Diálogo inteligente entre mundos distantes #14

 


Caso se desejasse simplesmente ignorar todo e qualquer caso, dentre as centenas de milhares relatados ou documentados, de contatos de 1º. a 4º. grau com supostos extraterrestres, ou seja, do simples avistamento de OVNIs a grande distância até sequestros de pessoas por seres que os conduziriam ao desconhecido – fenômeno esse conhecido por abdução – ainda assim este documentário  de base científica divulgado pela Netflix daria muitas razões para se refletir sobre a  existência de vida inteligente nos mais remotos locais do espaço exterior.  

Nenhum governo no mundo ignora o fato de que milhares de sinais de rádio são enviados todos os dias ao espaço partindo dos mais diversos pontos do planeta, mesmo não se tendo certeza de que alguém os estaria recebendo em algum recanto longínquo do universo. Pergunta-se ainda se os eventuais receptores estariam tentando responde-los, ou se já o teriam feito inúmeras vezes. Mas pelo menos nestes episódios que iremos abordar parece não haver dúvidas de que esse diálogo já se estabeleceu, pela sequência de fatos envolvidos que não deixam muito espaço para ceticismo, pelo menos no que toca ao aspecto de que não há como atribuí-los a casualidade ou, como é mais comum, a qualquer tipo de fenômeno natural, já que sua origem em algum tipo de vida inteligente extrapola os limites de mera suposição ou um tipo de evidência que poderia ser tomada como não conclusiva.

Carl Sagan e equipe

Buscando sempre reunir o maior número de informações advindas de fontes fidedignas aliadas à uma obsessão pessoal em não disseminar informações de conteúdo duvidoso, fui pesquisar cada um dos fatos citados no documentário de modo a conhecer até onde se mostrariam confiáveis, ou se os dados apresentados conteriam fundamentação científica suficiente para não suscitar o descrédito típico que costuma surgir pelo assunto, começando por mim mesmo. Partindo da premissa de que quando não se encontra resposta para algo minimamente diferenciado o caminho mais inteligente é a dúvida, tenho por hábito  permanecer cético enquanto todo o conjunto de elementos não revele consistência de modo a admiti-lo pelo menos como uma possibilidade de índice superior a zero. A partir deste preâmbulo a título de preparação para as revelações do texto, vamos aos fatos em si:

Em 05 de agosto de 1977 um forte sinal de rádio de banda estreita foi captado pela Big Ear (http://googleweblight.com/i?u=http://pt.gta.wikia.com/wiki/The_Big_Ear&hl=pt-BR) o gigantesco  radiotelescópio da Universidade Estadual de Ohio e um dos mais poderosos do mundo, Ao contrário do que possa parecer – e nos mesmos moldes das ondas curtas de rádio, que atingem distâncias bem maiores que as ondas médias e longas – a banda estreita possui um alcance infinitamente maior do que a banda larga, daí porque largamente utilizada nesse tipo de equipamento. A origem do sinal foi identificado como proveniente da Constelação de Sagitário (https://super.abril.com.br/tecnologia/constelacao-de-sagitario-aponta-para-o-coracao-da-via-lactea/) localizada aproximadamente a 10.000 anos-luz de nosso planeta, onde se identificou todo um conjunto de características – os receptores afirmam que TODAS, até –  de haver partido de alguma fonte inteligente no espaço sideral.

Para quem não tem noção sobre tal distância, um único ano-luz corresponde à distância percorrida em um ano por qualquer objeto que se deslocasse pelo espaço na velocidade da luz, ou seja, a 300.000 quilômetros por segundo. Aquela distância de onde o sinal teria sido enviado, então, é obtida pela multiplicação dos 86.400 segundos de um dia pelos 365 dias do ano (o que resulta nos 31.536.000 segundos do ano) para depois ser multiplicado por 10.000 para conhecer-se a distância em quilômetros do lugar que originou o sinal. Algo em torno de 315.360.000.000 (315 bilhões e 360 milhões) de quilômetros do nosso planeta. 

Mensagem de Arecipo

Diga-se de passagem que o sinal anômalo recebido não foi captado apenas por alguns poucos instantes, como é mais comum, mas se manteve audível de forma contínua por um extenso período  de 72 segundos, o que, como sinal captado por instrumento de alta potência como o radiotelescópio de Porto Rico, possibilita uma audição nítida e clara pelo tempo significativo de um minuto e doze segundos ininterruptamente.  A dita audição não foi constatada ao vivo, mas alguns dias depois pela análise das gravações da imensa antena de escuta espacial realizada pelo astrônomo Jerry R. Ehman (http://www.daviddarling.info/encyclopedia/E/Ehman.html), na época responsável por rever os registros gravados pelo super telescópio espacial de recepção sonora. As análises resultaram na mais surpreendente descoberta científica do gênero proporcionada por equipamentos de alta precisão dessa natureza, e que não deixaram nenhum espaço a dúvidas quanto à sua autenticidade, daí porque considerada a candidata mais forte à constatação de uma mensagem inteligente de origem extraterrestre, jamais recebida até então.

O astrônomo Jerry Ehman, que a identificou, surpreendeu-se com sua descoberta através de uma exclamação em alto e bom tom: “Wow!” (https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Sinal_Wow), que corresponderia ao “Uau!” que se usa por aqui, e que acabou sendo adotada como denominação oficial do inusitado fenômeno sonoro captado pelo supertelescópio e registrado pelo seu sistema de gravação.

