A lógica científica e a inteligência extraterrestre #18
A ideia deste texto não é fazer defesa de tese, mas de questionar fatos e fazer uma provocação ao cérebro para um exercício de lógica pura, onde o que menos importa é o convencimento, mas antes levantar questões para as quais alguém que se norteie pela racionalidade não se contentaria em ficar sem resposta ou, pelo menos, sem sair à procura de uma hipótese inteligente que o aproxime dela.
Pra começar, não é novidade que o tema de vida inteligente fora do planeta vem sempre cercado de muito ceticismo, principalmente por conta de toda bobagem que vem junto com o que há de sério e real no estudo do assunto mas que, infelizmente, se constitui na maior parte. Daí que a dificuldade maior é “peneirar” o que existe de trigo no meio de tanto joio, o que não aponta para uma tarefa das mais fáceis, principalmente pro leigo que não tem acesso ao conhecimento científico mínimo para entender suas complexidades. Natural então que uma grande parcela de pessoas “torça o nariz“ para o assunto e o coloque na vala comum das crendices e lendas da humanidade.
Só que qualquer pessoa que pense um pouco sabe que ignorar um assunto não é a melhor forma de lidar com ele, principalmente quando seu desconhecimento pode, de um momento para outro, afetar a vida de todos. Então o mais razoável é buscar conhecimento para, minimamente, conhecer-se as chances que se tem quando a verdade se impõe e nos coloca diante de decisões que precisam ser adotadas até como garantia de sobrevivência, se bem que para coisas muito acima de nossas possibilidades nem isso se mostra suficiente.
Vamos então ao que temos como dados concretos. Ainda que alguns cientistas já falem em trilhões, é consenso no meio científico de que apenas na nossa galáxia – a Via Láctea – existam pelo menos 400 bilhões de estrelas, ou seja, de sistemas solares iguais ou maiores que o nosso. Afirmam ainda esses cientistas que existem outros 200 bilhões de galáxias como a Via Láctea. Numa conta rápida, se multiplicarmos os 400 bilhões de estrelas pelos 200 bilhões de galáxias, e arredondar os 9 planetas do nosso sistema solar para 10 por estrela na média, para facilitar a conta, só aí já teríamos um número de planetas iniciado por 8 e acompanhado de 23 zeros – numericamente expresso como 800.000.000.000.000.000.000.000 – que nossas calculadoras de mão não conseguem exibir no visor e poucos saberiam traduzir em palavras. Eu pelo menos não sei, e imagino que você também não saiba. Estamos juntos até aqui?
Pois bem, considerando que nessa quantidade de planetas quase intraduzível em palavras o nosso ínfimo planetinha não passe de um minúsculo grãozinho de areia perto de muitos outros, pense se cabe em qualquer pessoa de bom senso acreditar que habitemos o único planeta com seres inteligentes apenas no universo conhecido. De novo nos limitando a dados científicos já exaustivamente conhecidos, a massa de Júpiter, sozinha, é de duas vezes e meia a soma de todos os outro planetas do nosso sistema solar juntos, incluindo a Terra (a foto abaixo coloca numa escala a dimensão dos 9 planetas do nosso sistema para efeito de comparação).
Quando comparadas ao nosso sol, como se vê nessa foto logo abaixo, as dimensões de Júpiter, o maior dos planetas que gira em sua órbita, parecem insignificantes. Colocando a terra como referência, o raio do nosso sol, ou seja, a distância do centro da circunferência até sua borda, é de 100 vezes o raio da terra.
Isso lhe dá ideia das diferenças de tamanho? Pois se apenas no nosso sistema solar, entre nossos conhecidos nove planetinhas, as proporções já se mostram tão gigantescas, bastam mais algumas informações para nos lembrar que nem mesmo o Sol é tão grande quanto parece. Lembrando que se trata de uma estrela também pequena para os padrões cósmicos, na figura seguinte podemos compara-lo com outros sóis já também muito estudados, distantes muitos anos-luz de nós. Perto de Sirius, por exemplo, nosso Sol não passa de uma lanterna no que toca à capacidade de produzir luz e calor. Sirius se encontra a 25 anos-luz da terra e pode ser vista de qualquer ponto do nosso planeta como a estrela mais brilhante no céu noturno.
Gigante demais para nossa primeira aulinha de astronomia? Nem de longe! Até mesmo Sirius, perde sua majestade quando comparada à Arcturus, estrela pertencente à constelação de Escorpião e também visível da terra. Arcturus é 17 vezes maior que o nosso Sol, fazendo com que o astro central de nosso sistema se mostre como uma pequena lamparina. A imagem a seguir permite comparar as dimensões de três estrelas bem maiores que o sol, que o tornam insignificante.
