas implicações tecnológicas". E é verdade: não se trata apenas do reconhecimento por autoridades e divulgação pública da existência de vida extraterrestre, mas pelo boicote que se faz de todo o conhecimento que poderia estar sendo revertido para o benefício da humanidade, e sobre o qual os governos acreditam terem direito de decidir quando - ou se - poderemos ter acesso a ele. A TTSA chega respaldada por gente de grosso calibre nas áreas da ciência física, molecular, química e nuclear. Tanto que os militares se dobraram diante dessa evidência e hoje trabalham no projeto. Inteligentemente concluíram que "se não podem com eles, melhor se juntarem a eles", ou se veriam vendidos na história toda diante da perda de um controle que já se mostrava impossível de ser mantido. 

                        Estamos vivendo um momento único, em que a humanidade cruza o portal para novos tempos hoje surpreendentes mas,  muito em breve,  integrando nosso dia a dia, e muito provavelmente ombro a ombro com muitos irmãos de outras galáxias. 


Fontes:

Centros de Pesquisas Globais de Fenômenos Aéreos não Identificados (UAP)
TTSA-To The Stars Academy of Arts and Science:





O principal objetivo aqui não é apresentar verdades prontas, mas discutir o tema para se chegar a hipóteses que agreguem entendimento. Se o que leu despertou-lhe o desejo de perguntar algo ou colocar sua própria opinião a respeito, use livremente o espaço de comentários para formulá-la ou a envie pelo endereço luizroberto.bodstein@gmail.com, que prometo responder tão breve quanto possível. 

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