Apesar da relevância da descoberta no meio científico, somente em 2012, ou seja, 35 anos depois, que cientistas americanos do Observatório de Arecibo, , localizado na cidade de mesmo nome, (https://googleweblight.com/i?u=https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Radiotelesc%25C3%25B3pio_de_Arecibo&hl=pt-BR),
enviaram uma resposta da humanidade ao mesmo ponto do universo de onde se identificara haver partido a mensagem “Wow” de 1977, contendo 10.000 mensagens do Twitter, na tentativa de uma vida inteligente os detectar e decodificar informações valiosas sobre nossa espécie. O conteúdo continha vídeos de grandes personalidades mundiais e compilações de “tuítes”, adicionando títulos para cada sequência, de modo a que se soubesse que eram intencionais e partidas de outra espécie de vida inteligente por quem o recebesse. Esse sinal ainda segue viajando em direção à Constelação de Sagitário na velocidade da luz, na expectativa de que seja recebido por raças inteligentes interplanetárias bem intencionadas.

Crop Circle de Chilbolton

Tanto o “Wow” quanto essa resposta de 2012 enviada de Arecibo não foram, segundo a comunidade científica mundial, as primeiras mensagens trocadas no espaço sideral, com a expectativa de serem captados por raças diferentes. Sabe-se que em 1974 o conhecido cientista Carl Sagan (https://pt.m.wikipedia.org/wiki/Carl_Sagan) realizou também a primeira transmissão partida do mesmo local, que ficou conhecida como Mensagem de Arecibo, e que foi considerada a mais potente transmissão de rádio já enviada ao espaço pela humanidade até aquele momento, que se mostrou um milhão de vezes mais forte que uma transmissão de TV dos dias atuais. Ela foi direcionada para um aglomerado estelar a 25.000 anos luz da Terra (uma vez e meia a da Wow recebida por Jerry Ehman), na esperança de uma resposta nos mesmos moldes, que mostrava a localização da Terra no sistema solar, alguns princípios básicos de matemática e ciências, informações sobre nossa espécie como nosso código genético e aparência física, além de todas as características que uma civilização alienígena inteligente pudesse entender.

Um fato ocorrido porém em 2001, ou seja, 27 anos depois da 1ª. mensagem de Arecibo, mostrou-se ainda mais surpreendente do que tudo o que já se reunira de informação sobre o assunto até então:  um agroglifo – ou “crop circle” (https://thoth3126.com.br/crop-circle-de-chilbolton-e-a-mensagem-de-arecibo-de-1974/ ) como é conhecido internacionalmente o fenômeno – abalou de forma indelével a comunidade científica nas proximidades do maior observatório científico do Reino Unido, e que abriga seu maior telescópio, o Chilbolton. Para quem não está familiarizado com o fenômeno, o “crop circle” é um desenho de enormes proporções que costuma aparecer de uma hora para outra em grandes plantações de milho ou de trigo. Nesse caso específico de 2001 o desenho no trigo se mostrava quase idêntico à mensagem enviada em 1974, razão pela qual foi tido como um dos agroglifos mais importantes da história, desde que eles começaram a surgir em plantações de todo o planeta, e não foi por acaso: ele apresentava uma mensagem descrevendo um sistema solar desconhecido no Universo e mostrando uma imagem de seu possível remetente, imagem essa acompanhada de um DNA não humano, identificado como de alguma espécie com código genético diferente do nosso.  Sabe-se que esse tipo de desenho de grandes dimensões que surge no meio de um campo isolado, e que na véspera não estava ali, é cercado de desconfiança  quanto a algum tipo de fraude, mesmo que executado em pouquíssimo tempo e sempre de madrugada, e ainda sem interferir na precisão cirúrgica com que desenhos de alta complexidade são produzidos, daí porque geram sempre enorme estranheza. Neste caso específico de 2001 um fato inusitado veio se somar ao já costumeiro assombro gerado pelos agroglifos: ele trazia elementos que afastavam qualquer possibilidade de mistificação, como diversos símbolos científicos relativos a antenas de micro-ondas e outros que, segundo os matemáticos que o examinaram, mostravam  equivalentes decimais do código binário exatamente iguais aos da 1ª. Mensagem de Arecibo, com a diferença de que os números atômicos referentes aos elementos básicos da vida haviam sido alterados. O sílico, elemento atômico de número 14, foi acrescentado na sua sequência exata, ou seja, entre o oxigênio e o fósforo.

Comparando a mensagem de Arecipo com o Crop Circle no campo de trigo

Analisado à luz de todos os aspectos científicos que envolviam o desenho, a informação do “crop circle” encontrado na plantação inglesa se mostrava absolutamente consistente, como uma resposta de alta precisão de fonte extraterrestre praticamente indiscutível. Os cientistas foram unânimes em afirmar com a mais absoluta convicção de que não só se tratou de uma mensagem verdadeira como a de uma resposta por alguma civilização inteligente do universo àquela enviada ao espaço em 1974. A razão de tanta segurança ao afirma-lo partia de uma premissa simples: qualquer pessoa que se propusesse a criar um desenho de tal teor não poderia ser um leigo, ou desconhecedor de formas químicas e matemáticas de alta complexidade. No mínimo teria que ter partido de um cientista especializado em tais assuntos, o que afastaria a possibilidade de ser visto como um mero fraudador de desenhos gigantes para simular visitas alienígenas. Qual o cientista nesse nível que arriscaria sua carreira para realizar esse tipo de fraude?


A isso tudo ainda se somava a compreensão de que todo o conteúdo da mensagem enviada de Arecibo fôra de conhecimento restrito aos cientistas envolvidos, não tendo sido levado ao conhecimento público. De que modo, portanto, o desenho poderia reproduzir suas informações, bem como introduzir nele alterações específicas que remeteriam a uma outra raça de origem desconhecida, que nem mesmo os cientistas saberiam formular? Todos esses fatores levantaram inúmeros questionamentos para que as respostas se encaminhassem para algo explicável apenas em se tratando de alguma inteligência em nível extremamente desenvolvido.

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