Mas não fica por aí: a gigante Arcturus da última foto, quando comparada a Antares – uma supergigante vermelha distante 600 anos-luz da Terra – em termos cósmicos não passaria de uma pulga. Ela se mostra 700 vezes maior que nosso sol, e brilha 10.000 vezes mais forte que ele. A imagem seguinte permite comparar o tamanho de algumas estrelas gigantes a partir de Acturus até chegar-se ao de Antares. Note-se que para enxergar-se Acturus na escala utilizada quase que se precisa de uma lupa de aumento. E se o nosso sol já se mostra invisível por corresponder a apenas um pixel da foto, não seria possível encaixar a Terra nela sem tirar os astros maiores de cena. Um dos primeiros consagrados ufólogos brasileiros, o General Alfredo Moacyr Uchôa, dizia que quando se começa a estudar tais coisas se é tomado por uma “claustrofobia cósmica”, pois que o conhecimento dessa imensidão toda lá fora se revela esmagadora para nos sentirmos presos aqui na terra.
Daí vem a inevitável pergunta: diante da inimaginável magnitude desse universo gigantesco e tão denso em estrelas e planetas, dá para enxergar a terra como algo minimamente importante para concentrar toda a vida inteligente que ele pode revelar? Qualquer pessoa de bom-senso focada apenas na lógica há de concordar que essa ideia se mostraria, para dizer o mínimo, irracional para qualquer ser humano de inteligência mediana.
Como falado na abertura deste texto, estamos falando de lógica e racionalidade, o que não envolve sistemas de crenças de natureza dogmática, como a defendida pelas diferentes religiões humanas. O motivo é simples: nestas não existe preocupação de se levantar dados ou outros componentes fundamentados em lógica para sustentá-las. Como qualquer crença de característica subjetiva, elas se inspiram em relatos transmitidos de geração em geração por meio escrito ou verbal sem que se possa determinar-lhes a veracidade da origem, daí porque atribuídas a mera questão de fé, ou seja, de se acreditar ou não naquilo que foi assumido como verdadeiro, mas que não possui elementos para assegurá-lo além de uma percepção própria e interior que não precisa se mostrar consistente ou comprovável, como nos científicos. O ufólogo Juliano Pozati, quando perguntado porque acreditava em inteligência extraterrestre, foi preciso ao responder: “Não, eu não acredito! Acreditar é como supor a existência do Papai Noel, do Coelho da Páscoa... Eu SEI, o que é bem diferente!”. Nada mais perfeito para definir a diferença entre buscar sustentação para uma crença subjetiva ou inconclusiva e formar convicção por meio de incontestável embasamento científico!
De acordo com suas declarações, já se passou há muito do estágio em que se poderia levantar a questão da inteligência extraterrestre como algo para se acreditar ou não, pois apenas os elementos acumulados até aqui sobre o assunto já se mostram absolutamente incontestáveis. Neste ponto de suas afirmações não há como discordar dele, já que toda a mistificação e embuste que se criam em torno do assunto não subtraem a veracidade do que já se reuniu a título de fatos comprovados e oficialmente assumidos pela maioria dos países do mundo como inequívocos. Eu acrescentaria, ao que Pozati se referiu, que o tipo de questionamento sobre acreditar ou não acreditar atualmente se aplicaria tão somente a aspectos para os quais ainda não se obteve nenhuma confirmação, como desde que época nos visitam, os motivos pelos quais o fazem e o contexto envolvido nessa relação deles conosco, por exemplo. O ufólogo levanta a questão, inclusive, sobre algumas hipóteses possíveis, como o fato de sermos, nós mesmos, descendentes deles, e estarem empenhados em nosso desenvolvimento. Outra razão poderia ser a preocupação de que nossos armamentos possam promover algum tipo de interferência no espaço exterior que dividem conosco, ou ainda que tenham interesse em elementos que tenhamos na terra e eles não, ou fazer uso de nossa espécie como recursos de laboratório para suas pesquisas sobre outras raças...
Tudo isso se constitui em possibilidades, por enquanto, e é nessa direção que nossas pesquisas atualmente caminham, e não para as que apenas comprovem sua permanência entre nós, posto que já nos parece desnecessário reunir mais provas do que as que já obtivemos, e pelo menos nos meios científicos e governamentais esse nível de questionamento já se mostra superado. No que diz respeito à população em geral, só se pode falar de superação entre os que efetivamente se interessam e se dedicam ao estudo do assunto, uma vez que os detentores do conhecimento, por razões das mais diversas, se empenham em não levar a público tudo o que reuniram em termos de informação.
Para os demais, torna-se razoavelmente impossível inserir em seu elenco de possibilidades coisas que se apresentam absurdamente superiores à realidade que vivenciam em seu cotidiano. Como admitir, por exemplo, que enquanto se faz necessário pagar caro pela gasolina para nos locomovermos entre bairros de nossas cidades, outros seres conseguem sair de um planeta localizado a milhões de anos-luz do nosso e chegar até nós? Diante desses parâmetros de comparação é óbvio que seja mais fácil rechaçar tal ideia do que quebrar o paradigma do nosso estágio de evolução em relação a desses visitantes do espaço. Se levada a pergunta à população, quantos saberiam responder, por exemplo, de que se trataria um “buraco de minhoca”? (https://pt.wikipedia.org/wiki/Buraco_de_minhoca)
Como levar entendimento às pessoas que tal conceito, já defendido por físicos de renome desde os primeiros anos do século XX, poderia ser a resposta para esse enigma da viagem-espacial vista à luz da física quântica ou da teoria da relatividade de Einstein? Como se pode fazer que essas pessoas que cotidianamente enfrentam um trânsito infernal e poluído durante horas para chegar ao trabalho entendam que existam seres capazes de cruzar o universo sem precisar de nenhum combustível de que fazemos uso, tantas vezes quanto o desejem e sem gastar tempo para isso? Há de se convir que tal realidade passa muito longe do nível de entendimento das pessoas, deixando mais fácil admití-la como impossível do que apenas como uma questão de maior ou menor nível de conhecimento e/ou emprego de tecnologia.
Apenas isso já é o bastante para colocar em cheque o estágio de avanço que atingimos, tanto no que diz respeito ao modus vivendi quanto ao nosso esquema de crenças. Da mesma forma que algumas tribos isoladas da África de hoje ainda têm como deuses os pilotos que pousaram nas proximidades de suas tribos, e erigiram monumentos aos “pássaros prateados” que os trouxeram do céu até eles, muitos de nós reproduzem esse mesmo tipo de raciocínio para atribuir a milagres de suas divindades muitos dos fenômenos tecnológicos que sua lógica não consegue alcançar. E isso se presta tanto ao momento presente quanto ao passado longínquo, onde muitas passagens bíblicas – para citar apenas os exemplos mais conhecidos, como a descrição de Enoque para seu “arrebatamento pelos anjos” – não tivesse ido além de uma abdução em todos os detalhamentos que coincidem com o que sabemos hoje, mas que ele descreve com os elementos de que dispunha no contexto de sua época.
Pergunta-se, por exemplo, a razão pela qual altos dirigentes religiosos, como é o caso do Papa, também se mostrariam cúmplices desse aparente plano global de acobertamento de uma verdade já conhecida? Existem registros detalhados e bem documentados, por exemplo, de que o papa João XXIII teve experiências vivenciais de contato extraterrestre em 1961 na residência papal de Castell Gandolfo, na presença de seu secretário pessoal no Vaticano, e que a partir daí passou a ser visitado com frequência por esses seres. Loris Capovilla narrou posteriormente o fato em todos os seus detalhes, relato esse que consta nos registros oficiais:
“Era de forma oval e tinha luzes intermitentes azuis e âmbar. A nave pareceu sobrevoar nossas cabeças, depois aterrou sobre a grama no lado sul do jardim. Um ser saiu da nave, era completamente parecido com um humano, a exceção de que estava rodeado de uma luz dourada. Sua Santidade e eu nos ajoelhamos. Não sabíamos o que estávamos vendo. Mas soubemos que não era deste mundo, portanto devia ser um acontecimento celestial. O Santo Padre levantou-se e caminhou para o ser. Os dois ficaram juntos de 15 a 20 minutos, pareciam conversar telepaticamente. Eu não escutei nenhuma voz. Eles não me chamaram, de modo que permaneci onde estava e não pude ouvir nada do que falaram. O ser deu a volta e caminhou para sua nave, em seguida marchou. O Sumo pontífice dirigiu-se para mim e me disse: Os filhos de Deus estão em todas as partes; algumas vezes temos dificuldade em reconhecer a nossos próprios irmãos“.
Neste trecho do relato o Secretário de João XXIII pareceu querer reproduzir a ideia do Pontífice de que, ao contrário do que muitos fiéis acreditam, a crença numa raça superior à nossa não implica em negar a criação, sua história como acontecida na Terra e muito menos a existência de Deus, mas apenas ampliar esse entendimento para um contexto muito mais amplo do que o da ideia de um único reduto inteligente do Criador, como se ele se posicionasse como um latifundiário desejando concentrar suas muitas posses num único local. A rigor, uma teoria não contraria a outra, como se supõe.
Recentemente o papa Francisco também sugeriu que esses fatos são de amplo conhecimento do Vaticano desde os tempos de Clemente III, conhecido como “antipapa” porque na época sua experiência foi tida como “conchavo com demônios” e prática de bruxaria, pois que demonstrava haver obtido conhecimentos muito superiores aos do seu tempo, sem que se entendessem suas origens. A questão é que assumir publicamente tais fatos implicaria numa enorme reviravolta nas igrejas, e revisão de todos os conceitos pregados ao longo de milênios a respeito de milagres, de seus santos, e de muitas histórias chegadas até nós como mensagens celestes. Ainda que admitindo que, em nome da verdade, as religiões encontrassem formas de consertar os equívocos de interpretação junto a seus fiéis, como fazê-los entender, por exemplo, sem afetar suas crenças, de que estiveram errados durante todo esse tempo? Diante dos desdobramentos que tais revelações obteriam é possível entender porque uma verdade dessa dimensão precisa ser guardada a sete chaves, mesmo com todas as provas que se tenha reunido a respeito, e já se encontre em poder do alto clero.
Recentemente o papa Francisco também sugeriu que esses fatos são de amplo conhecimento do Vaticano desde os tempos de Clemente III, conhecido como “antipapa” porque na época sua experiência foi tida como “conchavo com demônios” e prática de bruxaria, pois que demonstrava haver obtido conhecimentos muito superiores aos do seu tempo, sem que se entendessem suas origens. A questão é que assumir publicamente tais fatos implicaria numa enorme reviravolta nas igrejas, e revisão de todos os conceitos pregados ao longo de milênios a respeito de milagres, de seus santos, e de muitas histórias chegadas até nós como mensagens celestes. Ainda que admitindo que, em nome da verdade, as religiões encontrassem formas de consertar os equívocos de interpretação junto a seus fiéis, como fazê-los entender, por exemplo, sem afetar suas crenças, de que estiveram errados durante todo esse tempo? Diante dos desdobramentos que tais revelações obteriam é possível entender porque uma verdade dessa dimensão precisa ser guardada a sete chaves, mesmo com todas as provas que se tenha reunido a respeito, e já se encontre em poder do alto clero.
Em Baalbek, no Líbano, existe um megalito considerado um enigma dentro de parâmetros que se possui até hoje para obras realizadas pelo homem. Pedra com 1.200 toneladas cortada e posicionada de maneira precisa, e de forma matematicamente perfeita, não se trata de nada que sugira ter sido produzida por qualquer fenômeno natural. Só para efeito de comparação, o veículo de maior capacidade de transporte dos dias atuais é o Trolley da NASA, que levanta os ônibus espaciais para posicioná-los na rampa de lançamento. Esse mega guindaste possui capacidade máxima para deslocar 120 toneladas de carga, correspondente à de 30 guindastes modernos, para tirar algo desse peso do lugar. Que explicação se daria, então, para uma pedra como a de Baalbek, cortada e colocada em seu lugar em um tempo considerado anterior ao dilúvio bíblico, quando não havia tecnologia nem próxima da que possuímos hoje, e onde mesmo a atual atinge no máximo 10% da capacidade que seria necessária para movê-la?
Esse é mais um daqueles enigmas para os quais não se encontra respostas sem conduzir o entendimento para algo que não teria sido desenvolvido por seres humanos como uma das hipóteses possíveis, ou que tenha sido executado por uma civilização antiga muito avançada – um elo perdido, como se diria – com a qual perdemos contato, ou ainda pelos próprios habitantes da região em sua época, mas auxiliados por alguma raça inteligente que lhes ofereceu recursos tecnológicos para executá-lo ou cedeu conhecimento para que eles o fizessem.
E sabe-se que o planeta está repleto de exemplos como esse espalhados pelos quatro cantos do globo, como a própria pirâmide de Queops, os monumentos gigantes da Assíria e as esculturas tribais conhecidas por “Moais” da Ilha da Páscoa, alguns com 11 metros e pesando 80 toneladas, cuja população de indígenas de cultura primitiva teoricamente não teria meios de movimentar e posicionar tantas e tão gigantescas estátuas de pedra para seus lugares na época de sua construção, estimada como tendo sido de 1.250 a 1.500.
Ficam aí então todas essas questões apenas como provocação e convite a reflexão sobre coisas que estão muito além do que nosso universo conhecido consegue alcançar, mas que nem por isso se mostrariam impossíveis pelo simples fato de não o termos explorado como se faria necessário. Mas os filósofos são unânimes em dar exemplos de que entre refutar o que se desconhece e admitir o não experimentado reside a diferença entre a ignorância assumida e a inteligência possível.
7. Specific






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